Morreu Raul Solnado

Um dos maiores comediantes nacionais, Raul Solnado, morreu hoje às 10h50, aos 79 anos, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

Raul Solnado

Nasceu em Lisboa, a 19 de Outubro de 1929. Começou como actor amador, no Grupo Dramático da Sociedade de Instrução Guilherme Cossul, em 1947.
Profissionalizou-se em 1952 e lançou uma carreira como artista de variedades e teatral.

Em 1960 adapta para português "A Guerra de 1908", de Miguel Gila, e, em 1961, interpreta-o na revista "Bate o Pé", no Teatro Maria Vitória. A edição em disco, em conjunto com "A história da minha vida", bateu ecordes de vendas.
A sua passagem pela televisão ficou marcada pelos programas "Zip Zip", "A Visita da Cornélia" ou ainda "O Resto São Cantigas".

Raul Solnado fez-me rir com as suas histórias. Obrigado.

Cartazes das Autárquicas de tempos idos

(explicação da iniciativa aqui)
mafra
José Romano, PS, Mafra (Autárquicas 2005)
(via devaneios de gozões)

Amigos dos Correios

Edíficio que foi dos CTT - Coimbra

Deixo um conselho, gratuito, destas vez aos caros socratistas empenhados em pegar no processo CTT para tramarem o PSD: não se metam nisso. É um facto que a tendência é para o PSD sair queimado mas o PS é no mínimo chamuscado. Ou não seja o arguido Luís Vilar parte da actual Comissão Técnica Eleitoral Distrital de Coimbra do Partido Socialista.

Como se lê no JN sobre a TCN em cada operação, tinham o cuidado de estabelecer movimentos concertados junto da oposição (PS), proporcionando a todos, directa ou indirectamente envolvidos, remunerações…!”.

Além disto e como podem observar, a cor do edifício pode ser enganadora mas ao passar nas televisões é capaz de mexer no subconsciente do eleitorado.

Mais independentes nas listas do PS

Maria Rosário Carneiro

O Ricardo Alves localizou duas personagens que voltam a deputadas pelo partido de Sócrates: “duas senhoras que votam sistematicamente à direita, senão mesmo à extrema-direita, continuam por lá. A Rosário Carneiro é a número seis pelo Porto, e a Teresa Venda a terceira por Braga.”

Para os mais distraídos “o currículo destas duas damas, que começaram a ser eleitas pelo PS em 1995 (Guterres, lembram-se?), inclui votarem favoravelmente a homenagem parlamentar a um bombista de extrema direita, votarem contra a despenalização da IVG, tentarem punir quem «incentivasse o aborto através da publicidade», votarem contra a procriação medicamente assistida, moverem-se contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, contra o divórcio, enfim, contra tudo o que signifique a liberdade das pessoas decidirem sobre a sua própria vida.”

Não deixa de ser curioso que, após o afastamento de quem dentro do Grupo Parlamentar do PS votou por vezes à esquerda contra as ordens do Chefe, estas representantes da democracia-cristã no seu pior prossigam sorrateiramente a sua carreira parlamentar.  Sempre podem dar uma ajuda, servindo de ponte se o PS precisar dos votos do PP.  Já Miguel Vale de Almeida encontrará certamente  nestas suas novas colegas companhia para  trocar umas ideias sobre igualdade de género. Até porque o seu voto pode muito bem chegar para impedir uma lei sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

DESCANSA EM PAZ


O TEATRO ESTÁ MAIS POBRE.
ESTAMOS TODOS MAIS POBRES.
A minha juventude, e a de muitos como eu, foi marcada pelo teu humor.
Tornaste-nos a todos mais ricos, primeiro com os teus monólogos, depois com toda a tua carreira.
Que saudades vamos todos ter de ti.
O teu legado perdurará para sempre em todos nós.
Descansa em paz, Raúl Solnado.
(Neste blogue pode ver e ouvir muitas das maravilhas que Raúl Solnado nos deixou, na coluna da esquerda, em baixo em, PARA VER E PARA OUVIR)

«Posts» históricos da blogosfera

(rubrica sem carácter regular que se inicia hoje)
«UM ESCLARECIMENTO AO SR. DANIEL OLIVEIRA: O sr. Daniel Oliveira, que eu tenho o desprazer de conhecer, resolveu publicar um post no Blog de Esquerda onde me enfia caridosamente na extrema-direita. Não vou, obviamente, comentar o facto: o sr. Daniel Oliveira é radicalmente analfabeto e julga que todos aqueles que não partilham o seu mau-carácter estão necessariamente à direita dele e do atoleiro ideológico onde ele vive e sobrevive. Um atoleiro que, convém esclarecer, o sr. Daniel não gosta de alardear em público – e recordo, a própósito deste facto, a forma trémula como a criatura, na primeira sessão do afamado «É a Cultura, Estúpido!», me implorou para não fazer qualquer referência à sua embaraçosa militância no Bloco de Esquerda, esse belo grupelho cuja constituição heterogénea o Daniel manifestamente despreza. Respeitei o pedido porque acreditei que lidava com um cavalheiro leal. Puro engano. O cavalheiro não é leal e a sua manifesta personalidade de verme impede qualquer discurso civilizado. A partir de hoje, as minhas conversas com o sr. Daniel Oliveira terminaram. E agradeço que a organização do «É a Cultura, Estúpido!» tenha a caridade de enxotar a criatura da minha presença. Caso contrário, boa noite e até à próxima. JPC.»
João Pereira Coutinho, in «A Coluna Infame», 6 de Junho de 2003

Este «post» de João Pereira Coutinho ditou o fim do «Coluna Infame». Os outros dois autores do blogue, Pedro Mexia e Pedro Lomba, responderam com um outro «post» a defender Daniel Oliveira e João Pereira Coutinho saiu. Foi decidido, pelos outros dois, suspender ali mesmo a sua publicação.

Até um dia…

RaulSolnado

Raúl Solnado deixou, ao final de hoje, o mundo dos vivos.

Em minha opinião era um dos maiores humoristas que Portugal teve em toda a sua história.

Lembrar Raul Solnado é igualmente trazer à memória programas como o “Zip Zip” ou “A Visita da Cornélia” ou a participação em filmes sérios como “A Balada da Praia dos Cães”.

Mas quem é que nunca ouviu o disco em que ele retrata a sua ida à Guerra de 1914/18.

Até sempre Raúl!

Raul Solnado perdeu a última guerra

raulsoln

Era uma vez um país tão triste que ficávamos a olhar para um gira-discos de onde saía a voz do homem que nos contava a estória da sua vida e da sua mãe que tinha ido a Évora, as suas andanças por uma guerra onde se trocava armamento com o inimigo, era uma vez um país onde Raul Solnado foi um extraordinário actor de tudo, e sobretudo um humorista como só voltámos a ter outro chamado Herman José.

Hoje o nosso país tem razões para voltar a estar triste: morreu o Raul, e com ele a memória do tempo em que o humor se fabricava na rádio e no teatro de revista, furando entre os dedos da censura, um humor de areia para quebrar engrenagens.

Obrigado pelo que nos deste. Quem não conhece a obra que fica, pode ouvir aqui um bocadinho:

http://endrominus.wordpress.com/files/2009/08/endrominus063.mp3

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Falando de democracia: Da luta das sufragistas aos nossos dias


«Bem-vinda Christabel Pankhurst», dizem os cartazes que estas senhoras exibem num dia do frio Inverno londrino, no já distante ano de 1909, há cem anos, imaginem. Christabel é uma das senhoras da frente, a que tem um chapéu envolvido por uma écharpe branca. O que queriam estas mulheres, visivelmente das classes mais favorecidas, o que reivindicavam elas? Uma coisa tão simples como direito de voto.
A desigualdade entre homens e mulheres, sobrevivera à democracia grega (onde elas não tinham quaisquer direitos), não melhorara durante a Idade Média. Não se diluíra com o humanismo renascentista e o século das luzes apenas lhes deu algum protagonismo no palco da cultura. Na Revolução Francesa as «cidadãs» lutaram ao lado dos homens (e foram guilhotinadas em perfeita igualdade de circunstâncias), mas logo o Império as remeteu de novo para a cozinha ou, no caso das burguesas e aristocratas, para os salões, bordando, tocando piano, recitando poesia e cantando nos serões. Veio a Revolução Industrial e lá foram elas malhar com os ossos nas fábricas com salários ainda mais miseráveis do que o dos seus companheiros. A Revolução de Outubro, no plano prático, também não aplainou grandemente as desigualdades. Mas, já vou em 1917. Voltemos atrás, a 1905, quando Christabel e sua mãe Emmeline Pankhurst (1858-1928) interromperam um comício do partido Liberal, fazendo perguntas incómodas sobre os direitos das mulheres. Christabel(1880-1958) nasceu em Manchester, filha de Richard Pankhurst, um advogado, e da sufragista Emmeline.
As sufragistas eram frequentemente presas, acusadas de desacatos e de outros crimes – alcoolismo e prostituição, entre eles, calúnias com que as tentavam desacreditar. Em todo o caso, havia quem acreditasse e, não raro, quando desfilavam empunhando orgulhosamente os seus estandartes e dísticos, nos passeios, mulheres do povo, pelas quais elas principalmente lutavam, lhes gritavam o equivalente a: «Vão coser meias!». Não faltava quem fosse mais longe e lhes chamasse «putas» e «bêbedas». Nas prisões onde as condições de higiene eram mais do que precárias, faziam greve da fome. Eram hospitalizadas, alimentadas à força e voltavam para a prisão. Mãe e filha, dedicaram as suas vidas à causa do sufragismo. Emmeline, no ano em que morreu (1928) teve a alegria de ver consagrado na lei britânica o direito de as mulheres votarem em pé de igualdade com os homens.
E em Portugal?
Em Portugal, destaca-se um nome: Ana de Castro Osório (1872-1935) que terá ficado conhecida sobretudo por ser uma pioneira da literatura infanto-juvenil. Casada com um tribuno republicano, Paulino de Oliveira, publicou em 1905 «Ás Mulheres Portuguesas», obra considerada como um manifesto do movimento feminista. Fundou a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, criada oficialmente em 1909, no mesmo ano em que Christabel surge na foto acima. A propósito, um ilustre republicano, um democrata, terá comentado – «Causa patrocinada por senhoras, é causa vencida!». Proclamada a República, Ana prosseguiu a sua luta, pois o novo regime foi tímido no reconhecimento da igualdade de géneros. Foi consultora de Afonso Costa, ministro da Justiça do Governo Provisório, aconselhando-o na elaboração da Lei do Divórcio, promulgada em 3 de Novembro de 1910, menos de um mês depois da Revolução. Esta lei, pela primeira vez no nosso País, concedia à mulher os direitos dados ao homem, no que se referia aos motivos do divórcio e à tutela dos filhos. E novas leis foram sendo aprovadas, baseando o casamento no princípio da igualdade, deixando a mulher de dever obediência ao marido e passando o crime de adultério a ser julgado de igual maneira, fosse cometido pela mulher ou pelo marido. Tudo isto hoje nos faz sorrir, pois parecem-nos questões ultrapassadas. Mas há cem anos estas medidas foram recebidas com sorrisos de outro género, com aqueles com que se acolhem as utopias. O machismo lusitano, mesmo entre os mais ferozes adeptos da República, recusava-se a aceitar esta igualdade legal que lhes parecia contra natura – ora uma mulher pode lá ter os mesmos direitos que um homem! E rematavam com um aforismo do género: «Onde há galos, não cantam galinhas!». Isto entre copadas de champanhe ou de tinto, e fumaças de Romeo y Julieta ou de tabaco de onça.
Indiferentes ao cepticismo, as heroínas prosseguiam a sua luta. Em 1911, as mulheres ganham o direito de trabalhar na Função Pública. Antecipando-se à lei, a médica Carolina Beatriz Ângelo, viúva e com filhos a seu cargo, vota para a Assembleia Constituinte. A Lei dizia que os chefes de família votavam e para o legislador era tão óbvio que o chefe de família teria de ser um homem que Carolina pôde votar, deixando o presidente da mesa de voto a coçar a cabeça, perplexo. Posteriormente, a lei foi «aperfeiçoada» – só podiam votar os chefes de família «do sexo masculino». Mas as coisas não paravam – nesse mesmo ano Carolina Michaëlis de Vasconcelos, mulher do grande filólogo Leite de Vasconcelos, é a primeira mulher a ser nomeada para uma cátedra universitária, neste caso a de Filologia na Universidade de Lisboa. Ainda em 1911 se assinala a criação da Associação de Propaganda Feminista. Para rapazes e raparigas, é estabelecida a escolaridade obrigatória entre os sete e os onze anos. E a caminhada prosseguiu. Em 1918, é autorizado o exercício da advocacia às mulheres, em 1926, são autorizadas a leccionar em liceus masculinos, em 1931 é concedido o direito de voto às mulheres diplomadas com cursos secundários ou superiores (aos homens basta fazer prova de que sabem ler e escrever). Em 1933 a Nova Constituição Política do Estado Novo, no seu artigo 5º, estabelece a igualdade dos cidadãos perante a lei, embora «salvas, quanto à mulher, as diferenças resultantes da sua natureza e do bem da família». Todo o edifício jurídico da igualdade laboriosamente construído, se desmoronava com esta frase singela que deixava as portas escancaradas à continuação da desigualdade. Num País moldado à medida das fantasias de um ditador tacanho, o lugar da mulher era em casa, junto dos filhos. Disse-o por diversas vezes. E sempre houve mulheres que concordaram com esta visão do seu papel na sociedade. Quando, em 1935, Ana de Castro Osório morre, outra grande defensora dos direitos femininos se destaca – Maria Lamas (1893-1983). Em 1948 publica o seu exaltante livro «As Mulheres do Meu País».
Só a Revolução de 25 de Abril começaria paulatinamente a acabar, a nível legal, com as todas as diferenças. Uma luta que em Portugal ainda não acabou. A guerra silenciosa da violência doméstica, por exemplo, não cessa de fazer vítimas. Não que a lei a consinta, mas talvez tenha que se criar uma moldura penal muito mais dura para quem a comete. E aqui deve fazer-se uma ressalva. Não incidir, claro, no erro do legislador de 1911 que partia do princípio que «chefe de família» só podia ser um homem. Parece que nem sempre são as mulheres espancadas. Embora numa percentagem pequena, há homens vítimas de violência doméstica. Serão uma minoria, mas existem. Há que protegê-los. Por outro lado, em algumas cabeças femininas, entontecidas com a recente libertação, ébrias de tanta liberdade, começa a despertar a ideia de que as «mulheres são superiores». Não passemos do oito para o oitenta. Não troquemos uma tirania por outra. Não cheguemos ao ponto de ter de formar uma Liga dos Homens Portugueses – que teria como divisa – Homens oprimidos, uni-vos!
Somos diferente biologicamente, mas iguais perante a lei. Era aqui que pretendíamos chegar. É preciso agora que as leis que consagram essa igualdade sejam escrupulosamente aplicadas. Porque Lei e realidade, têm andado desencontradas. Bem-vindas, companheiras.

A Volta – Idanha-a-Nova – Guarda

Aquela subida para a Guarda nunca mais acaba mesmo de carro, de bicicleta até faz doer. Mas obrigaram os ciclistas a subirem-na duas vezes.

Todos conhecem a Guarda, lá no alto, a sua Sé maravilhosa e as suas casa de granito. Dizem que é farta, formosa (ou feia)e fria. E no inverno é mesmo muito fria.

Tudo começou em Idanha-a-Nova porque há a Idanha-a-Velha uma terra cheia de achados arqueológicos. A visitar, tem restos de monumentos que têm sido descobertos muito interessantes.

No meu tempo para se ir à Idanha era uma aventura, maus caminhos e muito calor tornavam a viagem um tormento. Agora temos belas estradas, faz-se num salto. No outro dia, em viagem para Termas de Monfortinho fui lá multado por mau estacionamento, eu que nunca saí de dentro do carro. O desenvolvimento tambem trás destes figurões.

A corrida foi movimentada, com um grupo de ciclistas fugidos e apanhados já a subir a serra, mesmo em cima da meta. Ganhou o Cândido que recuperou a amarela, já que o Manuel Cardoso, o anterior amarela, caiu a subir.

Ninguem cai a subir, cheira-me que o rapaz, sendo sprinter, não se deu bem com a estrada a empinar!

Jornal da TVI é o mais favorável ao Governo PS

Pelos vistos, o Jornal Nacional da TVI é aquele que, entre os espaços de informação dos canais generalistas que vão para o ar às 20h, apresenta uma maior incidência de notícias favoráveis para o Governo, sendo também a informação com um maior peso de notícias desfavoráveis sobre o PSD. As conclusões são do relatório de regulação de 2008 da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC). É o que diz o ionline.

Quem diria?

Com certeza que nos números em causa já foi retirado o jornal das sextas de Manuela Moura Guedes, porque nesse até a melhor proposta do Governo Sócrates passa a ser encarada como a pior malfeitoria.

Pedro Abrunhosa, hoje, em Cerveira


É um momento ímpar. Podermos sonhar, fechar os olhos e levitar com as músicas do Pedro Abrunhosa. E tudo isto no cenário único de Vila Nova de Cerveira. É o «Cerveira ao Piano» em toda a sua pujança.
Estamos em ano de Bienal. Aventa-te e dá um salto à vila das Artes!

Um mau exemplo

narciso

Esta foto foi tirada na Avenida Meneres, em Matosinhos.

Gostava de chamar a atenção para quem de direito, nomeadamente a Câmara de Matosinhos, para o facto do lugar de estacionamento para deficiente estar ocupado para um vaso cuja estética é, no minimo, duvidosa.

Já tinha visto, e infelizmente sido vítima, de pessoas que tem por hábito estacionar a viatura em parques de estacionamento para deficiente sem o ser ou, pelo menos, sem ter a respectiva identificação passada pela antiga Direcção Geral de Viação (actualmente designado por IMTT- Instituto de Mobilidade e dos Transportes Terrestres).

O que fazem as autoridades? Nada…. Aliás não é a primeira vez