A grande surpresa de Domingo

Viseu era conhecido pelo Cavaquistão na altura das maiorias absolutas do actual Presidente. Ao contrário de todas as expectativas, acabou por ser Cavaco Silva o protagonista da recta final da campanha. queia ou não referir-se ao assunto directamento, o certo é que José Sócrates não precisa. como hoje em Viseu, tem os seus homens de mão para dizer o que ele não quer dizer. «Nós tivemos agora ocasião de ver como é que esses casos são construídos, como é que se monta uma combinata de forma permanente e até doentia contra o PS». Mais do que para o PSD, esta referência do cabeça de lista por Viseu é para o Presidente da República. Obviamente.
Já o apelo ao voto útil não parece que vá surtir grande efeito. Pela mesma razão, não me parece que este caso vá fazer grande mossa ao PSD ou que vá beneficiar o PS. Não haverá assim tanta gente indecisa em votar PS ou PSD. Quem está indeciso, é entre PS e Bloco de Esquerda / Partido Comunista, ou entre PSD e CDS.
Disse em «post» anterior que o português típico não vai nestas cantigas. Alguns entenderam-no de forma depreciativa. Não era. E é exactamente esse português típico que no Domingo vai dar uma grande surpresa ao país político. Lembrem-se que nas anteriores eleições, as Europeias, todas as sondagens davam a vitória ao PS, estávamos em plena crise BPN / Dias Loureiro / Conselho de Estado / Cavaco Silva… e o PSD ganhou.