Porradinha da boa ao Pacheco Pereira…

Este é dos meus (e provavelmente é meu familiar, eheheheh):

 

http://aeiou.expresso.pt/polemica-utilizador-habitual-do-twitter-responde-a-artigo-de-pacheco-pereira=f542167

Um País Que Não Protege As Crianças?

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E NEM TIRARAM A CRIANÇA AOS PAIS!

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Ao contrário de uns e outros, na Austrália deixam as pessoas seguirem as suas ideias e os seus sonhos.

Laura Dekker, não teve a mesma sorte. O País não era o mesmo, as ideias não eram as mesmas e a idade também não. Teve ainda o azar de ter um País (as respectivas autoridades) que se meteu onde se calhar não deveria, e a retirou à custódia dos pais, como se eles fossem criminosos.

Jessica Watson (a jovem de dezasseis anos que, sozinha, vai dar a volta ao mundo num barco à vela), vive num País diferente, com ideias diferentes, com pessoas diferentes. Está a cumprir o seu sonho, com o apoio dos pais e das autoridades locais.

Partiu hoje para uma viagem solitária de oito meses.

Boa viagem, Jessica.

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A Bíblia segundo Saramago

Por estes dias apareceu notícia de um inquérito encomendado pela Sociedade Bíblica Portuguesa segundo o qual:

Em breve deve aparecer outro garantindo que a maior parte dos portistas só lêem o Record quando se querem rir, pensei. Para que raio se faz um estudo destes? Para conhecer o mercado? Vai aparecer uma campanha dirigida ao nicho dos ateus tentando vender Bíblias?

 

Como tudo se explica, descubro agora que Saramago está a lançar um novo livro, na modalidade de lançamento de peso às igrejas.

 

"A Bíblia é um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana" – afirma.  É verdade, embora crueldade, natureza humana e sobretudo bons costumes sejam conceitos a enquadrar na História, e ao tempo em que foi escrito o Antigo Testamento esses maus costumes eram apenas os do costume.

 

Devo confessar que como romance histórico até gosto da Bíblia embora não recomende a sua leitura de enfiada. Prestações suaves, até porque a edição original está perdida e a ordem das parcelas ficou um pouco arbitrária.

 

Já o Caim de Saramago até pode ser que o leia mas só depois de conseguir passar das primeiras páginas de uma ou duas obras anteriores que repousam na prateleira chamada Um dia destes ainda vos leio mas duvide que seja hoje, prateleira que depende um bocado da minha longevidade, donde como bom ateu sempre afirmo que Deus queira que os leia, e a medicina ajude, é claro.

 

 

 

Talvez Azar, talvez sorte…

Quando o Aventar chegou ao 1º lugar e as visitas eram aos milhares surgiu um ataque informático. Pum, pum e catrapum. O Aventar no wordpress foi ao ar.

Ainda me lembro do Paulo Querido e a sua apologia do wordpress. Pois. Em anos e anos de blogspot nunca tal me aconteceu – é verdade que nunca se atingiu semelhante volume de visitas…Talvez azar.

 

Pois fomos salvos, salvos pelo Sapo que nos deitou a mão quando as nossas mãos se agarravam, pendurados no JMFreitas, a evitar a queda rumo ao infinito. Chegou a hora do Aventar no Sapo. É por isso que já a minha tia Ermelinda dizia: a seguir à tempestade, surge a bonança…Talvez sorte.

 

Obrigado ao Sapo e a todos os persistentes leitores do nosso blogue e desculpem qualquer coisinha.

Como Se Fora Um Conto – A Tia

A TIA!

Ter tios e tias, qualquer um tem, ter tios e tias como se fossem pais, é a sorte suprema, de que poucos se podem gabar hoje em dia!

A tia, simplesmente tia, é uma das irmãs do meu pai. A Matriarca da família.

Havia outras, e outras ainda que não sendo irmãs eram igualmente tias. Para mim, havia a tia A, a outra tia A, a tia E, a tia H, a tia L e ainda outra que nunca conheci. Todas elas com nome, excepto esta tia. A Tia!

De todas, é a única que felizmente ainda anda por cá. Por isso, agora, é na verdade a tia. A minha tia. Minha e também de todos os outros sobrinhos que tem, e para quem é também e simplesmente, a Tia!

Pois a minha tia, a única que ainda tenho, sempre foi uma segunda mãe para todos os sobrinhos. Mesmo, e em especial, para uns quantos idiotas, que agora a ignoram e lhe viram a cara se por ela passarem na rua. O quanto a senhora deverá sofrer, quanta tristeza sentirá, de cada vez que se confrontar com essa situação, ou mesmo de cada vez que pensar nela.

A minha tia casou tarde. Por essa razão a possibilidade de ter filhos próprios foi nula, e os sobrinhos que já assim eram, passaram a ser, ainda mais filhos.

A casa em que sempre habitou até alguns anos atrás, era a casa de todos, sem distinções e sem perguntas. Sobrinhos, sobrinhas, mulheres e maridos destes e destas, filhos dos sobrinhos e o mais que pudesse ser, entravam pela casa dentro como se fora a própria, sem pedir licença, bastando só beijar aquando da chegada e dizer, cheguei, cá estou! Havia sempre comida, bebida, um ou outro mimo, dependendo qual fosse o sobrinho a que fosse dirigido (o meu mimo era o estrelar quase imediato, pela senhora Margarida, de dois ovos), e boa disposição.

Para se imaginar o quanto a minha tia tinha de apreço pelos sobrinhos, um dia comprou um apartamento numa cidade soalheira e de temperatura amena todo o ano, para fugir das agruras do frio invernal do planalto onde vivia. Sendo na altura já casada, em conjunto com o meu tio, decidiram que durante os meses de estio, a casa serviria para que os sobrinhos pudessem beneficiar dela. Quase quatro meses destinados à sobrinhada.

Como disse, casou tarde. Decisão repentina e que apanhou toda a família desprevenida. Em muito poucas semanas passou a ser uma jovem casada e feliz. O marido, olhado de soslaio durante algum tempo por todos, mostrou-se em pouco tempo, um homem digno da minha tia, correcto, honesto e boa pessoa, apesar do seu feitio duro e difícil. Mas, quem não tem coisas no seu?

A partir dessa altura, a tia, que sempre foi singular para todos nós, passou a plural. Passaram a ser designados por “os tios”. Sem nomes! Também ele, o agora tio, era como ela, sem nome. Simplesmente Tio! Para mim, havia o tio A, o tio M, o outro tio M, o tio S, o tio R, e ainda outro que nunca conheci, todos com nomes, e agora tinha passado também a haver “o tio”.

Os tios, não passaram a ter atitude diferente da que tinha a tia. Nada mudou!

Os anos foram passando e os tios lá vão estando na sombra, olhando por nós na medida do que lhes é possível. Sem interferir em nada. Estando lá, simplesmente.

Podemos estar meses sem aparecer, como é o meu caso, sem falar nem nada, podemos virar-lhes as costas como é o caso de alguns idiotas, podemos estar lá sempre metidos ou convidá-los para nossa casa com assiduidade.

Eles estão lá! Como se tivéssemos falado com eles no dia anterior.

Como sobrinho não serei bom. Serei até mau aos olhos de muita gente. Mas os meus tios têm sobrinhos bons, que eu sei. De qualquer modo, sou assim, sinto em silêncio, escondido. Só vou, se chamado – não procurando reconhecimento ou palavras bonitas – ou se souber que precisam de mim. Mas para os tios, isso não tem importância, porque não deixei de ser sobrinho, quase filho, do mesmo modo que todos os outros sobrinhos são quase filhos, mesmo os idiotas.

São assim os meus tios. São assim os tios como deve ser. À moda antiga, à moda das famílias tradicionais. Tios a sério, à moda das boas pessoas.

Todos nós temos ou tivemos em algum momento, tios e tias. Os sortudos como eu, têm ou tiveram tios assim. Tios que se importam, tios/pais. Mas eu sei que há poucos. Eu sei que a maioria não é assim. Eu sei que poucos tiveram esta dose de felicidade.

Um dia, se esta tia se vai, deixo de ter tias. Passo a ter só tios. Um com nome e outro sem ele. De qualquer forma não haverá mais quem, de longe, olhe por nós. A não ser esta, lá de cima.

Bem que eu gostaria de poder pensar que, num futuro qualquer, os meus sobrinhos pudessem pensar em mim, da mesma forma que eu penso na minha tia.

Mercado Porto Belo

 Ontem fui pela primeira vez ao mercado Porto Belo, no Porto. Todos os sábados à tarde faz-se este mercado a céu aberto, que reúne vinis, roupa “vintage”, antiguidades, artesanato de novos criadores, livros e revistas antigos, produtos biológicos e o que mais couber na praça Carlos Alberto. O mercado ainda é pequeno, à hora a que fui não havia muita gente, mas o ambiente era simpático. Frente ao monumento aos mortos na guerra de 14-18, tinham sido colocados uns puffs em tons de azul eléctrico, onde estive esparramada um bom bocado a ouvir a música que anima o mercado e a ver gente passar.

 

O Porto Belo, sendo pequeno, já é razoavelmente diverso. E já tem a graça de permitir a quem tiver pelo menos 30 anos um pequeno passeio por alguns objectos que não sabemos que a memória ainda guarda.

Eu descobri três, todos eles insignificâncias sem grande valor comercial, que me fascinaram: um cinzeiro em forma de pneu da Mabor, uma peça horrenda mas que ficou a fazer parte da minha memória porque existia numa casa que eu frequentei na infância e que pertencia a um velho senhor reformado da empresa; o jogo do supermercado da Majora, e quanto se poderia dizer sobre a importância da Majora nas infâncias sem PS2; e  um vinil do Jimmy Sommerville e respectivos Communards, que me fez lembrar todas as gloriosas canções pop que eu sabia de cor a partir dos 10 anos e que desprezei quando entrei numa fase mais negra, ainda que não musicalmente mais rica.

 

Não comprei nada disto mas fiquei muito tempo por ali, a aproveitar a possibilidade tão invulgar de estar deitada qual imperador de Roma no meio de uma praça que sempre me parece tão sisuda e, sobretudo, a dar-me conta do quanto me agradava o Porto que se passeava por lá. Gente nova e não tão nova, miúdos a saltar para cima dos puffs, umas excêntricas velhinhas, destas que se vestem com peças aparentemente tricotadas por elas, deliciadas com tudo o que viam, e, a dada altura, até o historiador Hélder Pacheco, o grande cronista da cidade.

 

Era quase um quadro alegórico. A luz da praça ganhou uma tonalidade levemente rosada que veio suavizar o cinzento que nos rodeava, os pombos pararam por um instante de cagar-nos em cima dos puffs,  e eu fiquei a ver o novo e o velho Porto debruçados sobre as velharias e as compotas de abóbora biológica. A luz era terna, as pessoas sorriam, havia uma amabilidade que prometia um novo mundo, uma nova forma de relacionamento entre as gentes.

 

Antes que o momento se perdesse, levantei-me e fui comer um éclair com chantilly à leitaria da Quinta do Paço. Desgraçadamente já não são o que eram. 

 

Ética e Educação – 2ª Parte (10)

Ética e Educação – Parte 2 (10)

 

Educação no tratamento dos problemas éticos ligados à esfera da saúde. Considerações sobre a necessidade de integração de conhecimentos ligados à saúde no âmbito da educação escolar e social

 

Uma pessoa que não entenda o mundo, que não compreenda a razão das razões, que não agarre a essência e a substância dos complicados fenómenos com que tem de lidar, que não saiba o valor da humildade, que não reconheça o mal da presunção e da arrogância, que não aceite a indispensabilidade do bom-senso, que não seja capaz da linguagem falada, escrita, gestual e psicológica, não pode ser bom prestador de cuidados assistenciais, e não veicula, nem de longe nem de perto, os elementos indipensáveis à criação de uma boa relação com o doente. A relação médico-doente, profundamente pedagógica, não se deve pôr, contudo, em termos de educador e educando. A relação médico-doente é um fenómeno bem mais complexo e profundo, implicando a criação de uma confiança mútua, base indispensável do sucesso terapêutico.

 

Perante um doente, o primeiro e mais sagrado mandamento da medicina é não o prejudicar, seja de que forma for – Primum non nocere -. O segundo mandamento impõe o empenho, a vontade e a sabedoria dos agentes de saúde não só na procura esclarecida de uma solução que satisfaça o doente e dignifique o acto médico, mas também na aceitação e compreensão de doentes agressivos e difíceis, bem como na descoberta do seu lado positivo. Tem vindo a registar-se um aumento de agressões a médicos, cada vez mais graves, transformando-os no bode expiatório de tudo o que corre mal na saúde. Isto acontece porque o doente ou familiar se sente justificado na sua fúria. A retirada dos direitos de assistência no SNS a estes agressores, sugerido pela OM, se bem que tentadora, poderá não ser justa, dado que a grande culpa não é do utente mas do sistema, cujas insuficiências, negligências e incompetências se tornam difíceis de suportar. Mais uma vez penso que a atitude humanizante do agente de saúde pode ter um importante efeito profilático neste campo.

 

 

Para falar de saúde e, sobretudo, de ética na saúde, é necessário retirar o nevoeiro da frente dos olhos, tome esse nevoeiro a forma que tomar, irreflexiva, conformista, acomodatícia ou acrítica. O homem tem de se habituar a pensar. Só pelo pensamento se entende que o tempo presente vive uma intrincada teia de paradoxos e contradições que, sem regras ético-morais, levam o homem a tornar-se permeável ao irracional.

 

 

A avaliação médica e assistencial é uma tarefa eminentemente política que requer profunda lucidez. Exige do não-médico um esforço de investigação pessoal e exige do médico a redescoberta de uma medicina autêntica, ainda que desenvolvida e apoiada nas novas ciências. De outra forma, a medicina moderna corre o risco de perder a sua independência, a sua pureza original e a sua eficácia humana. As novas tecnologias, e eu falo com conhecimento de causa porque com elas sempre tenho trabalhado, tanto aumentam a possibilidade de progredir como aumentam a possibilidade de perverter se não forem acompanhadas de uma séria defesa da consciência ética e moral do médico e dos agentes de saúde.

 

 

A medicina de hoje trsansformou-se num monumental negócio, e numa oficina de reparação e manutenção do homem gasto por uma vida desumana. O universo de uma boa parte dos nossos políticos e agentes de saúde tem para eles a grande vantagem de uma conjuntura sem expressão, de um quadro sem cores, de um mar sem ondas de moral e de escrúpulos em que a desonestidade e a corrupção apagam a dignidade, fundindo princípios, meios e fins numa amálgama argentária sem qualquer tipo de pudor. (Continua)

 

E pudesse eu pagar de outra forma…

Abordei aqui a relação que existe entre investimento público em infraestrutura e urbanização desenfreada.

Provei por A mais B que, ao contrário do que muito boa gente pensa, é o primeiro que anda a sustentar a segunda e não o contrário. Falarei agora da corrupção conexa.

O que me deixa perplexo é que precisamente quando o promotor compensa o município de alguma forma, toda a gente grita MAROSCA. É algo que sinceramente não consigo perceber: quando existem compensações é quando a desproporção entre investimento público e receita decorrente da urbanização pode ser mitigada.Será porque pelo facto de as compensações quando ocorrem adquirirem visibilidade,  e quando elas não ocorrem ninguém dá fé.

O problema das compensações não é elas existirem, é elas não existirem. Ora ponham-se no lugar de um promotor. O gajo pensa assim: bem, vou ter de pagar as obras de infraestruturação local, vou ter de ceder terrenos para equipamentos, vou, eventualmente, ter de realizar obras que mitiguem as externalidades provocadas pelo empreendimento, poderei mesmo assim de ter de pagar mais em terrenos ou em cash.

Se pagar, não é porque seja um gajo porrreiro. É porque a autarquia anda a funcionar como deve ser. Como o fulano, não tem perfil de filantropo, pensará : Não haverá maneira de pagar um pouquito menos, ou, como diziam os Ornatos Violeta, pela voz do Manel Cruz  (para quem não sabe é filho do nosso Adão), … e pudesse eu pagar de outra forma. Que tal em vez daquela pipa de massa, chegar ao pé do excelso autarca, atirar-lhe com os trocos para o partido, para o clube de futebol local ou para o próprio? É capaz de sair mais barato. E se eu convencesse o gajo, a fazer aquela estrada que tanto jeito me dava, e pelo caminho reclassificasse aquele terreno agrícola que tenho debaixo de olho. Capice?

Daí que o discurso de Calimero dos autarcas seja o do tão coitadinhos que nós somos, a massa que a Administração Central transfere nunca chega para o gasto. Pudera.

 

Nota: na sequência do novo Regime dos Instrumentos  de Gestão Territorial (380/99) veio consagrado o princípio da compensação ou perequação, que têm vindo a ser incorporado, bem ou mal, nas revisões dos PDM e tem tido alguma tradução nos novos regulamentos de taxas e compensações, nem sempre da mellhor forma é certo. O cenário já não é tão negro como o acabei de pintar.

 

O Bloco, o PS e o casamento «gay»

Hoje, no Jugular, o deputado do PS Miguel Vale e Almeida faz aquilo que parece ser uma ameaça ao seu Grupo Parlamentar e ao Governo: ou se aprova o casamento entre pessoas do mesmo sexo, se possível ainda em 2010, ou vai haver problemas. «Temos muitos caldos entornados» é a expressão utilizada.

Nem de propósito, no editorial do «JN» de hoje, José Leite Pereira diz que Jaime Gama é o Presidente da Assembeia ideal, porque vai conseguir promover consensos e afastar da agenda temas que podem provocar clivagens e fracturas num Parlamento dividido. Para quem não tenha percebido, diz mais à frente que é um bocado despropositado o agendamento do casamento «gay» por parte do Bloco de Esquerda, quando havia temas bem mais sérios para discutir, como a Regionalização.

Resta saber o que fará o PS quando a proposta for votada no Hemiciclo. Miguel Vale de Almeida, como é óbvio, votará a favor. E os restantes deputados?

 

 

Vaca Leiteira

O Estado tem uma golden share na PT o que lhe permite ter uma influência nas decisões na empresa pública, ou empresa com capitais públicos, ou o que quer que seja, como se viu na OPA lançada pela SONAE, muito para além do capital que controla.

Os accionistas  que têm assento na administração são os há muito conhecidos, que para além das elevadas remunerações do capital que lá têm investido, têm acesso a negócios milionários, feitos com a própria PT de que são accionistas.

O BES ganha milhões com estudos e consultorias e com os prémios de seguros das suas empresas associadas.

A Visabeira ganha milhões com as obras de implementação das redes de cabo .

A Caixa Geral de Depósitos ganha milhões com os empréstimos bancários.

E agora sabemos que a Ongoing, que não passa sem a suspeita de se tratar de uma criação do BES, recebe 75 milhões de euros num dos seus Fundos de gestão, dinheiro pertencente aos fundos de pensões dos trabalhadores da PT.

 

Ora, por curiosidade e por pura coincidência esta Ongoing é a mesma que comprou uma participação relevante na Média capital ( a tal que a PT queria comprar e que o nosso Primeiro não deixou) e que detem ,tambem, uma participação relevante na Impresa que por sua vez, detem a SIC, do Balsemão.  Isto é, a PT nossa, que não sai das mãos do estado por razões de segurança nacional ( em caso de ataque exterior, temos que controlar os telemóveis) paga milhões, a vários títulos, aos accionistas, que controlam, cada um deles, não mais que 5/6% do capital e agora reforça "o cash " de uma delas para apoiar os negócios bombásticos que nos tem embasbacados nos últimos tempos.

Tudo a bem da Nação, do emprego, da criação de riqueza, da justiça social.

Esta é a visão do Partido socialista das empresas controladas pelo Estado!

 

O Homem Que Mordeu O Cão

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A NOTÍCIA

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Não é ofensa, o título desta crónica. Longe de mim chamar cão ao agente da autoridade. Mas, neste caso a notícia está, não na resistência do condutor à prisão, nem o facto de o agente da autoridade entender que o deveria deter. A notícia, verdadeira e bizarra, está na forma como o homem, alcoolizado, resistiu à detenção. O individuo mordeu a perna do polícia.

Parece que o malandro, já tinha tido actuações idênticas noutros encontros com as autoridades.

Como aparte à notícia, soube-se que a mordidela foi de tal forma que o agente da PSP, teve de ser tratado no hospital.

Ele há cada um!

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Vegetarianismo Ético (I)

Por Maria Pinto Teixeira

Peter Singer, no início do seu mundialmente famoso livro “Libertação Animal”, por muitos considerado a Bíblia do vegetarianismo, conta um episódio passado no Reino Unido em que uma defensora dos direitos dos animais o convidou para lanchar e conversar sobre o tema da defesa animal, e lhe serviu sanduíches de fiambre.
Em 1989, 14 anos mais tarde, na edição revista do livro Peter Singer refere que felizmente hoje em dia os activistas do Movimento de Libertação Animal e os membros das Associações de Defesa Animal são já todos vegetarianos e não servem sanduíches de fiambre aos seus convidados.
Embora isso possa ser verdade no Reino Unido, não o é certamente em Portugal nem em muitos outros países.
Na realidade, muitas (atrevo-me mesmo a dizer a maioria) das pessoas que simpatizam com a causa da defesa dos animais e é contra as formas de exploração de que milhões de animais são vítimas às mãos dos humanos, continua a contribuir para a mais brutal de todas estas formas de exploração, e que maior sofrimento causa ao maior número de animais em todo o mundo: a indústria da criação intensiva de animais para alimentação.
Há vários motivos para que seja assim:

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Poemas com história: Em louvor dos equilibristas

 

Quase um lugar-comum, nem é uma metáfora muito engenhosa, esta dos equilibristas para designar aqueles que durante a ditadura, vestiam a pele de oposicionistas ou de situacionistas, conforme mais conveniente lhes fosse, oscilando entre a direita e a esquerda e conseguindo, nesse equilíbrio difícil, ser considerados democratas pelos antifascistas e «respeitadores da ordem» pelos salazaristas. Hoje, na democracia que temos continua a haver «equilibristas», gente que é de esquerda quando quer parecer «bem-pensante», mas suficientemente conservadora para ser aceite por quem governa e para ocupar cargos e receber sinecuras. Pensando nessas pessoas que continuam a equilibrar-se entre o «democraticamente correcto» e o «conveniente para a conta bancária», escrevi este texto que publiquei em «O Cárcere e  o Prado Luminoso» (1990):


 

Em louvor dos equilibristas

Falta ainda uma condecoração,

ordem ou comenda que consagre

o esforço do equilibrista

em prol da civilização.

Formidável ciclista,

verdadeiro paganini da circulação

em cima do arame,

o ciclista percorre,

sem qualquer hesitação,

o ténue espaço que separa

a esquerda direita.

É um simples traço,

quase uma abstracção,

um risco passado

por onde não há espaço.

Ágil, aproveita

o espaço inexistente

deslocando o corpo obliquamente:

metade sobre o risco da direita

e a outra debruçada

sobre os riscos da vertente

que à esquerda, sobre o abismo,

espreita.

Mas ouçamos a receita do artista

(que ninguém está livre

de a ter de usar:

quando menos se espera e pensa,

a corda tensa, a pista, a vertigem,

lá estão à espera

dos que não aprenderam a voar).

Diz, com modéstia,

o frágil saltimbanco:

– Afinal nem é assim tão complicado.

Sigo pela direita

quando

ando;

avanço pela esquerda

quando estou

parado.

 

Sócrates e as Presidenciais de 2016

José Sócrates assume que nunca quis diálogo com a Oposição nos últimos 4 anos e que nunca se esforçou minimamente para obtê-lo. Porque não precisava. «A situação política mudou e o meu dever é dialogar com todos os partidos».

O tempo de duração deste Governo vai depender em grande parte da estratégia do próprio primeiro-ministro. Hábil nestas coisas, usará a arma da vitimização para evitar ser derrubado ou, ao invés, forçará a queda para haver novas eleições e reconquistar a maioria absoluta perdida.

Resta saber qual será o «timing» da preferência de Sócrates, visto que a Assembleia só pode ser dissolvida entre Março e Setembro de 2010 e, depois disso, só a partir de Março de 2011. Ora, não se espera que um Presidente da República, como primeira medida de um mandato, dissolva a Assembleia. E sendo assim, estaremos a menos de dois anos do fim da Legislatura. E haver eleições nessa altura significaria que novo mandato de Sócrates com maioria levá-lo-ia como primeiro-ministro até finais de 2015.

O problema, e já o disse aqui, é que o horizonte temporal de José Sócrates é as Presidenciais de 2016. 

 Mas para concorrer, não pode ser primeiro-ministro até finais de 2015, caso contrário arrisca-se a perder. Assim, ou termina o mandato em 2013 e agurda dois anos até anunciar a sua candidatura à Presidência da República, dedicando-se entretanto «à família e aos livros»; ou força a dissolução da Assembleia já entre Setembro e Março de 2010 para conseguir depois nova maioria absouta e poder governar até 2014. Dedicar-se-á então apenas um ano à família e aos livros (chega-lhe muito bem, porque as citações já ele as decorou todas) antes de anunciar, em nome do interesse nacional, a candidatura à Assembleia da República.

Cartazes Para Que Vos Quero (II)

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AINDA ESTAMOS ATOLADOS NELES

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De uma maneira geral, andamos todos os dias pelas mesmas ruas, pelos mesmos sítios, e nem damos pelas diferenças ou pelas não diferenças na paisagem. Mas deveríamos estar com mais atenção.

Desde há uns meses que fomos inundados por cartazes políticos. Cresceram como cogumelos por todo o lado. Eles são grandes, pequenos, médios, estão presos ao chão, pendurados em postes ou suspensos em cabos que atravessam as ruas. Há-os para todos os gostos e feitios.

Já em tempos, escrevi sobre eles, e sobre a sua necessidade.

Neste fim de semana, fui passear olhando "com olhos de ver". Afinal, já há uma semana que se realizou a última eleição desta série de três, e se os partidos políticos e os candidatos foram tão céleres a colocá-los, também o deveriam ter sido a retirá-los.

No entanto, tal não aconteceu. Ainda por aí estão, espalhados por todo o sítio. Uns ainda como novos, outros um pouco degradados e outros ainda, totalmente desfeitos. A poluição visual é tremenda.

Porque se não exige, os autarcas eleitos é que o deveriam fazer, que os partidos ou candidatos que os colocaram, os retirem num espaço de tempo que tem de ser necessariamente muito curto, e que arranjem o que estragaram para os colocarem ? Vamos ter de continuar a "gramar" com este espectáculo por mais tempo? Ainda há, por aí, alguns cartazes das eleições de Junho, muitos das eleições de Setembro, e praticamente todos das eleições de Outubro. Não há multas para quem não os retira atempadamente?

Ou então porque não tomam as Autarquias, nas suas mãos e imediatamente, essa retirada e esse arranjo, e depois apresentam a conta a quem de direito?

Aqui fica a reclamação e a sugestão, dirigidas aos senhores autarcas do meu País.

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Há escola para além do ruído

Tudo parece estar limitado à guerra dos sindicatos com o ministério, mas não é assim, há muito mais, e muito mais importante. Vejam:

"Prefiro ter um carro pior e tê-los aqui. É seguro e não há professores a faltarem" -José, pai.

"Os professores acompanham os que têm maiores dificuldades em regime de voluntariado." –  Alexandra,mãe.

"Quero que os meus filhos estejam numa escola com jovens de todas as classes sociais.Não os quero numa redoma de vidro" -Ana paula,mãe.

"O Ministério não teve a iniciativa de nos ajudar a melhorar.E nós precisamos de ajuda! "José Bruno -Director de Escola

"Muitas vezes as notas são o menos importante. A escola é essencial para eles terem ao menos uma boa refeição por dia." Cristina ,vice-directora de escola.