FUTaventar: BENFICA – eis a primeira derrota

O momento em que Luisão marca o golo do BENFICA

 

Quer dizer… ganhou quem jogou de vermelho, certo?

Mas…do jogo de hoje poderíamos dizer muito, mas do mesmo modo que antes, nos momentos de goleada não fui atrás de desculpas, também agora só há uma coisa a fazer: parabéns ao BRAGA. Marcou dois, o Benfica só marcou um.

Parabéns aos vermelhos!

A Vergonha Instalada em Portugal

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ELES SÃO TANTOS!

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Portugal é um País envergonhado.

São cada vez mais os implicados, ou supostamente implicados, ou alegadamente implicados, ou moderadamente implicados, no processo chamado "face oculta". E, neste caso, o mais importante não será a fraude, ou o dinheiro que circulou escondido, ou os carros que serviram de presentes pelos favores recebidos ou a receber. O mais importante é o nível dos responsáveis. É que eles são muitos e estão nos mais altos cargos da economia do nosso País.

Portugal é um País envergonhado.

Não por existir este caso, face oculta, mas pelos muitos, demasiados casos ocultos, de fraudes, de luvas pagas, de favores, de corrupção, e de roubos, de colarinho branco, azul ou vermelho (que os há de todas as cores e para todos os gostos).

Portugal é um País envergonhado.

Mas continuamos a aceitar estes senhores. Continuamos a votar neles. Continuamos a querer ser ricos, depressa e a mal ou a bem, e a aceitar como evidente e fruto dos espertos, estes malabarismos mal cheirosos.

Portugal é um País envergonhado.

Mas os Portugueses não parecem ter vergonha. Poucos são os que realmente lutam contra este estado de coisas. O nível moral dos nosso concidadãos, está pelas ruas da amargura. Os culpados que toda a gente conhece, raramente vão presos. Têm muito dinheiro e influência.

Veja-se este caso chamado "Face Oculta". Só o sr Godinho, o menos influente de todos os implicados, ou alegadamente implicados, ou supostamente implicados, está preso preventivamente. Então e os outros? Como de costume, estão muito sossegados, na frescura dos seus gabinetes ou no quentinho das suas casas. Ren, Refer, EDP e Galp, são as empresas que giram na órbita do estado, e cujos altos dirigentes estão implicados, ou alegadamente, ou moderadamente, ou supostamente, nos negócios escusos do sr Godinho, mas que estão calma e descontraidamente em casa, enquanto o dono das Sef, 02 e outras, está em prisão preventiva. Claro que sabemos que o sr Godinho poderia fugir do País e por causa disso está preso, e que os altos dirigentes das outras empresas implicadas, ou alegadamente ou supostamente implicadas, não precisam de fugir já que nada de mal lhes irá acontecer, apesar de poderem vir a ser acusados de corrupção, de tráfico de influências, de participação em negócios ilícitos e de associação criminosa.

E isto, realmente envergonha Portugal. e envergonha ainda mais porque sabemos que não é caso virgem e, em todos os casos que se vão conhecendo por aí, e são já muitos, ainda não vi mais de um ou dois a serem presos. Mas experimentem roubar um pão, ou uma pasta de dentes, ou uma peça de fruta, ou ainda, ficar a dever ao Estado um ou dois euros. Espera-os a cadeia nos primeiros casos e a penhora de bens no último.

A nossa justiça é uma trampa. Não funciona bem, nem sequer celeremente, a não ser contra os fracos e pouco influentes, e nenhum dos nossos mandantes quer ver este drama mudado. É que amanhã podem ser eles a ser apanhados e não convém mesmo nada que a justiça funcione.

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Pedreira é habitat de águia real

Tudo se conjuga para ser um grande jogo. Ambas as equipas praticam um futebol muito parecido, com desenvolvimentos defesa/ataque em velocidade, mas com o SLB a fazer uma pressão em terrenos mais avançados.

 

No meio campo vai travar-se em boa medida o resultado deste jogo. O Braga joga com dois médios à frente da defesa, o SLB apenas com um. Vamos ver muitas vezes Ramires jogar por dentro para compensar, essa diferença numérica.

 

Em contrapartida, o médio mais defensivo do Braga vai que estar atento às descidas de Saviola que vem atrás buscar jogo.

 

As bolas paradas farão o resto.

 

Gostava que o Braga ganhasse para ver como é que Pinto da Costa se comportava perante a hipótese de um companheiro do Norte ser campeão.

Face Oculta

Mais um escandalo na vida pública portuguesa. Este surpreendente, por envolver

algo que normalmente não é investigado.

Reparo é que a comunicação social, que teve acesso a material em segredo de justiça, não

informou o público de forma cabal sobre o sucedido, ocultando informação.

O motivo pelo qual está a CS a proteger alguns visados é, por mim, desconhecido.

 

Lanço daqui um repto ao jornalismo corajoso. Que saia para fora toda a informação!

Isto, claro, se a comunicação social ainda estiver imbuída do espirito de informar…

Não escondo a minha estranheza por a informação estar a sair truncada para o exterior,  ocultando-se alguns dos nomes que o público deveria conhecer. Fico à espera de mais…

Dalila Rodrigues afasta-se ou foi afastada ?

Alguem que tem ideias próprias e trabalho feito, não pode demitir-se sempre que as coisas não são exactamente como previu ou como  pretende que sejam.

 

Quando alguem é convidado para um orgão de topo da Casa das Bonecas Paula Rego, ou Museu de Arte Antiga, antes de aceitar deve discutir a que se propõe. Depois aceita ou não, mas não pode aceitar e a seguir demitir-se para resolver conflitos que deviam ter sido acautelados previamente. Essa é, uma das funções de quem dirige.

 

Saiu do Museu de Arte Antiga como uma estrela injustiçada, com manifestações populares de apoio em plena rua. Nunca se conheceram, verdadeiramente, as razões do afastamento, sendo que a razão mais conhecida, teria a ver com a opinião de Dalila achar que as receitas que o Museu faz, deveriam reverter na sua totalidade para o museu.

 

É uma opinião estimável mas não é a única, quem tem que dirigir um orçamento global se calhar tem razões que Dalila desconhece.

 

Para além da pobreza da política cultural de Sócrates, o que nos pode juntar numa qualquer manifestação de rua, a verdade é que eu gostaria de ver Dalila Rodrigues não desistir com esta facilidade.

 

 

Ladrões, gatunos, corruptos, podres

Ladrões, gatunos, corruptos, podres.

Gente sem ponta de dignidade

 

Sempre que abro o jornal eles aparecem.

Na operação X, na Operação Y, na operação Z, a Polícia Judiciária lá os vai apanhando.

Qualquer dia não há alfabeto que chegue para o número de operações.

Ele é nos Bancos, nas empresas, nos governos, em todas as instituições!

E eu com medo quando regresso a casa um pouco mais tarde. Comparada com o país, a minha rua é um sossego, uma segurança e tranquilidade. Perigoso, muito perigoso é viver nesta sociedade engravatada, pois o ladrão, o vígaro, o gatuno, o larápio surge de Mercedes, gravata e luva branca. São tantos que já se tornam banais. O carteirista de rua, esse está fora de moda, em extinção. Rouba vinte ou trinta euros, o que não é motivo para operações de judiciária, vai dentro, mas como dá mais despesa do que o roubo, salta para a rua. O que rouba vinte ou trinta milhões, fica fora, goza ainda por cima, diz que tem a consciência tranquila e as mãos limpas e é tratado como um senhor sério. Esta gente não terá pais, filhos, netos? Com que lata lhes mostram a cara? Quem perde o respeito por si próprio, não tem mais nada a perder. Como não há justiça, a única solução seria uma pandemia de gripe dos corruptos, com virulência tal que nem semente deixasse.

 

Vergonhas bruxelesas

    

 

Territórios habitados desde o Drang Nach Osten por populações alemãs há mais de sete séculos, a região dos Sudetas, a Silésia, a Pomerânia e a Prússia Oriental foram esvaziadas dos seus proprietários pelos acordos celebrados entre as potências vencedoras da II Guerra Mundial.

 

Apesar da inicial repugnância do governo polaco no exílio (Londres), a Polónia ocupada pelo Exército Vermelho, foi obrigada a aceitar as novas fronteiras ditadas por Estaline, o que pressupunha uma deslocação em direcção ao ocidente. Impune da partilha celebrada com Hitler em 23 de Agosto de 1939, a URSS ocupou uma vasta região  que desde a Finlândia  ao Mar Negro, lhe ofereceu vastos territórios e populações não russas, cumprindo-se o desígnio estratégico de futuras intervenções na Europa Central e balcânica. Consequentemente, a indiferença total pelos direitos das populações e pela própria Carta do Atlântico que daria origem à ONU, encetou uma política de desapossamento de terras com a clara intenção de uma posterior colonização com elementos étnicos mais conformes  com a necessária fidelidade a Moscovo. É assim que os países bálticos verão alterada a componente étnica de cada um, com o estabelecimento de grandes contingentes russos que hoje ainda são um elemento desestabilizador a favor da política do regime de Putin. Aos assumidos morticínios da população civil alemã do leste do Reich, seguiu-se a limpeza étnica que o novo governo vassalo em Varsóvia, gostosa e brutalmente seguiu contra toda a legalidade estabelecida pela própria lei internacional gizada pelos vencedores.

 

O caso checo não foi diferente. Violações, roubos e assassinatos indiscriminados contra os alemães da Boémia e da Morávia, fizeram desaparecer uma população que durante séculos contribuiu poderosamente para a prosperidade daquela antiga região do império austríaco.

 

Não foram apenas os alemães o alvo das perseguições, morticínios,violações de direitos básicos e roubo. Húngaros, italianos, romenos da Moldávia, ucranianos,  polacos dos antigos territórios do leste da Polónia pré-1939 ou os finlandeses da Carélia, sofreram as consequências da Nova Ordem ditada pela União Soviética, com o beneplácito das sempre ignaras e desinteressadas administrações norte-americanas de Roosevelt e dos seu herdeiro Truman.

 

O chamado Tratado de Lisboa, o desesperado sofisma para garantir alguma viabilidade a um projecto que apenas poderá ser comum para uns tantos, concedeu aos checos, excepções que desmentem cabalmente o princípio igualitário da Lei, sempre tão anunciado como a essencial base de construção de uma União que se desejaria forte e onde a equidade se sobreporia sempre ao livre arbítrio da prepotência.

 

A cedência diante da chantagem de Praga e também de Varsóvia, somada ao deplorável exemplo exercido contra os dinamarquesas e mais recentemente sobre a Irlanda, desmente todo o desfiar do rosário de boas intenções. Pior, mina indelevelmente pela desonra, a Comissão Europeia, o Parlamento de Estrasburgo e os governos do verdadeiro directório que não soube ser firme na primordial e indiscutível questão dos Direitos Humanos.

 

 

Os portugueses foram há três décadas, os protagonistas da maior deslocação de populações europeias desde o fim da II Guerra Mundial. Em silêncio, como é timbre da nossa pacata gente, aceitámos a afronta e todos os dias ainda deparamos com os arrogantes sátrapas e carrascos que contra toda a legitimidade nos fizeram aceitar o bafo dos "novos ventos da história", sob pena do total abandono e mais que provável desaparecimento do mundo dos vivos.

 

Durante mais de um século e aqui mesmo ao lado, os portugueses de um determinado território viram-se despojados dos seus direitos nacionais, sendo-lhes interditado o ensino da sua língua pátria. Desenraizados e separados pelo abismo cavado pelo ocupante, os oliventinos conservaram os nomes, as velhas recordações. Cuidam dos seus antigos monumentos que ainda ostentam as pedras de armas do Estado que os fez erguer perpetuamente. Deixaram de ser uma parte dos povos de expressão portuguesa, é certo. No entanto, ao contrário de outros, permaneceram nas suas casas e terras. A tradicional brutalidade castelhana não chegou ao ponto de os fazer desaparecer fisicamente.

 

A partir deste "caso checo", deixemo-nos de ilusões. A Europa mais não é senão um enunciado de boa
s
intenções e prometidos negócios que conduzirão ao previsível fracasso final. Trata-se de uma mera questão plutocrática.

 

Como última nota, saliente-se a presteza com que o Estado português colaborou nesta decisão. Compreende-se.

 

 

 

Exposição de Fotografia

No próximo sábado, 7 de Novembro, este vosso amigo vai estar aqui:

 

EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIAS

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A Rua do FERRAZ tem no número 38 um pequeno café que disponibiliza agora o seu espaço para mostras de fotografia colectivas e individuais.

Situado junto ao Instituto Português de Fotografia (IPF), o Café Fénix tem na maioria dos seus clientes pessoas ligadas a esta disciplina e expressão visual; alunos, professores, amadores e profissionais têem passado por ali ao longo dos anos para aconchegarem o estômago ou estimularem a mente nos intervalos de acções…

 

Mostra de fotografia

 

Está patente no Café FÉNIX, na Rua do Ferraz, 38 – Porto, uma exposição colectiva dos fotógrafos

ARMINDO MOREIRA, HENRIQUE RAPOSO, HUGO PIRES, LUIS RAPOSO e PEDRO PINHEIRO AUGUSTO

 

No próximo dia 7 de Novembro, esta mostra será substituida por trabalhos fotográficos de

 

 

 

JOSÉ MAGALHÃES, NUNO FONSECA, MANUELA VAZ, SÉRGIO CARVALHO e VERÓNICA MEIRELES

 

que assim dão seguimento a um projecto da responsabilidade do grupo efequatro

e ao qual se associou o Grupo  Fotograma- fotografia analógica que está disponível no Google.

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Os 7 meses do Aventar e o dia dos Fiéis Defuntos

Pois é, hoje fazemos 7 meses de vida e as coisas não nos correm bem. O espírito do Dia dos Fiéis Defuntos é hoje o nosso espírito.

Exactamente há um mês, estávamos em crescendo, as audiências não paravam de subir e em breve iríamos chegar ao 13.º lugar do Blogómetro, que ocupámos durante uma semana.

Mas depois vieram os «hackers» coreanos e a destruição de um trabalho de meio ano. Perdemos muita coisa, tivemos de mudar de casa e a queda nas audiências foi abrupta.

Só que na casa nova, parece que não gostam muito de nós. Parece-me que teremos de apelar ao nosso espírito de ciganos e fazer outra vez as malas. E o WordPress ali tão perto…

Não desanimeis, amigos aventadores. Todos nós somos uns animais bloguísticos e iremos em breve renascer das cinzas. Daqui a um mês, veremos como estão as coisas.

Hoje, definitivamente, não é dia para comemorações. O Valupi vai ficar todo contente.

Clube dos Poetas Imortais: Eugénio Tavares (1867-1930)

 

 

 

Alguém já chamou a Eugénio Tavares o Camões de Cabo Verde. Na verdade, a ele se deve a consciência que, a partir de finais do século XIX, os cabo-verdianos foram tomando da existência de uma cultura genuinamente sua. Eugénio Tavares foi um poeta, sim, mas também um agente consciencializador da cabo-verdianidade, actuando no palco político, jornalístico, lutando contra as injustiças de que o seu povo era vítima. Sofrendo as inevitáveis perseguições por parte do poder colonial, foi obrigado a exilar-se. Descendente de europeus, foi dos primeiros a proclamar que as gentes do arquipélago tinham direito a uma cultura diferenciada a uma expressão idiomática distinta, a uma identidade própria.

Pouco conhecido em Portugal ou conhecido sob a forma redutora de «criador de mornas», Eugénio Tavares foi um apreciável escritor, um jornalista e polemista de grande valor.  No ano em que o Prémio Camões, o mais alto galardão literário do mundo lusófono, foi atribuído ao poeta cabo-verdiano Arménio Vieira (1941) e em que a literatura do arquipélago se afirma como uma das mais pujantes do universo lusófono, com nomes como o do romancista Germano Almeida, sem esquecer o grande Daniel Filipe, e o de Arménio Vieira, faz todo o sentido lembrar e homenagear Eugénio Tavares, pioneiro das letras de Cabo Verde.

 

 

Eugénio Tavares, nasceu na ilha Brava a 18 de Outubro de 1867, onde faleceu em Junho de 1930. Autodidacta, adquiriu grande cultura, transformando-se na figura literária e jornalística mais importante de Cabo Verde nas primeiras três décadas do século XX. Com apenas quinze anos, publicou os seus primeiros poemas no «Almanaque de Lembranças Luso-Brasileiras», deixando uma vasta produção, em português e em crioulo – poemas, narrativas, peças de teatro e, sobretudo, artigos jornalísticos. Quando exilado nos Estados Unidos, fundou o jornal «Alvorada» em New Bedford. Com colaboração intensa na «Revista de Cabo Verde» e no jornal «A Voz de Cabo Verde», foi postumamente publicado um volume com as suas «Mornas». Da sua produção poética escolhi um poema em português, pois neste «Clube» só entram poetas lusófonos – é um poema do exílio:

Exilado

Pensa no que há de mais sombrio e triste;

terás, destes meus dias vaga imagem;

soturnos céus – como tu nunca viste –

nunca os doirou o halo de uma miragem.

O sol – um sol que só de nome existe –

envolto na algidez e na brumagem

dum frio como tu nunca sentiste,

do nosso sol parece a morta imagem

imerge o retransido pensamento

nas noites mais escuras, mais glaciais,

prenhes de raios e vendavais;

verás que anos de dor, esse momento

passado, na saudade e no penar,

longe do sol vital do teu olhar!

(Fairhaven, 1900)

 

Margarida Moreira deixa a DREN

Margarida Moreira deixa de ser a Directora Regional de Educação do Norte.

Para mim teve um mau desempenho, fundamentalmente, pela agressividade que usou na comunicação com toda a gente. Para o que eu esperava dela, foi uma surpresa negativa – sei que ela não é o que mostrou e não mostrou o que poderia ter sido.

O que se segue?

Alguém que vai certamente mostrar todas as potencialidades que tem. Estou optimista. Sei que poderá parecer uma mudança na continuidade, mas realmente são 180º, os graus desta alteração. Boa sorte!

A dor de cabeça do Zé Manel

No outro dia vi o gajo no Rossio atrelado a uma velha, abraçado a ela como alguem que vai a cumprir uma penitência, tive que me desviar se não "les amoureux" atropelavam-me, tal era a cegueira.

 

O amor é sempre um bocado rídiculo para os outros que o não estão a viver, mas a malta da minha idade não tem noção nenhuma da figura que fazem. Não namoraram em novos, arranjavam uma namorada e ficavam de "olho mortiço" casavam com a primeira, até havia anjinho que arranjava uma "madrinha de guerra" que era mais ou menos a "prometida".

 

Pois o Zé Manel, que já teve dois ataques cardíacos e toma aí uns quinze comprimidos por dia, e tem uma mulher que vale dez vezes ele, felizmente que os filhos saíram à mãe, são bonitos e inteligentes, dele só têm a altura, quiz "concretizar" o seu grande amor.

 

E eu, olha lá, mas como é que tu vais "concretizar"  se já não "concretizas" há anos ? que a culpa é da mulher, vira-lhe as costas, já não o beija "nos lábios" e por isso ele não pode fazer milagres, e eu, com esta paciência que só tenho para os amigos, é pá, como queres tu que ela te beije se já te levou para o hospital montes de vezes, é do coração, é dos diabetes,  são as enxequecas, a mulher anda é a ver se tu não vais desta para melhor, é uma grande prova de carinho digo-te já, ou não achas?

 

No outro dia telefona-me a mulher, Luís, o Zé Manel há dois dias que não sai da cama, diz que tem um AVC, uma dor tremenda na cabeça, importa-se de o levar ao Hospital? estou com medo de chamar o "112" ele só de ouvir a sirene tem um ataque de pânico, e aí vou eu com o "fall in love" no carro, é pá, mas tu deste com a cabeça nalgum lado? que não, "pos-se-lhe a dor" asssim sem mais, e eu a tentar perceber a puxar por ele.

 

Fez um TAC à cabeça, nada de fracturas, TA normal, diabetes normal, tudo normal, e eu a desconfiar. Mas oH! Zé Manel tu já "concretizaste" ? E ele, com a mão na cabeça que a dor não passou, com os olhos vermelhos de não conseguir dormir, geme baixinho.

 

Bem me podias ter dito que era Viagra 50 e não 100…