Código postal: meio caminho andado para o disparate

Parece que na Direcção-Geral da Administração Interna andavam à procura de um meio de determinar automaticamente a freguesia de residência do cidadão. Vai daí um iluminado terá gritado:

– Achei, com o código postal é fácil.

A incompetência é uma coisa que chateia. Até eu sabia que os códigos postais não batem certo. Moro numa daquelas freguesias que já foram paróquias, com fronteiras hoje sem qualquer sentido. Num tira-teimas recente sobre limites fomos, os teimosos, ao código postal: não tinha pés nem cabeça, não batia certo, e a teima continua.

Uma coisa é uma discussão de vizinhos. Outra é a tal DGAI, a quem se pede profissionalismo, tal como o tiveram os CTT:

“Esta ferramenta foi criada em 1979 com o objectivo de nos ajudar a entregar cartas e encomendas, tendo em conta os centros de distribuição postal espalhados pelo país. Nem sempre coincide com o mapa administrativo, porque não é suposto coincidir, não é esse o seu objectivo”.

Diz um senhor dos Correios. Além de hoje, a jusante, baralhar a vida ao eleitor, este disparate, a montante, já fez das suas, uma vez que o número de recenseados determina a composição da Assembleia da Freguesia a eleger.

O mapa das freguesias em grande parte das  nossas cidades, é tão desligado da realidade como sucede na minha. Já que fizeram bosta, podiam aproveitar e pensar um bocadinho numa coisa: e que tal racionalizar as fronteiras das freguesias? No meu pequeno bairro estamos divididos em quatro. Pensem lá nisso, mas agora vão todos de castigo para o canto da sala, e sim, metem essas orelhas. As de burro claro.

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