A vitória histórica de António Bragança Fernandes (PSD) na Maia, por muito esperada que fosse, é um dos factos políticos mais importantes na AMP.

Pela primeira vez nos últimos 12 anos, o PSD foi sozinho a votos. Outro dado suplementar era, sem dúvida, o bizarro de ter como seu adversário na contenda o seu anterior Assessor de Imprensa, o levemente mediático Álvaro Braga Júnior, presidente do quase-defunto Boavista. A juntar a tudo isto tinha um PS renovado (bem ou mal mas renovado) e um Bloco e CDU com expressão no concelho. Agora juntem a tudo isto uma vitória esmagadora do Partido Socialista nas eleições legislativas quinze dias antes, vencendo em 16 das 17 freguesias da Maia. Agora que já começaram a juntar todas as peças, acrescentem estas: nas eleições de 2005, em coligação com o CDS, António Bragança Fernandes obteve 52,4%.

Hoje, António Bragança Fernandes, volta a entrar na Torre Lidador com quase 58% e oito vereadores (mais dois que em 2005), com mais Juntas de Freguesia (apenas não obteve Gondim e Gueifães, que já eram do PS – partido que viu fugir duas Juntas: a  Junta de Freguesia de Milheirós, cujo presidente foi o candidato do PS à Câmara e , ao fim de muitos e muitos anos, a mais populosa freguesia da Maia, de seu nome Águas Santas). Acresce mais uma vitória absoluta para a Assembleia Municipal.

O Partido Socialista teve um resultado desastroso: perdeu em todas as freguesias, das quatro lideranças de freguesia apenas aguentou duas e teve um dos piores resultados autárquicos de sempre. Quem ler o que escreveram os blogues socialistas nestes últimos dias só pode, em boa verdade, rir a bom rir e esperar que digam qualquer coisinha a explicar o que aconteceu. Aliás, um seu militante, de nome Cláudio Carvalho (ESTE) consegue mesmo ganhar o prémio de “Cromo do Ano”. Andou a destilar ódio e em tudo viu conspirações do demónio contra o PS – desde a comunicação social até ao gabinete de imprensa da câmara. Não escondo, foi um prazer ver o povo da Maia a dar-lhe semelhante resposta.

Uma palavra para o resultado do CDS: 3,9%. Foi um duro castigo. Muito duro. Ficou reduzido a um Deputado Municipal, perdeu voz no Executivo e pode ter hipotecado o seu futuro em termos concelhios.

Para o fim fica uma última palavra para o grande vencedor da noite: António Bragança Fernandes. Conseguiu um resultado histórico fruto da sua maneira de ser e da sua forma de estar. É um Presidente a tempo inteiro, que vai a tudo, que todos ouve e que trabalha de uma forma quase irreal (que o digam os que com ele lidam diariamente: às 7h já está ao serviço e nunca se sabe a que horas termina). Para ele, desde o pequeno buraco na estrada até ao grande projecto na zona industrial, tudo é importante.

Foi uma vitória à imagem do concelho: À Frente do Seu Tempo.

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