Ética e Educação – 2ªParte (9)

Educação no tratamento dos problemas éticos ligados à esfera da saúde. Considerações sobre a necessidade de integração de conhecimentos ligados à saúde no âmbito da educação escolar e social

Qualquer doente tem o direito de saber pormenorizadamente os caminhos investigacionais e as decisões terapêuticas que sobre ele impendem. Todo o doente tem o direito de perguntar e saber o que tem, bem como de conhecer os meios de que a sociedade dispõe para melhor o tratar. Nunca o médico, pelo facto de ter na sua frente uma pessoa sofredora, fragilizada e, circunstancialmente, numa posição de dependência, pode ou deve usar argumentos prepotentes, imposições de cátedra ou condutas redutoras da personalidade. A dor, seja ela física ou psíquica, esfarrapa o homem, a dor despe até à nudez aquele que a sofre, dissolve a vaidade e coloca o homem frente à sua fraqueza. A dor é o detergente que embranquece o espírito e lava a memória. A dor é uma espécie de fronteira entre a vida e a morte, e, perante ela, ninguém tem vergonha de parecer ignorante.

Tudo é explicável ao doente, tudo é entendível por qualquer pessoa, se o médico souber usar uma linguagem que se adapte à sua compreensão. O que acontece é que muitos médicos não cuidam de saber falar, não cuidam de saber escrever, não querem perder tempo ou Ética e Educação – 2ªParte (9)

Educação no tratamento dos problemas éticos ligados à esfera da saúde. Considerações sobre a necessidade de integração de conhecimentos ligados à saúde no âmbito da educação escolar e social

Qualquer doente tem o direito de saber pormenorizadamente os caminhos investigacionais e as decisões terapêuticas que sobre ele impendem. Todo o doente tem o direito de perguntar e saber o que tem, bem como de conhecer os meios de que a sociedade dispõe para melhor o tratar. Nunca o médico, pelo facto de ter na sua frente uma pessoa sofredora, fragilizada e, circunstancialmente, numa posição de dependência, pode ou deve usar argumentos prepotentes, imposições de cátedra ou condutas redutoras da personalidade. A dor, seja ela física ou psíquica, esfarrapa o homem, a dor despe até à nudez aquele que a sofre, dissolve a vaidade e coloca o homem frente à sua fraqueza. A dor é o detergente que embranquece o espírito e lava a memória. A dor é uma espécie de fronteira entre a vida e a morte, e, perante ela, ninguém tem vergonha de parecer ignorante.

Tudo é explicável ao doente, tudo é entendível por qualquer pessoa, se o médico souber usar uma linguagem que se adapte à sua compreensão. O que acontece é que muitos médicos não cuidam de saber falar, não cuidam de saber escrever, não querem perder tempo ou acham que o paciente não merece atenção especial. Muitos médicos e agentes de saúde, não tendo respeito por eles próprios, não podem ter respeito pelos doentes, não podendo admirar-se de que muitos doentes percam o respeito por eles. Facilmente se enrolam na corrupção do pensamento ou na negação da sua nobre missão, integrando uma assistência desumana e de mediocridade, cuja culpa principal pertence às instituições, fermento de confusão entre inteligência e indigência, humildade e petulância, formação e deformação, rigor e confusão, seriedade e manigância. Por isso o doente tem de ser informado de que ir ao médico pode ser uma aventura. A velha norma que manda cumprir religiosamente o que o médico diz parece não ter muita verdade a sustentá-la, por um lado pela má formação e pela incompetência, por outro lado pela precariedade da assistência a muitos níveis. (continua).
acham que o paciente não merece atenção especial. Muitos médicos e agentes de saúde, não tendo respeito por eles próprios, não podem ter respeito pelos doentes, não podendo admirar-se de que muitos doentes percam o respeito por eles. Facilmente se enrolam na corrupção do pensamento ou na negação da sua nobre missão, integrando uma assistência desumana e de mediocridade, cuja culpa principal pertence às instituições, fermento de confusão entre inteligência e indigência, humildade e petulância, formação e deformação, rigor e confusão, seriedade e manigância. Por isso o doente tem de ser informado de que ir ao médico pode ser uma aventura. A velha norma que manda cumprir religiosamente o que o médico diz parece não ter muita verdade a sustentá-la, por um lado pela má formação e pela incompetência, por outro lado pela precariedade da assistência a muitos níveis. (continua).

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