O Regicídio (Centenário da República)

Já muita coisa foi dita sobre o Regicídio de 1 de Fevereiro de 1908, data sobre a qual passa hoje o 102º aniversário. As versões do que se passou são muitas e, segundo pude apurar, raramente se aproximam da verdade. As que li nos jornais da época, contradiziam-se entre si. As próprias imagens divulgadas não são aceitáveis. Por exemplo, o desenho que vemos acima, publicado na «Ilustração Portuguesa» (e reproduzido de uma revista de Londres), não é rigoroso. A perspectiva que vemos só poderia ter sido tomada já na Rua do Arsenal. Ora, o Buíça que vemos a ser acutilado pelo oficial da Guarda, ficara ainda no Terreiro do Paço, de onde disparara, aí sendo morto.

Aliás, está errada, como todos as outras reconstituições que foram aparecendo em publicações portuguesas e estrangeiras, dezenas e dezenas de versões iconográficas do atentado. São todas elas mais ou menos fantasiosas. Ou seja, podem ter um ou outro pormenor correcto, mas logo falham, por exemplo, na localização dentro do landau dos quatro membros da família real, no posicionamento dos regicidas ou na correcção do cenário. [Read more…]

A meni-saia (sugerida pelo post da Carla)

À porta de cima do Bolhão estava uma velhota, vendedeira, e uma rapariga, provavelmente sua filha ou nora. Dizia a velhota:

– Andas praí de meni-saia, com essas pernas carregadas de barizas, até parece que num tens bergôinha!

Responde a moça, de imediato:

– Qué que bocê quer, é assim co meu home gosta, é sinsual!

Apontamentos do campo (3)

(Murça (3))

I am the master of my fate: I am the captain of my soul

Através deste belíssimo texto, a Leonor “mostrou-me” este poema.

Out of the night that covers me,
Black as the pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.

William Ernest Henley

E aqui uma breve história do poema e do senhor que o escreveu.


(Admito: chorei um bocadinho com este poema)