Jornal de quê?

Capa do JN (07-07-2010)

Parece que se chama “Jornal de Notícias“.

E parece que ninguém duvida da sua história, grandiosidade, rigor e influência no panorama da imprensa nacional.

Eu, pelo menos, não duvido. Ou melhor, não duvidava. É que a ver pela capa da edição de hoje, pergunto-me quais os critérios de selecção das ditas “notícias”.

Pelos vistos, já não interessa falar do fim das SCUTS, porque afinal, bastou adiar um mês a coisa para toda a gente ficar feliz e contente ou, pelo menos, resignada (nada de novo na atitude, portanto).

Já não interessa falar nos intermináveis casos de corrupção e mentiras em que os nossos governantes, actuais e passados, se veêm envolvidos.

Já não interessa falar na campanha de Portugal no Mundial de Futebol ainda em curso, porque afinal não foi péssima, apenas moderadamente má.

Há que dar destaque às notícias verdadeiramente importantes para o país. As notícias que motivam todo um povo e que ajudam a encarar o futuro com optimismo, dando a todos alento para ultrapassar as dificuldades que os políticos insistem em minimizar. As notícias que melhor contribuem para o sentido crítico do indivíduo e para a consciência do colectivo.

E que outra notícia poderia enquadrar-se melhor nesta descrição que não a do Cristiano Ronaldo, o grande Cristiano Ronaldo, andar a dar uns beijos a uma respeitável senhora (perdão, menina) numa respeitável cidade?

Com algum esforço, até entendo a escolha da capa do JN de hoje. Só sugiro é que, na continuidade, pensem seriamente em mudar a sigla para JM, para que possa passar a chamar-se “Jornal de M…..“.

Comments

  1. Luis Moreira says:

    Boa, meu caro homónimo, estes jornais são meros vendedores de papel, depois queixam-se que cada vez têm menos leitores.

    • Artur Moreira says:

      O que me preocupa, Luis, é que estes “meros vendedores de papel”, com a tiragem e importância que têm, têm também a capacidade de influenciar mentalidades e opiniões. E é sempre menos incómodo opinar sobre os namoros do CR9 (ou 7, ou lá que número é) do que sobre a eficiência e honestidade dos nossos políticos, só para citar um exemplo.

    • Ricardo Santos Pinto says:

      «Ninguém duvida da sua grandiosidade».
      Sim, mas já foi maior. Lembro-me bem quando tinha o dobro do tamanho – era enorme!

  2. Artur Moreira says:

    grandiosidade“: magnificência, sumptuosidade.
    Essa maravilhosa observação ajustar-se-ia melhor se tivesse usado o termo “grandeza“: qualidade de grande; tamanho; extensão; altura; comprimento.

    • Ricardo Santos Pinto says:

      Sendo assim, aplicar os termos magnificência ou sumptuosidade ao «Jornal de Notícias», seja em que época for, não te parece exagerado, meu exagerado amigo?

      • Artur Moreira says:

        Ricardo Santos Pinto :
        Sendo assim, aplicar os termos magnificência ou sumptuosidade ao «Jornal de Notícias», seja em que época for, não te parece exagerado, meu exagerado amigo?

        Já não se pode usar uma hipérbole? 🙂


  3. Chama-se sensacionalismo. Chama-se desespero por audiências. O JN tem vindo a perder compradores, leitores e influência. Volta e meia realiza actos desesperados para facturar. Este é um deles.

    • Artur Moreira says:

      José Freitas :
      Chama-se sensacionalismo. Chama-se desespero por audiências. O JN tem vindo a perder compradores, leitores e influência. Volta e meia realiza actos desesperados para facturar. Este é um deles.

      E o que virá a seguir? Mulheres semi-nuas na página 3?

  4. Dario Silva says:

    Uma vez que o 24Horas vai fechar, alguém tem o dever e imperativo moral de informar este país.
    Felizmente temos ainda a TVI.

  5. Dario Silva says:

    Artur Moreira :

    José Freitas :
    Chama-se sensacionalismo. Chama-se desespero por audiências. O JN tem vindo a perder compradores, leitores e influência. Volta e meia realiza actos desesperados para facturar. Este é um deles.

    E o que virá a seguir? Mulheres semi-nuas na página 3?

    Mulheres semi-nuas na capa que na página 3 ou na última já há quem faça. Há que inovar.

  6. António Soares says:

    Está tudo viciado…aqui(Aventar) ainda consigo ler,noticias…proibidas nalguns (ditos)jornais.Mas cuidado…para não se venderem!!!!

  7. Ricardo Santos Pinto says:

    Depende do preço, António Soares. Tudo tem um preço. 🙂


  8. O Pobre do CR é que não tem culpa nenhuma. Aliás, ainda ninguém o disse, mas ele y a sua Família deram um grande baile quer à impressa nacional quer à internacional. Uma vez mais o CR a dizer como se fazem as coisas. Atendendo à fome de intrigas que por aí anda… Digamos que o CR poupo-nos graciosamente a todos de muitas primeiras páginas ( durante nove meses!!! ). Vá reconheçam que o Rapaz já em um Homemzinho Y tem veia de mestre. É um verdadeiro ser do séc. XXI … temos é que lhe acompanhar o passo… que o caminho é por ali!

  9. Ricardo Santos Pinto says:

    Claro que sim, De Puta. Comprar um filho fabricado em laboratório é mesmo saber fazer as coisas. Não tarda vai obrigar o puto a andar de cara tapada, como fazia o Mickael Jackson.


  10. Ricardo … que mau gosto! Por acaso a Criança é menos ser Humano por isso? É! Essa é a questão que devias já ter resolvida para me poupares a ler a barbaridade que escreveste com a arrogância de quem se acha acima do mundo quando não é, Y aliás colocam numa fossa alguém que foi muito generoso … criou vida! … O contrário … de quem a tira é que – se não me ouve reparo de qq espécie pq a viada privada é de cada um …. Aplauso é que não me ouve ( Claro q estou a falar do ABORTO! ) …
    O CR… Aplaudo sim SR!
    Cada um que trate de escolher a mãe para os seus filhos … Y olha que muitos andam a amargar a Escolha …
    Y Já agora … Há cada sítio para fazer Filhos … Y há filhos deste mundo que sairam de cada circunstância … Que sinceramente Ricardo não vais muito longe a pensar dessa forma… Y todos merecemos respeito nesta terra! Não é o filho do CR que vai ficar privado disso … tenha sido concebido onde quer que seja! … Essas manias do “Baldes” transpostas para as paternidades tb s insanas, sabias?
    Pensa melhor Y vais ver q estou a ver melhor as coisas.
    Vale.

    • Ricardo Santos Pinto says:

      Para já, vai ser privado de ter uma mãe, algo que não se devia fazer a ninguém. Mas o CR deve achar que o dinheiro resolverá tudo.
      Desde quando se é generoso por criar vida? As pessoas criam vida por si próprias, não por quem vai nascer. Generosidade é adoptar uma criança que já existe, não é fazer uma nova.
      Tenho o máximo respeito pela criança. Não tenho é pelo pai dela.

    • Luís Moreira says:

      Madre, chega-lhe!

  11. José Vaz Almeida says:

    Um dos maiores problemas de Portugal tem sido o facto de se discutir tudo, fala-se de tudo como, se os intervenientes fossem donos e senhores da verdade – da sua verdade.
    Por isso temos jornaleiros em vez de jornalistas.
    Não estou obviamente a querer insinuar que deve existir alguma forma de censura, no entanto existe uma “coisa” que se chama bom senso.
    O bom senso tem sido desprezado desde 1974; e se calhar dirão alguns desde 1970, o que convenhamos deu o resultado que deu.
    E por estranho que possa parecer nos últimos meses, para não destoar do que tem sido habitual nas últimas décadas, aparecem os tais senhores jornaleiros armados em especialistas, convidados pagos pelas televisões e outros avençados, com pior ou melhor aspecto, a “botar faladura”.
    E todos são entendidos em todos os assuntos. Tratam a Política por tu. Conhecem como ninguém os problemas das pessoas. Muito profícuos em assombramentos intelectuais, com rasgos de perfeita idiotice, é o que temos a entrar pela casa dentro nos variados horários, ao longo de penosas 24 horas de (des)informação.
    E quando estão acompanhados por outros “fazedores de opinião” logo se inquietam quando o “colega” toca no assunto que está em discussão.
    Parecem “criancinhas” no recreio da escola primária.
    Tenho a impressão que Portugal devia ser governado pelas redacções de alguns pasquins, porque se calhar o País não estaria hoje na situação em que está…
    Veja-se como alguns jornaleiros trataram as reivindicações dos Professores, veja-se a forma como alguns jornaleiros dão destaque a notícias tendenciosas, veja-se o folclore informativo aquando das grandes desgraças internacionais e logo se pode tirar uma conclusão: a comunicação está ao serviço de grandes interesses, sejam eles de natureza comercial, sejam eles de natureza religiosa, sejam eles de natureza partidária.
    E já agora convém realçar o papel “importantissimo” da comunicação social desportiva que ajuda a “lavar os olhos” dos portugueses “futeboldependentes”, agora sim está completo o quadro.
    Ah, e já agora não se esqueçam de comprar o jornal; esta edição oferece um dvd sobre o papel do jet-set na evolução das mentalidades em Portugal. Comprem já, porque os 50 primeiros ainda têm um voucher de oferta, para uma estadia de fim de semana no Portugal dos Pequenitos.
    Até à próxima!


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