Os conselhos revolucionários de ERIC CANTONA

Os franceses cumprem hoje nova jornada de luta. Há manifestações em várias cidades, contra o aumento da idade para a reforma.

Eric Cantona, um ex-futebolista de carisma quizilento e controverso, também se referiu aos movimentos sociais contra a citada medida, decidida pelo governo francês. Diz ele que as ‘manif’s’ e greves são insuficientes para gerar uma revolução e que, para o caso, o recurso a acções armadas é igualmente desajustado.

Em alternativa, e partindo do princípio de que o sistema está construído sobre a banca, os 3 milhões de pessoas, em vez de descerem à rua em protesto, deveriam ir aos bancos levantar o dinheiro depositado. E se fossem mais, as dificuldades do sistema ainda seriam maiores.

Confesso surpresa perante esta tirada de Cantona e nem vou discutir a autoridade moral do ex-futebolista para tal conselho revolucionário. Todavia, a ser seguido massivamente em França e noutros países europeus – falemos só da Europa, agora – o conselho em causa, estou certo, provocaria uma revolução cujos efeitos totais sinto dificuldade em imaginar. Sofreria apenas a banca? Duvido e ‘aqui é que a porca torce o rabo’.

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  1. […] com dinheiros públicos, o poder dos bancos continua granítico e subjugador do poder político. Até Eric Cantona o reconhece. Portugal, é claro, não se furta à regra. E, goste ou deteste, é nesta lógica de relação de […]

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