Scuts:

May Malen´s Diary. Chapter 5

I love my Mother at the most, as I do with Dad

Iam in our garden with Mum, seven monts after my birth. I remember how sweet and lovelly she was, how quiet and serene and how firm, well organized and always pushing ahead the possible and the iposible. [Read more…]

Alerta! Terroristas em Portugal


Afinal, os tais cinco milhões de Euros a aplicar em viaturas anti-terrorismo, são mesmo, mesmo, mesmo necessários. O senhor ministro Rui Pereira deixa a pairar, a desconfiança de um provável ataque subversivo no nosso país. Tem toda a razão e o Aventar até sabe quantos são os potenciais turras que “ameaçam Portugal”: 10.000.000 de energúmenos. Nada mais, nada menos e coisa jamais vista!

Os orçamentos da regressão económica e social

Desde ontem a imprensa vem repetindo a notícia do encontro do Governo e do PSD, amanhã à tarde, com vista à negociação do acordo para viabilizar, no parlamento, o OGE para 2011. A delegação governamental é chefiada pelo Ministro do Estado e das Finanças, Teixeira dos Santos; a comitiva do PSD é dirigida por Eduardo Catroga, um auto-classificado de independente, que exerceu cargo idêntico ao do seu interlocutor principal nos tempos de Cavaco Silva, de quem é considerado politicamente muito próximo.

Qual será, afinal, o desfecho mais ou menos imediato do referido encontro? Em nosso entender, a aprovação, pura e simples, do OGE. E o acordo terá probabilidade de ser atingido já amanhã. Poderá acontecer que as procurações que habilitam os dois principais negociadores exijam, no derradeiro momento, o veredicto supremo dos líderes; mas, a ser assim, não é obstáculo de maior e facilmente será ultrapassado, em breves conversas por telemóvel.

Com cedências mútuas em matéria de receitas e despesas, creio que PS e PSD superarão tentações de tácticas dos interesses político-partidárias. Estão compelidos a obedecer às pressões internacionais, sobretudo da UE e do BCE, que podemos resumir em notícias do Financial Times reproduzidas pelo “i”, as quais focam ainda a probabilidade de Portugal, este ano, atingir um défice superior aos 7,3% do PIB previstos pelo governo.

Tudo isto traduz que Portugal, como outros países, há muito perderam o poder de decisão soberana em matéria de ‘contas públicas’ e de outras áreas. Nas políticas macroeconómicas em voga, é ponto assente que na Europa de hoje, e em particular nas economias mais frágeis da ‘zona euro’, há inteira submissão aos propósitos de Berlim e Paris, aos quais o próprio Trichet levanta reservas e que são denunciados, de forma objectiva e eloquente, por Ana Paula Fitas.    [Read more…]

V-I-G-A-R-I-S-T-A-S !


Chega hoje a notícia da alegada acusação de “vigaristas”, dirigida aos promotores do OGE. Diz-se que tal mimo provém da risonha boca da Dra. Manuela Ferreira Leite. Assim num clarão de alguns segundos, recordo alguns “nomes de vigaristas”:
A própria Manuela Ferreira Leite, Cavaco Silva, Mário Soares, Jorge Sampaio, Ângelo Correia, toda a banca (ora, ora… do que estavam à espera?), António Costa, Mota-Engil, Pacheco Pereira, o megafone TVI Emídio Rangel, Silva Lopes, Vítor Constâncio, toda a CIP, etc, etc e etc. Nem sequer contando com o Partido do governo e com uma boa parte do PPD, já conseguíamos formar vários regimentos de gente fardada à Capitão Kid!

EUA, uma máquina de morte mais produtiva do que o Irão


Larry Wooten, negro, sem família, foi assassinado ontem pelo Estado do Texas pelo homicídio de dois octogenários, que matou para roubar 600 dólares. Sem advogado e sem que houvesse nada que o ligasse ao crime até ao momento, recusou o acordo de prisão perpétua porque lhe esconderam provas de ADN que só apareceram nas vésperas do julgamento. A morte durou 9 minutos.
É o 17.º assassinado em 2010.
E sejamos claros: morreu por ser pobre e morreu por ser preto.
E a Cância, desta vez não se importa? Não, claro que não. Porque é preto, não é mulher e não é iraniano.

Mulher a crescer, machismo a tremer. A filiação da criança

nova forma de machismo organizado ao extremo...

(reedição)

…para a mulher que amo e me ama… ainda que não estejamos sempre quites…

1. Introdução em forma de fandango.

A temática é imensa. O debate com a minha equipa nunca mais acaba. Porém, encurralo as ideias para começar apenas com a do título. O meu título é uma hipótese. Uma hipótese depreendida da experiência da minha pesquisa, como é habitual. Pesquisa que analisa crianças, necessária para os adultos entenderem o seu contexto. Adultos a mudarem vertiginosamente nos últimos tempos. Na década de Setenta do Século XX, o objecto da nossa investigação (minha e equipa) foi um grupo de mil mulheres casadas, residindo nas suas casas. As casas serviam para cuidar dos pequenos e alimentá-los. Lares dominados pelos homens, maridos ou não, pais das crianças ou não, mas lares dominados contra o prazer das mulheres. Ainda me lembro da mulher que falava do  orgulho que sentia pelo seu lar e pelo seu homem ser capaz de lhe dizer o que fazer. E a raiva que sentia, ao mesmo tempo, porque tudo o que ela fazia, não era da sua

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Simplesmente fantástico

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Benjamin Zander sobre música e paixão. 20 minutos de puro prazer (tem legendas em português).

"Mistérios de Lisboa"


Há trinta e seis anos em Portugal e pela primeira vez fomos convidados para uma estreia na Cinemateca, tal se devendo à extrema amabilidade de Maria João Seixas e em atenção à minha mãe, trineta do escritor.

A actual cinematografia portuguesa, tem sido desconsiderada por um público sempre ávido dos conhecidos bang-bang visionados enquanto se mastigam umas pipocas, numa capciosa hegemonia do descartável destinado ao rápido esquecimento. Considerados como filmes chatos, longos e parados, são contudo apreciados por quem gosta de cinema, este mesmo que é em tudo distinto de uma simples banda desenhada ao estilo Manga, habilidosamente recheada de efeitos especiais passados ao video (?).

Não esperem assistir a planos que duram dez ou quinze minutos, nem a lacrimejares acompanhados por gritaria a lembrar um fado desesperado. Não. O chileno Raúl Ruiz rodou uma verdadeira obra prima, onde o interesse do espectador se mantém ao longo das quatro horas de intrincado enredo, numa riqueza de personagens onde os estudos de carácter e as diferenças ditadas por uma coisa nada fortuita que se chama nascimento, preenchem uma história que deverá ser vista num só fôlego. Estando prevista a transmissão sob o formato de novela RTP, cremos perder-se a clara intenção do realizador que sem confundir a audiência, consegue mostrar esta obra de Camilo como um todo bem coeso, de fácil acompanhamento e que sem surpresa, nos esmaga com a grandeza dos cenários criteriosamente escolhidos, música, guarda-roupa e o excelente desempenho dos actores. A nota dominante, é o irrepreensível profissionalismo. De facto, o trabalho de tantos e tão bons artistas que encarnaram as personagens, distingue-se pela coerência, nem sequer valendo a pena ressalvar este ou aquele nome, pois pelo que nos é prodigamente dado a ver, consolida-se uma certa forma de arte bem original e portuguesa, imediatamente identificável pelos cinéfilos mais inveterados.

Longe parecia a época dourada dos filmes que à meia-noite víamos no Caleidoscópio, onde os ciclos dedicados a Visconti, Antonioni ou Pasolini, emprestavam durante algumas horas, um transporte que conduzia a alfurjas abjectas, afinal não totalmente afastadas dos salões requintados onde brilhavam dourados e se faziam escutar os frú-frús dos cetins ou das sedas ostentadas por voluptosamente castas senhoras, de uma “alta” há muito desaparecida. Este Mistérios de Lisboa, nada tem a invejar a toda aquela pretérita grandeza italiana e bem pode ser o nosso O Leopardo.

Os tons pastel, a luz filtrada com mestria e os ciaro-oscuro que adensam o drama, tornam perfeito um ambiente já por si magistralmente fidedigno. Beleza palaciana de inaudito espanto – estamos mesmo num desconhecido Portugal? -, o mobiliário a autenticar o gosto nacional que já se julga eterno, o meticulososamente estudado vestuário que varia na perfeição e consoante as épocas em que a história decorre, não deixam ofuscar a profunda crítica social que Camilo legou à posteridade, percorrendo os principais acontecimentos do anoitecer do século XVIII e do nascimento daquele já nostálgico Oitocentos, a grande época das mais radicais transformações institucionais e materiais que o nosso país até hoje viveu. A injustiça do morgadio, a pecha do adultério e a vergonha da bastardia, compõem um quadro onde a nobreza, a burguesia e os extractos chãos, por vezes se confundem numa promiscuidade de espaços que ditam a interdependência.

Um extraordinário filme para rever.