Sobre as Praças de Marrocos

Mogador

Baluarte da muralha de Mogador. autor desconhecido

“Ficávamos nas praças de Marrocos como a bordo das nossas naus; porém as naus iam, vinham, livremente pelos mares, multiplicando a força, distribuindo o castigo; ao passo que as praças de África eram pontões imóveis, ancorados, constantemente batidos pelas vagas da mourama tempestuosa” Oliveira Martins (MARTINS, 1947, pág. 258-259)

As Praças-fortes portuguesas em Marrocos eram um problema para o país. Rodeadas de inimigos, encontravam-se isoladas e dependiam da metrópole ao nível do abastecimento e víveres. Portugal fazia esforços para celebrar acordos com os mouros que habitavam as áreas circundantes. Esses acordos davam origem a uma relação de vassalagem entre os mouros e a coroa portuguesa. No seu âmbito Portugal garantia protecção aos seus vassalos, bem como o direito de livre circulação e exercício de actividade comercial nos seus domínios. Em troca assegurava um clima de paz com as áreas circundantes às praças e cobrava tributos em espécie, principalmente cereais e gado. As tribos que aceitavam a vassalagem à coroa portuguesa eram chamadas de “Mouros de Pazes” ou “Mouros de Sinal”.

A situação tinha contornos completamente diferentes nas praças do Norte e nas praças do Sul, resultados das características das duas regiões, fosse ao nível geográfico, climático, do povoamento ou políticas, fosse pela própria forma como Portugal implementou o seu estabelecimento em cada uma delas. [Read more…]

Bibiana Steinhaus, a árbitra do próximo F.C.Porto – Benfica

A Liga Portuguesa de Futebol, por força de compulsivo acordo entre Pinto da Costa e de Luís Filipe Vieira, já escolheu a equipa de arbitragem para o jogo F.C.Porto – Benfica da 10.ª jornada, em 7 de Novembro próximo. Será dirigida pela alemã Bibiana Steinhaus. Em princípio, não haverá lances duvidosos. Jogadas surpreendentes talvez, mas certamente, nos episódios polémicos, dirigentes e treinadores serão vencidos pelo ‘charme’ do ‘eterno feminino’. É apalpar e jogar. Marcar e ganhar é secundário.

Aguardamos com expectativa as declarações de Jorge Jesus e de Villas Boas, no final da partida. Sabemos desde já que o benfiquista iniciará sempre as afirmações com “e pertanto…”. O Villas Boas, desta vez, não reclamará grandes penalidades por marcar. Evitará pedir desculpa a posteriori pelo erro – à Passos Coelho. Como os presidentes, ambos vão venerar Bibiana, mesmo na derrota.

Não tem perdão

via Denúncia Coimbrã, onde a capacidade de desculpar é bem superior à minha

Como procede o deputado mendicante, perante a solidariedade nacional

Faz um comunicado, e manda a um triste  que o  faça circular onde esteja googlado seu nome:

Tendo por adquirido que Ricardo Gonçalves, prof de filosofia, meu clega de origem, percebe a diferença entre um tubérculo e uma batata e numa escala de verme a animal doméstico consegue atribuir 1, 2, ou mesmo 3 por cento  a uma competência, como agora se diz, volta para as aulas pá.

A sério.

Vai dar Área de Integração aos putos dos cursos profissionais.

Com sorte, ainda apareces no youtube à procura do teu telemóvel, pá.

Adenda: comentário do nosso leitor Artur M. ao dito cujo comunicado:

Então não tem dinheiro para comer mas tem dinheiro para pagar a advogados? Prioridades, sr. deputado, prioridades…

Entretanto, na Gomes Freire…


Aqui está mais um edifício do tipo palacete, pronto para uma “intervenção” ao gosto do vereador Salgado (Manuel Sande). Em qualquer outra capital europeia, há muito teria sido intervencionado, recuperado e devolvido à paisagem urbana. Aqui e mercê dos bons ofícios da palafrenagem da Câmara Municipal de Lisboa, deverá aguardar pela demolição. Deve ser mais um ignóbil vestígio da “ominosa monarchia”. Elimine-se!

“Lisboa, gaiata, de chinela no pé, Lisboa, ladina, que feia ela é..!”