Domínio Público, Hoje:

Para avisar que hoje, no Domínio Público (Porto Canal, 19h) se vai falar de Presidenciais, de um perigoso centralista, das eleições no PS Porto e do Orçamento de Estado. Fujam!!!

Promete:

O novo blogue de Francisco Moita Flores. É favor passar por lá.

Amar na Galiza e em Portugal. Ensaio de etnopsicologia da infância

Mona Lisa é a imagem de Maria Cheia de Graça:calma, serena, alegre

para o amor dos meus amores, que bem sabe quem é… serena e forte como a imagem e cheia de graça e gracejos…

Parece-me impossível falar dos sentimentos de uma rapariga que amo e me ama, sem compara-los com outra histórias de vida que uso como método de pesquisa, no que diz respeito aos sentimentos. Raparigas que, no seu tempo, eram novas e hoje em dia são senhoras com filhos. O tempo passa sem perdoar um minuto na vida dos seres humanos. No ensaio a seguir a este, vou querer comparar essas formas de emotividade, sob a ideia de que no rasto da sexualidade caminha o amor. Tenho sido amado e amo e estou certo que quem andou comigo na Galiza, ama-me também. Ser amado por uma mulher adulta e madura, é a delícia das delícias. Ainda que tenha por vezes, comportamentos ofuscados, que, por fazer o dia mais brilhante, não nos permite ver.

A. Victoria

Analisando os sentimentos de três raparigas e comparando com os meus e os dela, poso concluir o que é amor. Victoria, por causa do povo a que pertence, tem que se resignar a partilhar o amor do seu homem com outras mulheres, o que deve ser difícil, se já é difícil amar e seduzir apenas uma… Mas, o seu povo é a etnia Picunche, que amam de uma outra maneira. Pelos laços das ideias, vamos considerar Victoria com a letra A, classificando a Pilar e Anabela, com as letras B e C, para colaborar com a leitura de quem tenha a ousadia de entrar por estas linhas…

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O PS de Sócrates visto da minha aldeia

O Victor Baptista poderia ser hoje, assim o tivesse querido em 2005, tal como aconteceu em 1995, Presidente do IEFP, Presidente do Metro, da Segurança Social, Governador Civil, para não falar de outros lugares em Lisboa. Todos eles a ganhar bem mais dinheiro e com mais tempo disponível para se dedicar e influenciar as lutas internas no PS.
Não quis e fez bem, porque tem sido mais útil no Parlamento a defender o Governo do PS, conforme demonstra o estudo feito por entendidos e publicado nas Beiras.

Luís Vilar  As Beiras.

O autor desta declaração de apoio a Victor Baptista à Federação Distrital de Coimbra do PS está presentemente a ser julgado juntamente com Domingos Névoa por um toma-lá-dá-cá que inclui financiamento partidário ilícito. Em breve será também julgado no processo dos amigos dos Correios. Nada disto impediu o diligente deputado Baptista de o ter mantido como responsável pela captação de fundos no distrito nos processos eleitorais do ano passado, e não me venham com a presunção da inocência, que quem mexe com dinheiros deve ser como a mulher de César.

O bom senso impediu-me de publicar este desabafo até ao contar dos votos no PS de Coimbra. Não me meto em searas alheias mas conheci o Mário Ruivo na AAC e guardei dele a imagem de alguém honesto, o que nos tempos que correm não é fácil de encontrar num aparelho partidário. Parabéns Mário.

Baptista perdeu ontem as eleições (notando-se que até Sócrates estava farto deste muito contraproducente apoiante) e como é óbvio vai impugná-las.

Foto roubada ao Diário As Beiras

Paulo Guilherme d'Eça Leal 1932-2010

Paulo Guilherme d’Eça Leal morreu ontem aos setenta e oito anos. A atual imprensa portuguesa dedica-lhe uma nota de rodapé, copiada palavra por palavra e replicada por quase todos os jornais. Faz mal, Paulo Guilherme foi muito mais, fez muito mais, merecia muito mais.

Na biografia de seu pai – Olavo d’Eça Leal, também artista multifacetado e um dos colaboradores da revista Presença – encontramos esta referência a Paulo Guilherme:

“Paulo-Guilherme d’Eça Leal (b.21.07.1932, Lisbon), Olavo’s eldest son, is an incredibly proliphic graphic designer (more than 3000 illustrations printed in books, magazines, book covers, posters, billboards, etc…), stage designer (in Paris, Rome, Madrid, Lisbon), painter, draughtsman, architect (Lisbon Airport, 1985-2000), chef, restaurateur and night club owner and designer. Caixote, 3 Porquinhos, Snob, Snobissimo, Cabaretissimo, etc., in Lisbon and Cascais, Coutada in Oporto…

…But his eclectic list of talents goes on. Interior designer (headquarters of Banco Totta & Azores in Avenida dos Aliados, Oporto was, probably, his most outstanding achievement, commissioned directly by Antonio Champalimaud when he first bought the bank, a tour de force in massive blocks of glass and stone and cement within a 19th century palace…), photographer and photo journalist, poet, short stories writer, journalist, historian and researcher on exoteric subjects such as the Templar (The Treasure of the Templar) and the pyramids (The Secret of Keops). Film director. More than a dozen books published.”

Capa de Paulo Guilherme

É um pouco mais, mas não é tudo. Faltaria falar do dandy, do boémio, do provocador, do editor, do inventor do logotipo da Contraponto de Luiz Pacheco, do autor de algumas das mais belas capas de livros editados em Portugal, do escultor, do gravador e criador de medalhalhística, do colecionador, do conferencista, etc., etc.

Debilitado há longo tempo, finou-se ontem em Lisboa.

À J., ao Francisco e aos mais próximos, um abraço amigo nesta hora difícil.

Falar sozinho no Plano Inclinado é uma coisa, debater a sério era uma maçada

Há um, dois anos, pensei em candidatar-me à Presidência da República, e disse-o a uma ou outra pessoa de família. Mas depois comecei a pensar: para quê? Primeiro, não sou eleito, não tenho nenhum partido a apoiar-me e, portanto, ia andar 90 dias (…) a dizer umas coisas. A minha intenção não era propriamente chegar a Belém, e por uma razão que eu referi ao professor Cavaco Silva antes de ele se candidatar: o Presidente da República não tem poderes para pôr ordem neste país. Com estes poderes, não quereria. E ia ter uma série de maçadas só para discutir outros assuntos diferentes dos habituais.

Medina Carreira, em entrevista ao Marcelino dos Tablóides

É toda uma tradição nacional: Salazar fez-se eleger para o parlamento republicano (pela vila de Arganil onde nunca meteu as botas) mas não usou o cargo de deputado. Era uma maçada. Mais tarde soube chegar a chefe do governo com todos os poderes para por ordem no país. É o sonho do Merdina Carreira. Valha-nos que a idade já não lhe perdoa, e a tropa anda sossegada, mas tenhamos em conta que este é amigo do Passos. O que somado ao Ângelo das Inventonas começa a ser uma ameaça. Ou pelo menos uma maçada.

Em plena Lapa?!


Com tanta gente chique da extrema-direita e do BE, com tantos bem falantes e pensantes devoradores de sushi que moram por aquelas redondezas… Este prédio situa-se na Lapa e como podem ver, não é feio. Está escandalosamente abandonado e esquecido. A CML lá deixa andar as coisas, neste caso, o cuidadoso Plano Director Municipal de Degradação. Depois, lá chegará a vez do camartelo e a construção de mais uma pocilga em betão e vidro, mas com garagem e jacuzzi no projecto. É só esperarmos um pouco mais.

Guns n' Roses no Pavilhão Atlântico. Tocaram esta?


A música que me faz recordar a primeira turma da minha vida de professor. A turma da minha vida. Rio Tinto, 1993. O Tiago lembra-se.

PEC 4 – Ideias

Do tanto que nos vão continuar a foder, sugiro a instauração do Imposto Sobre o Orgasmo no pacote de medidas do PEC 4.