Notícias da nascente do Nilo


Vivemos uma época de silêncios. São aqueles silêncios pesados e que se devem às notícias que não o podem ser, pois geralmente chegam de locais onde a mão colonial já não pesa, os EUA não têm bases, não há israelitas e a Merkel não decide coisa alguma.

O jornal Rolling Stone publicou uma lista com os “mais conhecidos” gays do Uganda, fazendo ainda o caridoso pedido para o enforcamento desta perigosa gente. Não contentes com o apelo, ainda obsequiaram os leitores com as fotos dos criminosos. De imediato surgiram os piquetes da moral pública, atacando alguns destes “sabotadores da integridade e dos bons costumes”.

O prestimoso editor, numa ora a lembrar o som de um calhau rolante, diz que …”sentimos que é preciso a sociedade saber que estão entre eles. Alguns deles recrutam crianças para a homossexualidade, o que é mau e tem de ser exposto”.
Como pelos lados do Zimbabué a geringonça parece ser a mesma, convém dar alguma atenção e estas desagradáveis novidades.

Aguardamos pelas notas de protesto das trombetas do politicamente correcto da elite “lapista” lisboeta.

Merkel, a má…


Foto dedicada aos jugulares defensores de “leis diferentes” para gente “diferente”. Na Europa, claro.

Alcorão 8:39: «Combatei-os [aos incrédulos] até terminar a intriga, e prevalecer totalmente a religião de Deus. (…)»

Alcorão 9:29: «Combatei aqueles que não crêem em Deus e no Dia do Juízo Final, nem [se] abstêm do que Deus e Seu Mensageiro proibiram, e nem professam a verdadeira religião daqueles que receberam o Livro, até que, submissos, paguem o Jizya.»

Alcorão 9:123: «Ó fiéis, combatei os vossos vizinhos incrédulos para que sintam severidade em vós; e sabei que Deus está com os tementes.»

Zé Carlos, professor contratado há 17 anos

Numa das minhas raras idas a casa, no último fim-de-semana, estive com o Zé Carlos. Um rapaz da província, como eu, que fez o Estágio Pedagógico em 1993 e desde então nunca conseguiu obter vínculo ao Ministério da Educação.
Passámos umas boas horas juntos na esplanada do Café Central. O Zé Carlos falou-me então da frustração que sente por, ano após ano, andar de escola em escola sem nunca saber como vai ser o seu futuro. Lembra-se como se fosse hoje da colocação extraordinária de todos os professores contratados com 5 anos de serviço que o Governo Guterres tinha decidido. O assunto ia ser aprovada no Conselho de Ministros, mas no Domingo anteriores Guterres demitiu-se e foi tudo por água abaixo.
Todos os anos, o Zé Carlos pede o subsídio de desemprego no dia 1 de Setembro e cancela-o poucos dias depois, logo que obtém uma vaga. Confiante, esperava ficar finalmente colocado, como professor dos Quadros, no concurso que o Ministério planeara para 2011.
Há 10 minutos atrás, o Zé Carlos telefonou-me a chorar. Ouvira na rádio que o Ministério, por razões orçamentais, decidira não fazer concurso em 2011. E ele, que todos os anos fica colocado logo no início de Setembro com horário completo, ficou desesperado. Afinal, se o Ministério precisa dele, porque não o colocam definitivamente? E se qualquer empresa é obrigada a efectivar um trabalhador ao fim de 3 anos, porque não faz o Estado o mesmo?
Frustrado, o Zé Carlos despediu-se de mim: Será que vou ter de esperar outros 17 anos?

Contra-política

“O Governo não quer criar uma querela artificial”. Foi desta forma que o PS classifica aquela que era a programada intermitência de Sócrates na discussão do seu monstro. Por uma vez, a oposição furou os planos de contra-política do governo.

Arpoando debates parlamentares…


O senhor ministro da tutela, declarou ontem que o submarino Arpão, deverá ser entregue à Armada em Dezembro próximo e que tal evento consistirá numa “despesa extraordinária” a ser paga com receitas também extraordinárias, uma “realidade que pesa sobre o Orçamento”.

Ai temos o “encarte” para um habilidoso queimar de tempo no debate orçamental. Decerto regressará a gritaria do costume, com a acusação de despesismo dirigida a Portas e o contraditório endereçado a Santos Silva, pois o …”governo de Guterres queria quatro U-boot“.

Temos muita sorte em não sermos governados pelo PASOK do sr. Papandreu, porque “nas Grécias”, os submarinos compram-se à dúzia!

Catequese e a sexualidade infantil.Um Manifesto

os velhos deuses estão mortos, mas o ser humano precisa de rituais-Durkheim-1902

…ritual mapuche para melhorar um doente…

CATEQUESE E SEXUALIDADE INFANTIL. UM MANIFESTO

                      http://www.youtube.com/results?search_query=Beethoven+Para+Elisa&aq=f     

para Angélica Espada, que sabe da Infância e inspirou este texto… 

No seu trabalho inédito Pragmatisme et Sociologie, (cópia do manuscrito em minha posse) proferido na Universidade Sorbonne de Paris, durante o ano de 1913-1914, o velho socialista e materialista histórico, Émile Durkheim, comenta que os velhos deuses estão mortos e a religião em vias de mudança. Eu diria, não ser tanto assim, porque todo o ser humano precisa de ritos, ideias, ética, interacção moral, orientação na criação dos seus descendentes. Donde, a Religião, seja ela qual for, pelo menos define as relações entre pais e filhos, voir mães, pais, filhos, filhas. A nossa língua não tem ainda um conceito para designar estas relações, excepção para ascendentes e descendentes, palavras sem música e indefinidas. Max Weber entre 1904 e 1915, ocupou o seu tempo em definir esses conteúdos entre Chiitas, Budistas, Luteranos, Calvinistas, Cristãos Koptos, Cristãos Arménios e Cristãos Romanos. São, exactamente estes últimos, os que nos interessa entender melhor, por sermos, por um lado, um País em debate sobre a educação sexual da infância, e por outro, um País de

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