Sócrates, Passos e “ses”

Sócrates diz que quem ganhar as eleições “é que vai para o governo”. Uma verdade de La Palisse. Mas como e em que circunstâncias? É que existem demasiados ses para tantas certezas. Se o PS e o PSD se encontrarem numa situação de empate, decerto terá a responsabilidade de formar um governo, quem conseguir obter uma maioria parlamentar. Com o CDS, evidentemente. Não nos admiremos muito, se Paulo Portas obtiver para o seu Partido o melhor eleitoral desde as eleições de 1976, quando arrebanhando 15,98% dos sufrágios, o CDS conseguiu eleger 42 deputados. É que verdade seja dita: o PC e o BE auto-excluem-se de qualquer executivo ou maioria parlamentar que tencione cumprir o Diktat (vulgo Memorando) celebrado com as instâncias representadas pela Troika-Regente.

Pelo evoluir da campanha que se prevê iconoclasta, logo veremos em que atoleiro o sistema se enterrará, para grande gáudio de Belém. A guerrilha que os cavaquistas têm imposto a PPC, deve querer significar algo.

Uma outra questão, será saber o porquê de tanta ansiedade em manter o poder.  Ainda haverá algo que convenha permanecer na penumbra?

Comments


  1. Concordo e já aflorei essa questão ao de leve no supraciliar.

    Para além da natural sofreguidão da personagem, para além do carácter predador desse contribuinte parece haver qualquer coisa mais.

    Ele mente com tanta facilidade, com tanto risco, com tanta exposição pública, com tanto “mente agora e depois logo se vê” que se estranha.

    Parece demasiada “genialidade intuitiva” ao antever a tolerância dos media em relação à falsificação política constante que é a sua actuação.

    Parece desespero. Porquê tanto desespero em manter o poder?

    Haverá algo a defender que devêssemos saber?