A memória é f*lixada

«Carlos César acusa Cavaco Silva de ser o Presidente “mais partidário” desde o 25 de Abril». E no entanto, «Jorge Sampaio vai dissolver [dissolveu] Assembleia da República». Enfim, cada qual tem a coerência que escolhe.

Comments

  1. MAGRIÇO says:

    Não estou nada de acordo com com este comentário do Feliscorno e considero até que é absolutamente descabido e infeliz. Devo esclarecer, antes de mais, que não tenho filiação partidária nem me revejo nestas políticas nem nestes partidos, e que sou visceralmente anti-ídolo, mas isso não obsta – porque também detesto fundamentalistas e fundamentalismos – a que faça as minhas análises com objectividade, tanto quanto a minha honestidade intelectual me permite. Sampaio dissolveu, e a meu ver muito bem, a assembleia, porque na altura o país tinha um primeiro-ministro que não tinha sido eleito. Aliás, acho até que o erro dele foi ter empossado esse primeiro-ministro. Mas, ao contrário de Cavaco Silva – de facto, em minha opinião o pior Presidente que conheci pós 25 de Abril – nunca tentou manipular a opinião pública a favor da sua dama, como fez reiteradamente Cavaco.
    Momentos menos felizes acontece a todos e nem por isso deixarei de considerar o autor do comentário.

    • jorge fliscorno says:

      Ainda bem que discorda, que para unanimismo já nos bastam os maravilhosos congressos partidários de eleição do aclamado líder 🙂 Da mesma forma, também discordo da sua opinião. Vejamos. Ramalho Eanes e o PRD; Soares e as suas presidências abertas. Quanto a Sampaio não pretendo analisar se fez bem ou mal em dissolver um Parlamento com maioria governativa. Mas que o fez, fez. E este facto transforma-o no presidente que, possivelmente, mais interveio na vida política portuguesa. Quanto a Cavaco Silva, consegue ser ainda pior como presidente do que como PM. Mas não é isto que está em causa mas sim o facto de mais um político procurar passar uma esponja nos passados actos socialistas.

  2. MAGRIÇO says:

    Meu caro, passar esponjas sobre o passado é uma prática corrente entre os vestem camisolas partidárias, e é uma das razões porque me mantenho equidistantes das cores. Nem sei porque se admira! Cabe a quem não tem baias partidárias fazer leituras objectivas dos acontecimentos.

  3. MAGRIÇO says:

    Deve ler-se “…é uma prática corrente entre os QUE vestem camisolas partidárias…”