Sarkozy (felizmente) irritado

Chegam notícias acerca de uma desagradável troca de palavras entre o Sr. Sarkozy e o primeiro-ministro britânico. Tal se deve à insistência deste último, em participar na reunião do Euro na próxima quarta-feira. Embora o R.U. não partilhe a nefasta moeda que acabou por arruinar a nossa economia, David Cameron tem todo o direito de estar presente, pois o que ali se discutirá será algo que transcede em muito, as actuais dificuldades financeiras dos países europeus. É que nem todos estão “pelos ajustes” quanto ao contornar de referendos e Tratados.

Para nossa tranquilidade, é bom que a Velha Aliada lá esteja e aja em conformidade, como contrapeso a certos apetites continentalistas de má reputação. Um breve olhar para o mapa acima, responde a qualquer questão.

Cromo do Dia: BPN

Há cromos assim, que equivalem quase a uma caderneta completa: Oliveira e Costa, Dias Loureiro, Cavaco Silva, José Sócrates, Manuel Pinho, Mira Amaral, etc., etc., etc., todos apanhados em fotografias onde aparecem mal, desfocados, tremidos ou envoltos em névoa.

Um cromo caro, muito caro, caríssimo.

Banco Português de Negócios

O Facebook, a censura e a Origem do Mundo

Um utilizador francês que viu a sua conta eliminada por ter publicado a obra de Gustave Courbet A Origem do Mundo vai processar o Facebook. A coisa sucedeu antes do seu aniversário, o homem não recebeu os parabéns dos seus amigos e sente-se tratado como um pornógrafo.

Poucos anos atrás agentes da PSP dirigiram-se a um livraria em Viseu que tinha na montra um livro com a mesma imagem na capa, e convidaram o livreiro a não chocar a população.*

A mim o que me choca na moralice desta gente nem é a sua ignorância. É mesmo a manifesta aversão a tudo o que seja sexo.

* lembra-me um leitor, e bem, em Braga sucedeu o mesmo, com direito a apreensão dos livros e tudo.

Solidários com o funcionário público Miguel Macedo

O povo português, sempre generoso com os mais necessitados, não poderá negar solidariedade a todos aqueles que servem desinteressadamente o país, como é o caso dos funcionários públicos. O funcionalismo público tem, agora, no ministro Miguel Macedo o exemplo mais recente de alguém que merece toda a nossa solidariedade. Efectivamente, o pobre governante ficará, doravante, e por iniciativa própria, privado do subsídio de alojamento a que, legal e imoralmente, tinha direito. O facto de ter prescindido desse privilégio após a saída de várias notícias só serve para demonstrar que o Governo está atento aos sinais enviados pela sociedade civil. O minúsculo pormenor de Miguel Macedo possuir uma habitação em Lisboa não nos deve coarctar o exercício da generosidade: com 1400 euros a menos por mês e com os aumentos do IVA, é importante que os vizinhos do ministro estejam atentos a indícios de qualquer tipo de carência alimentar que Miguel Macedo possa manifestar. Para que não se sinta muito envergonhado, proponho que se deixe, anonimamente, à porta de sua casa, um cabaz com produtos de primeira necessidade.

Tem dinheiro no banco? Só é seu se não o levantar

Para já tem acontecido nos EUA. Cá ainda não aconteceu, mas nunca se sabe. Vai ao banco levantar o seu dinheiro e é preso. A explicação é simples: se é cliente de banco não pode ser manifestante. Ou vice-versa.

Frases Impossíveis

E as “Putarias” P.P.?

Alertado pelo berreiro da “sua blogosfera e imprensa”, o governo decidiu atacar os regabofes na casta dominante. Fez bem, mas ainda muito fica para esmiuçar. Além das mordomias e dos gabinetezinhos a que se dá o nome de institutos e fundações & etc, fica por encetar o bolo grande, mais conhecido por “Putarias” Públicas Privadas, essas mesmo que o ainda mandatado “cooperador estratégico”  de serviço avalizou com o seu silêncio de cátedra.

Então até 4.ª feira, mas…

Manneken pisA ajuizar por desfechos de cimeiras, reuniões dos Ministros de Negócios de Estrangeiros, dos congéneres das Finanças dos países da UE, ou mais estritamente do Eurogrupo, a crise económica e financeira, sobretudo a que impende sobre países da Zona Euro parece, de facto, um epifenómeno. Não há problemas e tudo o que se passa são efeitos de alucinações da parte podre de povos europeus. Os irracionais, coitados, atrevem-se a reclamar contra vidas precárias, sem emprego, sem rendimento e carentes de  alimentos. A  “sopa dos pobres” não os contenta. Ingratos!

Toda essa turba de cretinos, de Espanha, Grécia, Itália, Irlanda e Portugal – outros da Bélgica e da própria França ainda estão amestrados – toda essa turba, dizia, apenas sofre de delírio febril. São hábeis artífices de auto-vitimização social. Por incapacidade patológica, ainda não aprenderam, uns, que as remunerações de trabalho têm de ser reduzidas e outros a  perder o emprego, a caminhar entre a pobreza e a miséria, sem se indignarem.

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Adoro perífrases, eufemismos e areia nos olhos

Secretário de Estado das Comunidades também abdica do subsídio de alojamento

José Cesário, Secretário de Estado das Comunidades, à semelhança do ministro Miguel Macedo, optou por prescindir do subsídio de alojamento a que tinha direito. Segundo fonte da Secretaria de Estado “decidiu abdicar do subsídio para não introduzir qualquer tipo de ruído na gestão política da secretaria de Estado que tutela.”

É em momentos destes que descubro que, afinal, perífrase é frase mas no mau sentido, tal como eufemismo é uma treta codificada. O que José Cesário poderia ter dito, se estivesse minimamente interessado em parecer uma pessoa séria seria qualquer coisa como: “Um subsídio como este só faria sentido se pudesse ser aplicado a qualquer funcionário público que fosse obrigado a trabalhar longe da sua residência oficial, sendo obrigado a pagar alojamento perto do local de trabalho. Como eu ganho mais do que a maioria dos funcionários públicos e, ainda por cima, possuo uma segunda casa na cidade em que, agora, trabalho, é imoral receber esse subsídio, ainda para mais num país em dificuldades financeiras.”

Não tenho dúvidas nenhumas de que esta notícia será comentada por todo o país de diferentes maneiras. A zona em que vivo é célebre pelo delicioso desbragamento de linguagem com que as pessoas se exprimem diariamente. Antevendo as reacções que esta notícia suscitará pelos cafés e similares aqui à volta, ficam com um provável comentário traduzido para a linguagem que José Cesário utilizaria: “Talvez devessem introduzir qualquer tipo de corpo estranho na gestão de um determinado orifício que Vossa Excelência possui na retaguarda do organismo.”

Fale baixinho! Não seja urso!

Campanha do Metro de Lisboa

Levar na banca sem preservativo

Roubar nos ordenados para dar a quem precisa: os bancos. Utilizar esse investimento para forçar a banca a financiar a economia? não faltava mais nada. Os banqueiros é que sabem dos seus negócios, como temos visto. O estado não se deve meter nessas coisas, limitando-se ao saque e a redistribuir pelos mais necessitados.
Suponho que accionistas passivos prescindem dos lucros, só ficam com eventuais prejuízos. Seguindo a escola socrática Passos é passivo. A escola BPN veio para ficar.

Não pago pedágio em lugar nenhum

O título deste post foi escrito ao Abrigo do Acordo Brasileiro da Língua Portuguesa.

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