Cona Culta…

“A partir do mês de outubro, a doutora Patricia Hernández Salazar á a nova diretora da Biblioteca Vasconcelos (Buenavista) em substituição de Federico Hernández Pacheco.”

  Conselho Nacional para a Cultura e Artes

Um abraço!

Ontem conheci um herói. Daqueles que apenas ouvia falar por terceiros ou ver/ler na comunicação social. Como sou um apaixonado pelo Todo Terreno, fico sempre maravilhado, como uma criança, ao ouvir falar de grandes viagens do todo terreno. O José Megre era uma referência e o mais conhecido dos heróis nacionais desse estilo aventureiro de vida.

Ontem, num almoço em que tive o grato prazer de receber o Grande Pedro Correia, a maior referência da blogosfera nacional, ele fez-me o favor de se acompanhar de um herói, o João Severino. Foi um momento memorável. Dois grandes senhores.

Não conhecia, pessoalmente, o João Severino. Conhecia o seu blogue e pouco mais. Depois do almoço no Machado (uma referência do Grande Porto, na Maia) fui procurar textos sobre a sua aventura. Uma coisa impressionante!

O João Severino é um herói e a sua história merecia ser contada e ficar registada. Um feito destes só podia, sinceramente, ter sido realizado por um punhado de heróis. Foi o caso. Ao Pedro Correia devo este grande momento. É mais uma dívida de amizade.

Obrigado Pedro e Obrigado João!

Eu, lisboeta, indignado em Março, Outubro e sempre

indignados S.Bento

Em diálogo com Trasímaco, o autor do conceito de que “a justiça consiste no interesse do mais forte”, Sócrates, o autêntico, afirmou-lhe:

Sim, meu caro, não é porque o homem injusto exista e possa fazer mal, às ocultas ou às claras, que eu me convenço de que a injustiça é mais vantajosa do que a justiça. E não sou talvez o único, aqui, a pensar deste modo…

A meu ver, a citação tem sentido à luz das motivações dos indignados que, ontem, se manifestaram em quase 1.000 cidades de 82 países.

Percorri mais de 300 km, de ida e volta ao Alto Alentejo, para comparecer na marcha dos indignados em Lisboa. Hoje, soube em primeira-mão pelo ‘Público’, está reunida nova Assembleia Popular, frente à AR.

Estive na manifestação de Março, voltei em Outubro e estarei sempre presente para, em conjunto com muitos milhares por esse mundo fora, lutar contra a injustiça de um vil e arrastado crime servir de álibi aos governos para massacrar e destruir a vida de milhões de famílias; defendem, contraditoriamente, aqueles que o perpetraram, ao abrigo de um sistema financeiro em roda livre e sem supervisão.

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A indignação saiu à rua

 https://i0.wp.com/aeiou.expresso.pt/imv/0/572/628/milhares-em-frente-a-assembleia-da-repub-a6c4.jpg
Devo confessar que a foto e o título deste ensaio foram retirados do Jornal Expresso.
Bem sabemos que em todos os países da Europa há indignação: Irar-se, revoltar-se, dedignar-se.

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Rankings leva-os o vento

Mais uma vez, saudavelmente, foram publicados os chamados rankings das escolas. Dito de um modo simplista, foi publicada uma lista ordenada de acordo com os resultados obtidos nos exames nacionais. Tal publicação pode e deve ser sempre objecto de reflexão. A verdade é que, graças à sociedade da pseudo-informação em que vivemos, não há verdadeiro debate nem reflexão autêntica, há sobretudo tiques e reacções.

Neste texto, o nosso Pedro Correia exprime preocupações legítimas, fazendo o mesmo nas respostas aos comentários. Também legitimamente, na mesma caixa comentários, o João José Cardoso lembra que, muitas vezes, estamos a comparar o incomparável, tendo em conta que nas escolas privadas é possível escolher ou expulsar alunos, não sendo, ainda, possível esquecer que, muitas vezes, entre o público e o privado há uma diferença brutal no que respeita ao estatuto socioeconómico e/ou sociocultural dos alunos, factores que têm uma grande influência no rendimento escolar, graças a pormenores que vão desde a estimulação precoce até à importância concedida à necessidade de aprender. [Read more…]

Pastilha elástica:

“Estamos a tomar o pequeno-almoço ao sol e de súbito o torso que antes víramos denso e liso antecipa a decadência da carne velha: urgem umas visitas à pedicura, o hálito ressuma ao jantar de ontem”, Fernanda Câncio, Notícias Magazine.

Segundo a revista Sábado, a Fernanda Câncio escreveu isto na NM sobre o fim de uma relação amorosa. A Sábado vai mais longe e numa espécie de puxão de orelhas escreve: “Fernanda Câncio não diz se está a falar de Sócrates, mas sabe que toda a gente está a pensar que sim”.

A bisbilhotice é um desporto nacional antigo a que muitos se dedicam com afinco. Recordo-me que nessa altura, julgo que no Aventar, escrevi que achava uma pulhice as notícias(????) publicadas sobre essa matéria e uma invasão de privacidade. Por ser a f. ou o Primeiro-ministro da altura? Não, por ser, nesse caso como noutros, uma invasão de privacidade. Ponto.

Por sinal, não li o artigo de opinião em causa. Não costumo ler a Notícias Magazine. Por isso vou arriscar, confesso, comentar aquele parágrafo sem conhecer o seu contexto e partindo de um pressuposto, arrisco, simples: a autora não está a falar de si. Pura ficção, portanto.

Então, o que me leva a escrever sobre isso? O que me fez olhar para aquele parágrafo e gelar? Simples, o que ele representa sobre as relações actuais. [Read more…]

Os professores, por José Luís Peixoto

Um ataque contra os professores é sempre um ataque contra nós próprios, contra o nosso futuro. Resistindo, os professores, pela sua prática, são os guardiões da esperança.

O mundo não nasceu connosco. Essa ligeira ilusão é mais um sinal da imperfeição que nos cobre os sentidos. Chegámos num dia que não recordamos, mas que celebramos anualmente; depois, pouco a pouco, a neblina foi-se desfazendo nos objectos até que, por fim, conseguimos reconhecer-nos ao espelho. Nessa idade, não sabíamos o suficiente para percebermos que não sabíamos nada. Foi então que chegaram os professores. Traziam todo o conhecimento do mundo que nos antecedeu. Lançaram-se na tarefa de nos actualizar com o presente da nossa espécie e da nossa civilização. Essa tarefa, sabemo-lo hoje, é infinita. [Read more…]

Mentiroso

É falso, ou se quiserem uma falácia de treta, que os funcionários públicos ganhem mais que quem trabalha no privado, conforme afirmou Passos Coelho, e os neocons por aí repetem, baseando-se num estudo do Banco de Portugal datado de 2001. Para comparar salários temos de comparar habilitações.

A maioria dos trabalhadores do sector privado (72,5%) tinha, em 2005, o ensino básico, e apenas 11% possuíam o ensino superior. Já a maioria dos funcionários da administração pública tinha mais habilitações que escolaridade básica. E 44% concluíram uma formação de nível superior.

Portanto, “apenas pelo facto de a percentagem de trabalhadores com o ensino superior na AP ser muito superior ao privado, concluiu-se que o rendimento da função pública tem de ser 3,5 vezes superior ao do privado. Se utilizarmos o estudo do Banco de Portugal, a percentagem de trabalhadores com o ensino superior deveria ser cinco vezes superior ao privado”, diz Eugénio Rosa. E, acrescenta, “o próprio estudo do Banco de Portugal reconhece que se análise foi (sic) feita por categorias se conclui que se verifica uma penalização salarial dos trabalhadores da administração pública.” DN

E já agora, segundo o mesmo Eugénio Rosa  “entre 2000 e 2011, o poder de compra das remunerações dos trabalhadores da Função Pública diminuiu entre -8 (trabalhadores com remunerações até 1500 €) e -15,5% (trabalhadores com remunerações superiores a 1500€), enquanto no sector privado, em idêntico período (2000-2011), o poder de compra das remunerações, de acordo com os dados oficiais, aumentou 8%.”

Seria bem mais honesto explicar porque se virou o saque aos salários em primeiro lugar para os funcionários públicos: “a função pública não é a base eleitoral deste governo“, conforme confessava um governante ao Expresso desta semana…

Antes e depois

vitor gaspar e os impostos

 

Um post a reutilizar um boneco anterior, em consonância com a actual governação: reutilizar a estratégia anterior.

O silêncio dos professores

Sou um defensor da escola pública. Gosto da ideia de ensino público. Os meus filhos frequentam a escola pública.

Mas, perante evidências como esta, gostaria de melhores explicações.

O silêncio dos professores, o encolher de ombros dos professores do ensino público, intranquiliza-me.

Álvaro Santos Pereira, o ministro que discorda do economista que há em si

A ideia de que somos um país de baixos salários é simplesmente errada. Portugal tem os salários que merece e que se adequam ao nosso nível de produtividade e de desenvolvimento. Quanto muito, os nossos salários médios são demasiado altos para a baixa produtividade. No entanto, mesmo que isso seja verdade, não devemos pensar que a nossa economia está perdida e o nosso futuro hipotecado. Mesmo os “fundamentalistas dos salários” têm que reconhecer que ainda compensa a muitos investidores (incluindo espanhóis) investirem em Portugal, pois os nossos custos salariais são ainda razoáveis quando comparados com as médias salariais de muitos dos nossos parceiros europeus. Por outro lado, mesmo os fundamentalistas são forçados a admitir que o crescimento dos nossos salários tem ficado bem aquém do registado na maioria dos países do Leste europeu, o que, a médio prazo, lhes retirará a atractividade salarial face a Portugal. Por fim, mesmo os fundamentalistas dos salários têm que reconhecer que existem outras considerações para além dos salários. A inovação e mesmo grande parte da imitação depende bem mais de factores como o sistema de incentivos do que de meras comparações salariais.

Álvaro Santos Pereira, Os mitos da economia portuguesa, Lisboa 2007, p 70

Para os distraídos: aumentar o horário de trabalho é na prática baixar os salários. Os chamados 13º e 14º mês fazem parte do salário anual de quem os recebia, os ordenados, tal como os orçamentos, fazem-se ao ano. Aumentar o horário de trabalho também é um eufemismo para reduzir salários. Fundamentalistas, portanto.

A memória é f*lixada

«Carlos César acusa Cavaco Silva de ser o Presidente “mais partidário” desde o 25 de Abril». E no entanto, «Jorge Sampaio vai dissolver [dissolveu] Assembleia da República». Enfim, cada qual tem a coerência que escolhe.

Respeite o espaço dos outros, seu urso!

Campanha do Metro de Lisboa

Privatização dos transportes de Lisboa e do Porto

O ministro não mentiu quando disse que os transportes de Lisboa (Metro + Carris) e do Porto (Metro + STCP) não iriam ser privatizados. O negócio é ainda melhor, vão ser concessionados! Lucro puro e não adulterado para os amigos – se formos a ver essa coisa do investimento e manutenção de infraestrutura é uma coisa muito cansativa…

Eis a resposta tímida do ministro da economia quando questionado sobre este tema:



Audição em Comissão Parlamentar

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O Verão Quente de 2012 Está a Começar

O verão de 2012 em Braga começou a15 de Outubro de 2011 .

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