Duarte Lima acusado da morte de Rosalina

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Por razões ligadas à minha carreira profissional, e sobretudo ao facto de ter tido relações profissionais e pessoais com Lúcio Tomé Feteira, a filha Olímpia e a secretária Rosalina Ribeiro, tive sempre particular interesse em apurar, com verdade, o desfecho das investigações policiais e judiciais das responsabilidades do assassinato de Rosalina.

Desde o início, e em face da evolução e multiplicação das notícias, as suspeitas sobre o ex-deputado laranja, Duarte Lima, foram-se adensando, até na própria sociedade portuguesa em geral.

A falta de explicações credíveis, as contradições e os truques de vazia argumentação usados na entrevista a Judite de Sousa, na RTP1, justificaram alguns ‘posts’ no Aventar, o último dos quais este, publicado em 24 de Setembro de 2010.

Como noticiado esta noite pela SIC, mas também pelo ‘Público’, o Ministério Público do Rio de Janeiro acaba de anunciar a acusação de Duarte Lima, comunicando a decisão à Interpol para efeitos de detenção do suspeito. Portugal não tem acordo de extradição com o Brasil, o que dará a Duarte Lima margem de manobra para se eximir de julgamento em tribunal daquele país.

Seguindo o tradicional princípio de qualquer suspeito ser inocente até julgamento final pela Justiça, fico a aguardar o desenrolar do caso; sobretudo também para avaliar se o Sistema de Justiça do Brasil é mais célere, em casos de envolvimento de políticos, do que o congénere português.

Em debate: a morte da blogosfera

A esta hora, cerca das 19:30, na Almedina do Atrium em Lisboa (Saldanha), debate-se a morte da blogosfera. O evento, em que participa o historiador Luciano Amaral, é coordenado por Filipa Melo e moderado por Carla Quevedo, apresentada na imagem seguinte:

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Fonte: listal

A 150 km de distância, lamento ser-me impossível estar presente. O tema, debatido certamente ao som do ‘Requiem de Mozart’, tem profundo sentido tétrico. Portanto, se a pose fotográfica já me dizima a pouca imaginação para escrever este ‘post’; então, a moderação ao vivo da Carla Quevedo incluir-me-ia, por certo, no fulminante extermínio da blogosfera.

Privatização da RTP, uma dúvida:

Em toda esta novela da privatização da RTP existe uma coisa que ainda não compreendi.

 

Eu tenho uma empresa que se dedica a um determinado negócio. O meu vizinho lançou uma empresa no mesmo ramo de negócio. O mercado passou a ser dividido por dois. Entretanto, outro vizinho decidiu dedicar-se ao mesmo negócio e criou uma empresa. E assim sucessivamente. Hoje, como ontem, no meu ramo de negócio existem inúmeras empresas e o mercado não cresceu, infelizmente, na mesma proporção.

 

Nunca me passou pela cabeça pressionar este, ou qualquer outro Governo a criar leis de limitação do meu mercado. Por acaso era bestial! Sempre tinha o mercado na mão e podia dedicar-me, sei lá, ao golfe.

 

Por isso, alguém me sabe responder de que se queixa o Dr. Balsemão? Do mercado livre? Da concorrência?

 

Principlamente, o Dr. Balsemão. Reparem, a Impresa é uma excelente empresa de comunicação social. No mercado dos semanários é imbatível. Porquê? Por ter o semanário largamente preferido dos portugueses. Existe concorrência? Existe. O mercado é livre? É. Então, o que aconteceu? Simples, o Expresso é o preferido e, por isso mesmo, já viu morrer o Semanário, o Independente, o Liberal, entre outros e até o Sol não conseguiu nem consegue fazer grande mossa ao Expresso. A SIC Notícias é quase imbatível. Motivos? Os mesmos. Já a Visão continua a liderar mesmo com a concorrência forte da Sábado (a Focus não faz grande mossa). Existem mais exemplos.

 

Sinceramente, não consigo compreender o medo do Dr. Balsemão. Será que não acredita na sua SIC e nos seus profissionais? Ou será que é, apenas e tão só, uma questão pessoal. Tão pessoal que até está a cegar aquele que é, de longe, a grande figura empresarial da Comunicação Social portuguesa dos últimos 40 anos?

Mais vale tarde….

O PS decidiu apresentar uma proposta para a limitação dos salários dos gestores públicos e outros boys, garçons, chicos e afins. Muito bem, uma medida que já deveria ter sido posta em prática há uns 25 anos e como “se sabe” que os agora proponentes “jamais tiveram qualquer poder” para decidir sobre este tipo de coisas, a notícia chega tarde, mas ainda a tempo.

Se assim não fosse, seria caso para berrar em “espanhuél” técnico, qué lata!

Mohamed Bouazizi, prémio Sakharov

Toca-me, e muito, podem entender lendo a sua carta/poema de despedida:

Parti em viagem, mãe. Perdoa-me. Acusações e culpa
de nada servirão (…)

Mesmo que a direita já tenha começado a ganhar eleições, o simples facto de chegar ao poder por via eleitoral, e não através de golpes de estado como já lá estava na sua versão nacionalista, é muito bom. Foi assim que ao longo do século passado as coisas começaram a melhorar na Europa e noutras partes do mundo. A História faz-se devagar, mas existe.

Governo promete que no próximo ano lectivo vai haver aulas

Segundo o Ionline o governo no próximo ano lectivo vai permitir que os pais escolham a escola básica para os seus filhos, assegurando a célebre liberdade de escolha.

Actualmente as matriculas funcionam de acordo com a residência familiar ou o local de trabalho dos encarregados de educação. Na prática escolhe-se a escola, tirando a maior parte do território nacional onde só há mesmo uma. Depois ou há vagas, ou não.

O que aqui se preconiza foi feito em França pelo governo daquele senhor que entretanto casou com a Carla Bruni. Nas zonas densamente povoadas, e com várias escolas, sucedeu o óbvio: escolas nas proximidades de bairros complicados ficaram às moscas, escolas mais centrais rebentaram pelas costuras. Resultado: as primeiras nalguns caos até melhoraram a qualidade do ensino prestado, porque reduziram o número de alunos por turma que é só o factor principal da qualidade de ensino em qualquer parte do universo, as segundas descarrilaram, sem serem comboios. No meio disto tudo a injustiça aumentou, diz quem lá vive.

Claro que a ideia é no ano lectivo seguinte ter tudo privatizado, mas para isso este governo tinha de lá chegar, coisa que não vai suceder nem a pé, nem de autocarro.

 

Cromo do Dia: Partido Socialista

Não se trata de ser preso por ter cão e preso por não ter. Trata-se de hipocrisia. Estes senhores foram os campeões das nomeações milionárias, os reis do regabofe dos boys e dos jobs. Agora, que os boys são outros, acordaram com a cura “ética” e “responsável” que a oposição costuma trazer. Tarde piaste, cromo.

partido socialistaPartido Socialista