Curioso… no Expresso

Eis aquilo que alguns têm andado a dizer há anos e que agora encontra eco, desta vez pela pena de Fernando Madrinha. Hoje mesmo, na sua coluna no Expresso.

O caduco traste “República” – ou melhor, a baderna em que se vegeta – que se cuide.

A Economia ainda é classificada como ciência?

Fotograma de um segmento noticioso do início da crise

Um perfeito imbecil

Miguel Relvas, o verdadeiro primeiro-ministro do governo do senhor Coelho, em entrevista à TVI, deu a entender que o corte dos subsídios de Natal e de férias pode ser estendido ao sector privado e vigorar, não por dois anos, mas para sempre. Adiantou que “muitos países da União Europeia só têm doze vencimentos”, e deu como exemplo a Holanda, a Inglaterra e a Noruega.

O senhor Relvas, ou é estúpido, ou quis fazer de nós estúpidos: ganhando 14 meses, o salário mínimo em Portugal rende anualmente 6.790 Euros; ganhando os tais 12 meses, em Inglaterra rende 11.692 Libras (13.296 Euros), e na Holanda 16.783 Euros (fonte: Wikipedia); na Noruega não há salário mínimo, os salários são fixados por negociações entre patrões e sindicatos, mas a remuneração média mínima era em 2010 de 354 mil Coroas, aproximadamente 46.138 Euros (Fonte: Statistisk sentralbyrå).

É de gente deste jaez que o governo da nação é servido. Não sabem do que falam, não sabem do que tratam, mas decidem. Sempre a favor dos negócios que os lá levaram, mesmo que isso signifique deixar os seus concidadãos na maior das misérias.

Carlos de Sá

A casa secreta de Duarte Lima ou de como eles escondem rendimentos

Uma offshore chamada Birdwells Ltd tem registada em seu nome uma casa avaliada em 5,8 milhões, na Quinta do Lago. O Expresso afirma que a casa pertence na realidade a Domingos Duarte Lima. Não consta das declarações de rendimentos que entregou quando foi deputado.

Como nem todos os ex-deputados ou ex-ministros são acusados de homicídio nunca saberemos quantos mais casos como este foram possíveis, num mundo onde esconder dinheiro ou propriedades é profissão legal: foi utilizada como testa de ferro uma empresa especializada, a Chettleburgh’s Limited, sedeada em Londres e que se apresenta assim: [Read more…]

Andas a desiludir-me, Álvaro

Ó ÁLVARO EU ATÉ GOSTAVA UM BOCADINHO DE TI, HOMEM!.

Das desilusões que a nível geral me tens provocado, talvez que por falta dos meios que não tens para gerir convenientemente tão grande Ministério, não vou falar agora.

Foste para mim, uma lufada de ar fresco na habitual politiquice Nacional, com aquela coisa de “chamem-me Álvaro, que eu gosto”.

Não é que eu entenda que os gajos todos te devam chamar assim, afinal sempre és Ministro e mereces um bocadinho de respeito, mas nós, os que em ti votamos e acreditamos (sim, que embora ninguém soubesse que irias ser tu o eleito na altura das votações, os votos devem ser-te extensivos à posteriori) podemos e devemos tratar-te como assim o queres. Somos uma espécie de amigos do peito. Os outros que te tratem por Senhor Ministro.

Mas hoje, Álvaro, meu amigo, fiquei a saber que tens desrespeitado os meus outros amigos e conterrâneos, e porque para além de amigos como tu, são conterrâneos, passam à tua frente, como facilmente entenderás. E, diga-se em abono da verdade, fiquei um bocadito aborrecido contigo. Fiquei sim, fiquei! [Read more…]

Roma só paga a quem a serve, pelos outros divide tostões

Aqui há dias, uma jovem empregada comentava, compreensiva, o roubo do 13º mês: “com o país em dificuldade todos temos de contribuir”.

Agora soube que vai ser despedida. Vou ser macabramente cínico: ainda não lhe perguntei se está feliz por contribuir tão intensamente.

O regime feudal do século XXI

Apesar da República, da igualdade e todas essas conquistas de Abril e não só, continuamos a viver num regime feudal. Tudo o que aparentemente possuímos apenas nos está temporariamente cedido até que o Estado o reclame de volta. Tal como os senhores feudais, também o Estado usufrui de nós sempre que precisa. Das expropriações aos salários, passando pelos impostos sobre impostos incidentes no que sobrou depois de pagos os impostos, sobra-nos o sol, o ar e a água que ninguém nos tirou. Ainda.

Evolução, uma ova.

O único Estado bom é um Estado morto

Pareceu-me ouvir, hoje, Miguel Relvas, a propósito da possibilidade de acabar definitivamente com os subsídios de férias e de Natal, afirmar que o “Estado não gera riqueza”, as empresas sim. Mais uma vez, confesso a minha ignorância acerca da Economia e respectiva terminologia, mas parece-me que estamos diante de uma noção absolutamente tacanha de riqueza.

A riqueza de um país não se mede apenas pelo equilíbrio das contas ou pelo recheio dos cofres do Estado, o que seria suficiente para considerarmos rico o Portugal salazarista, em que a pobreza era generalizada e escondida sob a capa da alegre casinha modesta. A riqueza de um país mede-se, também, por exemplo, pela qualidade da educação ou pelo funcionamento dos hospitais ou dos tribunais.

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III – Religião, Economia e Manifesto Comunista. As pretensões da família Marx

O Manifesto do Partido Comunista combina a seriedade filosófica mais profunda com o talento mais mordaz. Imagine a Rousseau, Voltaire, Holbach, Lessing, Heine e Hegel fundidos numa só pessoa – digo fundidos e não confundidos num monte – e o meu amigo terá o Dr. Marx.

O Manifesto acaba com uma revisão da actividade política dos partidos comunistas e do socialismo em todos os países da Europa e com uma expressão de temor: Uma parte da burguesia procura remediar os males sociais com o fim de consolidar a sociedade burguesa. Nessa categoria enfileiram-se os economistas, os filantropos, os humanitários, os que se ocupam em melhorar a sorte da classe operária, os organizadores de beneficências, os protectores dos animais, os fundadores das sociedades de temperança, enfim os reformadores de gabinete de toda categoria. [Read more…]