EDP, o Embuste das Barragens e do Emprego.

A EDP continua a apagar as mensagens politicamente incorrectas do seu mural fendido.

O distrito (Bragança) está transformado num estaleiro, com empreitadas em simultâneo de estradas e barragens que representam um investimento sem precedentes no Nordeste Transmontano, superior a 1500 milhões de euros, só na fase de construção.”

Mais de meio século após o início da construção das grandes barragens do rio Douro, uma parte substancial do “povo” (essa coisa) de Trás-os-Montes ainda acredita na lenga-lenga apregoada por uns senhores da Rotunda do Marquês que vem à televisão garantir que as barragens são o progresso, são o futuro, garantem muito emprego (milhares de postos!).

Então como se explica que os municípios ribeirinhos sejam os mais pobres de toda a província, quando geram, pela força das suas águas, lucros de milhões de euros a uma empresa maioritariamente privada, a quem o Estado garante, por via da Entidade Reguladora do Sector Energético, o direito de aumentar as tarifas quanto importe?

Perante tão obtusa falta de memória histórica, alguns autarcas colocam-se mesmo em bicos de pés, apregoando os benefícios das barragem.  Por exemplo, o democraticamente eleito presidente da autarquia de Alijó garante que o rio Tua, depois de sequestrado pela anunciada barragem-maravilha, vai ficar com “um espelho de água extraordinário“, o “turismo de natureza”, “um espaço museológico”, “um turismo diferente”, “a paisagem”, “quatro núcleos museológicos”.

Entretanto, e voltando ao mundo real, enquanto estas inimputáveis personalidades apregoam as maravilhas das barragens (parecendo esquecer o que não-aconteceu desde os anos 50), as notícias dão conta que Trás-os-Montes continua tão pobre, tão desempregado, tão emigrado, tão espoliado como antes…

Cromos do Dia: Miguel Macedo, Paulo Campos

Vamos começar a fazer uma caderneta de cromos aqui no Aventar. Entre raros, banais e repetidos para a troca, cromos não faltam. Hoje, para início de colecção, entregamos dois cromos. O segundo parece ultrapassado mas é pura ilusão. De cada vez que o leitor vai a uma estação de correios pagar uma passagem numa Scut, por exemplo, é cromice dele. Impagável e difícil de trocar.

Miguel Macedo

Paulo Campos

TMN: cêntimo a cêntimo, enchem o papo

Isto já é um absurdo: se quero esclarecimentos, ou muito simplesmente reclamar sobre uma factura, tenho de pagar? Porquê? A TMN não tem lucros que cheguem? No limite, quanto mais errarem mais cobram em chamadas para reclamarmos.

Mas tem uma agravante, quando ligamos descobrimos que afinal são 21 cêntimos:

Isto será legal? alguém sabe a quem devo dirigir-me para apresentar queixa, ASAE? ANACOM?

 

Pornografia (11)

Melhor dizendo: prostíbulo. Lupanar, se preferirem.

Pornografia (10)

O exercício da actividade política – paga com o nosso dinheiro – não tem quer “moral, basta que seja “legal“.…

p.s.: ao preço a que estão as viagens de avião para Paris (França), troco este deputado pela Inês Medeiros

Ou há moralidade ou comem tolos

Ministro recebe subsídio apesar de passar a semana em casa própria na capital

Já uma vez, a propósito dos professores, escrevi isto, que, com certeza, pode ser aplicado a muitas outras profissões, embora cada um se deva queixar do que conhece, que para falar sobre o que não se sabe já há muita gente entre os jornais e os blogues.

Um ministro é, tal como qualquer funcionário público, um servidor do Estado, mas a verdade é que o primeiro é filho e o segundo não chega a ser sequer enteado. Um professor obrigado a viver, mesmo que temporariamente, longe da sua residência, por razões profissionais, paga do seu bolso tudo, desde a gasolina até ao arrendamento de uma segunda casa. O ministro, que, mesmo não sendo milionário, ganha mais do que um professor, tem direito a um subsídio de 1400 euros, quantia superior ao ordenado de muitos professores e outros funcionários públicos.

É claro que tudo é feito dentro da legalidade, até porque os interessados dominam, também, o poder legislativo. Esta gente tão lesta a esmiuçar a fortuna que recebemos mensalmente é sempre lenta a desfazer-se de privilégios, usando a lei para cometer imoralidades e comer os tolos, ou seja, os cidadãos. É claro que irão dizer que a supressão de subsídios destes não teria efeito prático no combate ao défice, mas eu pensava – vejam lá – que cada tostão conta. Para além disso, há, ainda, outro problema: quantos casos semelhantes, entre ministérios, autarquias e regiões autónomas haverá que não conhecemos?

Rating da burrice: Moody’s, number one!

O gabinete de parasitas que dá pelo auspicioso nome de Moody’s, decidiu baixar o rating da… “República Espanhola”! Esta defunta já está enterrada há quase oitenta anos e agora chegam estes profissionais da desgraça e vai daí, “cavaquizam” o país vizinho. USA no seu já costumeiro “the bigger the better” (foul).