China: o império “comunista”-financeiro

Wukan_protests_jpg_470x433_q85O António Mexia, à semelhança de outros do género, vive bem e satisfeito. Com origens genético-familiares em figuras do Estado Novo, sempre revelou superiores dotes na arte de aceder, evoluir e dominar instituições e empresas que o Estado e associados lhe confiaram – do ICEP à EDP.

Anteontem com Santana Lopes, ontem com Sócrates, hoje com Passos Coelho, provavelmente amanhã com os chineses, lá vai  navegando e bem à bolina nas nossas castigadas costas. Da outra parte, nós, consumidores, lá vamos perdendo e bem com despesas crescentes de gás e eletricidade –  A EDP, segundo dados aqui divulgados, registava no 3.º trimestre de 2011 passivos não correntes de 21,974 mil milhões de euros; ou seja, 14% da dívida pública externa. Como se sabe, o valor não é considerado para cálculo da dívida pública. E, portanto, Mexia mexe, e de que maneira!, com os nossos bolsos. A ERSE também ajuda à romaria.

Entretanto, ao arrepio dos interesses estratégicos nacionais, a participação restante do Estado Português na EDP (21,35% do capital) foi adquirida pela gigantesca chinesa ‘Three Gorges’ – na China, sob a oligarquia do PC local tudo é gigante e esmagador. O homem das três gargantas, Cao Guangjing, saberá aproveitar-se de Mexia e, mais grave ainda, das vantagens estratégicas dos planos portugueses para desenvolvimento de energias ‘limpas e renováveis’, na Europa, América e Brasil.

Num país financeiramente fragilizado e dirigido, antes e agora, por gente incompetente ou doentiamente monetarista, a mentalidade de possidónio não permite vislumbrar um cenário para lá da receita financeira imediata. Prevalece a mentalidade do cobrador ou do caixa.

O desenvolvimento económico fica, pois, submetido a interesses, mais do que espúrios, de quem passou a dominar o mundo: A China, auto-proclamada  e por outros elogiada potência comunista, cujo perfil económico-financeiro é demonstrado com transparência pela natureza e perfis das 13 empresas principais do país do dragão – 8 pertencem ao sector bancário e uma, China Life Insurance Company, integra-se também no sector financeiro.

O Ocidente, com destaque para os EUA e UE, só pode queixar-se de si próprio, uma vez que o “capital financeiro” é a matriz do domínio e com carácter imperial. A China recuperou, breve e facilmente, o estatuto de Grande Império. Porventura não será o último dos impérios (a História não tem fim), mas enquanto prevalecer a cumplicidade de Estados e multinacionais, a democracia fica suspensa por interesses financeiros e manifesta-se através de actos ditactoriais deste género:

  Nas duas últimas semanas, a imprensa ocidental centrou-se  numa história impressionante da China: uma série de protestos em Wukan, uma vila de pescadores no país do próspero Sul. A história é deprimente e familiar: corruptos quadros vendem terras públicas e os moradores não recebem nada. Manifestações de raiva e protestos entram em erupção. Funcionários locais ineptos negoceiam e, em seguida, usam a violência; neste caso de cercar a cidade com a polícia na esperança de ver passar fome a população e sua submissão.

Ler o resto aqui, em inglês.

Que é feito da Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU? E dos princípios fundadores da democracia e  liberdade na União Europeia? Neste capítulo, até o Brasil me desilude: vão BRICar para outro lado. Utopias? Talvez! E qual é o mal? É A ESTA GENTE QUE O  PROJECTO DA BARRAGEM DO TUA ESTÁ SUBMETIDO. E o resto são Viegas. Não conta, nem quer contar.

Comments


  1. Quanto à corrupção em Portugal,pois no meu fraco entender de simples operário emigrante na Holanda desde 1964 e já velhote(87anos),direi que se os espertalhões,os velhacos,os pulhas,
    os hipócritas,os cínicos sabiam como tirar o melhor partido durante a Ditadura clerical-fascista do Estado Novo,agora em liberdade e democracia,muito melhor ÊLES e os seus descendentes ou seguidores,sabem como tirar o melhor partido da Situação.Sòmente os bem intencionados ou palermas como eu,é que são sempre as eternas vítimas.Quanto à China e suas chinesices,pois a mim causa-me espanto como num País governado pelo Partido Comunista,possa haver gente milionária.Terão aprendido em Hong Kong,em Macau ou Xangai ou com os Empresários do Ocidente que ali téem os seus Bancos,as suas Indústrias e o seu Comércio?!

  2. HLopes says:

    Non clusta nada… sao so tles eulos, quelo diser teles mil eulos…. hi hi hi hi …

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