Aníbal Cavaco Silva condecorou a Infanta D. Maria Adelaide com a Ordem de Mérito.
Num país onde nos habituámos a assistir ao medalhar de futuros cadastrados, Cavaco Silva desta vez acertou nas obrigações implícitas ao cargo que ocupa. A Infanta D. Maria Adelaide nasceu na auspiciosa data de 31 de Janeiro, comemorativa da vitória da legalidade constitucional sobre o livre arbítrio e prepotência desordeira. Defensora abnegada da Liberdade, impiedosa crítica daquilo que social e politicamente se passava no Portugal da II República, dedicou-se aos mais desfavorecidos e quase anonimamente durante décadas socorreu quem pôde, instando com os poderes públicos, normalmente sempre alheios a quem não tem capacidade de protesto. O seu currículo de beneficência – palavra hoje quase varrida da nossa memória -, é impressionante. Presa pela Gestapo, condenada à morte pela justiça do III Reich, a Infanta merece o reconhecimento público.
A Infanta cumpre o seu centésimo aniversário dentro de dias. Cavaco Silva esteve bem, obliterando o vergonhoso esquecimento dos sátrapas que há mais de meio século o antecedem em Belém.







… nem com esta te safas!
O Curriculum da Senhora pode e será muito louvável, mas receber medalhas das mãos do Sr.Silva, é prestar-se a andar em más companhias, eu recusaria veementemente para não ser confundido com alguém do bando português de negócios ou afins
“Assim tipo pensão para um Ex-Pide e recusa de pensão ao Salgueiro Maia”, para explicar melhor
Mas o Cavaco sabe quem é a Infanta Dona Maria Adelaide de Bragança? Duvido e muito. Melhor seria dirigir o reconhecimento àqueles que trabalham nos dossers das Ordens honoríficas, porque seguramente ali há quem tenha cultura e sentido de estado. Não o pedinchão choramingas das pensões acumuladas, o mesmo que recusou a pensâo à viúva de Salgueiro Maia enquanto, ao mesmo tempo, dava pensões a tipos da pide. Há que pôr as coisas no seu devido lugar e não correr atrás das canas de foguetes deitados por interesses obscuros:a Repúlica não agradece, a Monarquia não precisa.
Fernanda Leitão, quem “toma conta” das Ordens é o gen. Rocha Vieira. Está tudo dito.
Grande Cavaco !!!
Acho um acto louvável, alguém que se dedica a ajudar quem necessita é sempre bom agraciar , num país como o nosso que dizer mal é ordem, liberdade é mais que isso… é ser livre para poder fazer bem, há que contradizer a coisa! Grande Presidente!!!