Eu não quero pagar os estrangeiros das equipas madeirenses… nem do continente, claro!

Voleibol

São 15h. No pavilhão do Gueifães está a começar um jogo de voleibol entre o Gueifães e o Leixões. A equipa de matosinhos luta pelo primeiro lugar no campeonato nacional feminino e as maiatas procuram um lugar na fase final que vai disputar o título. A luta pelo quarto lugar é com o Braga e com o Castêlo da Maia.

Já apuradas estão uma equipa dos Açores, o Ribeirense e uma outra da Madeira – o CSMadeira. Ambas com um plantel quase constituído por atletas profissionais vindas do outro lado do atlântico.

Quando se sucedem as notícias que dão conta das dificuldades que os clubes da Madeira sentem para honrar os seus compromissos por força do aperto financeiro importa questionar que sentido faz a aposta insular na profissionalização das suas equipas com atletas estrangeiras.

Que o “meu” dinheiro seja usado para apoiar o desporto, tudo bem e em particular o desporto jovem, fantástico.

Que o “meu” dinheiro seja usado para apoiar os clubes que estando numa ilha têm dificuldades inerentes à descontinuidade geográfica, tudo bem na mesma.

Que o “meu” dinheiro seja usado para ir buscar brasileiras, entrar em campo com 6 estrangeiras profissionais que vão competir com equipas do continente completamente amadoras é que não!

Se a TROIKA não servir para nada, que sirva para moralizar a verdade desportiva.

Comments


  1. nem sei como se pode responder a este texto… sinceramente não sei.

  2. João Paulo says:

    Daniel, o que quer dizer com o seu comentário? Discorda completamente, pelo que percebo. Será que podemos trocar argumentos sobre isto?

Trackbacks


  1. […] nacionais – este ano é, novamente, a principal favorita ao título. O campeonato vive numa situação algo estranha – de um lado as equipas insulares com dinheiro para investir em equipas profissionais e do […]

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