Vamos à próxima?

Escolhi este vídeo, entre tantos bem profissionais e de grande qualidade, para assinalar o 12 de março de 2011.

Porque é uma simples captação de imagem, se calhar com um telemóvel,  feita no meio da multidão. O 12 de março foi assim, sem profissionalismos, com instrumentos de comunicação muito primitivos (mesmo dentro das redes sociais a coisa foi um bocado naive), onde uma multidão de gente que foi dando uma ajudinha espontânea.

Porque apanha os Homens da Luta, cuja vitória no festival das cançonetas foi um ponto fundamental na mobilização, brilhantes e inexcedíveis no aproveitar do tempo de antena para espalhar a notícia. Houve quem desse por isso, já sem tempo de correr atrás do prejuízo. E o 12 de março foi alegria, seja a luta assim enquanto puder ser.

Isto foi o 12 de março. Muito à portuguesa, juntaram-se vários acasos e o povo saiu à rua. Voltará a acontecer? Há agora muito mais motivos para isso. Só faltam os acasos.

PS: fantástica a ideia do Público:  ir buscar como “especialistas” para comentar o 12 de março dois apoiantes do governo de então, no fundo tal como os 1% dos únicos que não foram para a rua. Nesta senda aguardo que Luís Filipe Vieira e Pinto da Costa sejam entrevistados para uma análise séria e objectiva das equipas adversárias.

Comments

  1. Margarida says:

    Fomos enganados com o primeiro ministro que temos. Fomos roubados com falsas promessas eleitorais do primeiro ministro que temos. Neste ultimo ano o crescimento da pobreza das familias é mais que evidente, mas para meu espanto este povo continua a aceitar tudo como um mal adquirido. São medidas atrás de medidas, sem respeitarem ninguém e olharem ás consequencias que isso acarreta as familias. O que interessa é eles ficarem bem na fotografia perante os amigos do parlamento europeu, os portugueses que se calem e tomem lá mais medidas!! Por isso eu admiro o povo espanhol e ontem foi exemplo disso, com mais de 1 milhão de pessoas nas ruas. Á que mostrar que basta de sermos roubados nos direitos e nos ordenados. à que mostrar que não somos carne para canhão, mas sim pessoas e familias com muitas dificuldades que não têm mais nada para dar. vamos contestar, vamos dizer basta.


  2. As iniciativas dos cidadãos acabam sempre por ser desvalorizadas pelo poder e pelos que o secundam, até ao dia em que as manifestações de desagrado se transformem em revolução.
    Abraço do Zé


  3. Ontem já era tarde…!

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