Carta da Sara, filha de Professora, aos Professores

É um dos posts mais complicados que “tenho” para escrever no Aventar.

Conheci a mãe da Sara. Com ela discuti política e sindicalismo, com ela aprendi. Eu, um puto armado em revolucionário. Ela, a Professora disponível para ajudar, para dar a cara, para estar presente, como sempre esteve desde a fundação.

Estupidamente tudo acabou!

E a filha, Sara, revolveu escrever um apelo aos Professores:

Carta a professores, alunos, pais, governantes, cidadãos e quaisquer outros que possam sentir-se tocados e identificados.

As reformas na educação estão na boca do mundo há mais anos do que os que conseguimos recordar, chegando ao ponto de nem sabermos como começaram nem de onde vieram. Confessando, sou apenas uma das que passou das aulas de uma hora para as aulas de noventa minutos e achei aquilo um disparate total. Tirava-nos intervalos, tirava-nos momentos de caçadinhas e de saltar à corda e obrigava-nos a estar mais tempo sentados a ouvir sobre reis, rios, palavras estrangeiras e números primos.

Depois veio o secundário e deixámos de ter “folgas” porque passou a haver professores que tinham que substituir os que faltavam e nós ficávamos tristes. Não era porque não queríamos aprender, era porque as “aulas de substituição” nos cansavam mais do que as outras. Os professores não nos conheciam, abusávamos deles e era como voltar ao zero.

Eu era pequenina. E nunca me passou pela cabeça pensar no lado dos professores.Até ao dia 1 de Março.

Foi o culminar de tudo. Durante semanas e semanas ouvi a minha mãe, uma das melhores professoras de Inglês que conheci, o meu pilar, a minha luz, a minha companhia, a encher a boca séria com a palavra depressão. A seguir vinham os tremores, as preocupações, as queixas de pais, as crianças a quem não conseguimos chamar crianças porque são tão indisciplinadas que parece que lhes falta a meninice. Acreditem ou não, há pais que não sabem o que estão a criar. Como dizia um amigo meu: “Antigamente, fazíamos asneiras na escola e quando chegávamos a casa levávamos uma chapada do pai ou da mãe. Hoje, os miúdos fazem asneiras e os pais vão à escola para dar a dita chapada nos professores”. Sim, nos professores. Aqueles que tomam conta de tantos filhos cujos pais não têm tempo nem paciência para os educar. Sim, os professores que fazem de nós adultos competentes, formados, civilizados. Ou faziam, porque agora não conseguem.

A minha mãe levou a maior chapada de todas e não resistiu. Desculpem o dramatismo mas a escola, o sistema educativo, a educação especial, a educação sexual, as provas de aferição e toda aquela enormidade de coisas que não consigo sequer enumerar, levaram deste mundo uma das melhores pessoas que por cá andou. E revolta-me não conseguir fazer-lhe justiça.

Professores e responsáveis pela educação, espero que leiam isto e acordem, revoltem-se, manifestem-se (ainda mais) mas, sobretudo e acima de qualquer outra coisa, conversem e ajudem-se uns aos outros. Levem a história da minha mãe para as bocas do mundo, para as conversas na sala dos professores e nos intervalos, a história de uma mulher maravilhosa que se suicidou não por causa de uma vida instável, não por causa de uma família desestruturada, não por dificuldades económicas, não por desgostos amorosos mas por causa de um trabalho que amava, ao qual se dedicou de alma e coração durante 36 anos.

De todos os problemas que a minha mãe teve no trabalho desde que me conheço (todos os temos, todos os conhecemos), nunca ouvi a palavra “incapaz” sair da boca dela. Nunca a vi tão indefesa, nunca a conheci como desistente, nunca pensei ouvir “ando a enganar-me a mim mesma e não sei ser professora”. Mas era verdade. Ela soube. Ela foi. Ela ensinou centenas de crianças, ela riu, ela fez o pino no meio da sala de aulas, ela escreveu em quadros a giz e depois em quadros electrónicos. Ela aprendeu as novas tecnologias. O que ela não aprendeu foi a suportar a carga imensa e descabida que lhe puseram sobre os ombros sem sentido rigorosamente nenhum. Eu, pelo menos, não o consigo ver.

E, assim, me manifesto contra toda esta gentinha que desvaloriza os professores mais velhos, que os destrói e os obriga a adaptarem-se a uma realidade que nunca conheceram. E tudo isto de um momento para o outro, sem qualquer tipo de preparação ou ajuda.

Esta, sim, é a minha maneira de me revoltar contra aquilo que a minha mãe não teve forças para combater. Quem me dera ter conseguido aliviá-la, tirar-lhe aquela carga estupidamente pesada e que ninguém, a não ser quem a vive, compreende. Eu vivi através dela e nunca cheguei a compreender. Professores, ajudem-se. Conversem. E, acima de tudo, não deixem que a educação seja um fardo em vez de ser a profissão que vocês escolheram com tanto amor.

Pensem no amor. E, com ele, honrem a vida maravilhosa que a minha mãe teve, até não poder mais.

Sara Fidalgo

P.S. – Não posso deixar de agradecer a todos os que nos ajudaram neste momento de dor *

Comments

  1. maria says:

    É disto que eu tenho medo, de não aguentar, como a mãe da Sara. Já estive lá perto.
    Estou muito cansada e desmotivada!

    • Professora says:

      É complicado, quando escolhemos essa profissão, ela é destinada ao orgulho, amor, alegria e poder ensinar e educar, e acima de tudo se sentir valorizada. Conforme vai trabalhando atingindo suas metas, suas capacidades e mostrar que pode tudo, que és capaz e quando nós humanos erramos sem querer, somos cobrados, pisoteados, cobranças excessiva de trabalhos querendo sempre algo a mais, mais do que já soubemos fazer. Passamos de uma licença maternidade, nossa rotina muda, o trabalho se torna difícil, é a pressão acaba não dando espaço para pensar, refletir e respirar. Acabamos de receber um diagnóstico de estresse, perda de vontade, uma imensa vontade de chorar, largar tudo,sumir para sempre e dormir e não acordar mais. E aí pessoal, acaba tudo. Será que quero ou desejo voltar a ser aquela pessoa que escolheu a profissão que tanto amava e ansiava em ir estar com nossos pequenos cidadão. Sou a pessoa que entrei numa depressão e procuro sair dessa, primeira vez na vida to pensando em mim e não na escola. Pois nunca parei de pensar em mim, sempre a escola. Qaundo eu morrer, vão parar por mim, como eu parei mesmo estando doente para socorrer e não deixar na mão.
      estou decepcionada, pois não querem saber se ta doente, querem saber quem ira ficar no seu lugar e vc se torna a pessoa coitadinha, ela não quer trabalhar, ainda mais quando se tem uma pessoa fria e dura não a conforta para saber se ta tudo bem, porque devemos procurar para contar os nossos problemas, tem mais do que fazer?!!!

  2. marai celeste ramos says:

    Que linda escrita a de Sara como homenagem a sua mãe, que foi grande, e claudicou, e eu que fui professora mas não passei por situação assim, passei por iutras que resolvi em tribunal, que ganhei o peocesso, mas não ganhei nada a não ser o olhar de quem me fez mal, mas a que acabei por resistir e saí, porque até podia sair pois que nem sequer podia continuar onde estava – saí de outra forma – e aqui estou- Sara que linda homenagem, pública, a sua mãe – Enviarei a sua carta a amigas, professoras, umas que desistiram porque, como sua mãe, não aguentaram, e a todos os que conheço para que leiam outra “versão “de quem está do lado de quem, por amor aos meninos tanto sofreu, até esse terrível limite da própria vida e, quem sabe, razão de existir e que a alimentava como ser – obrigada pela sua simplicidade em expor o que viveu

  3. Bruno says:

    Sara. Este teu post chegará à minha escola e com orgulho, pois tenho quase a certeza, será afixado na sala da diretora. Infelizmente na nossa profissão qualquer macaco pode ir à escola refilar e o professor é rebaixado pelos seus superiores e sociedade. Mas eu estou a borrifar para isso. Chega do tempo da mordaça entre os professores. Chega do tempo sim meu amo, pois o local com maior massa cinzenta do país está nas escolas e é tempo de desencadear a revolução. Apenas há o medo de um corporativismo inexistente, mas que o o anterior governo fez o favor de unir a classe docente. Com orgulho estive nas maiores manifestações da minha classe, vi na Avenida da Liberdade muitas famílias a incentivar os professores, mas não vi a contra-manifestação dos parasitas sociais que vivem à custa do meu salário e acham que mandam no mundo e na escola.

  4. Maria says:

    Ola Sara,
    Sou filha de professores e e tao dificil ver os meus pais trabalharem dia e noite porque todos os dias os papeis mudam, as regras, as avaliaçoes. E dificil ve-los tambem a perderem o amor pelo trabalho e pior, a nao terem tempo para mais nada que nao o trabalho ( nao porque gostem mas porque nao teem outra opçao)… E mais triste ainda é ver outros profissionais a dizer “bem feito, se eu ganho pouco ou nao arranjo trabalho porque haveriam os professores de ter vida boa?”. Poe-me tao triste…
    Desejo-te muita força e coragem.

  5. Bone says:

    Caro Bruno,

    Quando diz “qualquer macaco” refere-se a um encarregado de educação?! Na minha opinião, e com todo o respeito pelo mãe da Sara, foi sobretudo este tipo de abordagem pouco… digamos, pedagógica, que contribuíu para desgastar o respeito que alunos, pais e sociedade em geral tinham, e sublinho que seria indispensável que continuassem a ter, pela classe docente. Recordo que nas manifestações de professores no tempo da ministra Maria de Lurdes se ouviram epítetos vergonhosos e pouco dignificantes para a sua classe. Que exemplo foi dado os alunos que assistiram a este triste espectáculo? E aos encarregados de educação menos preparados? Que resultado esperaria? Faz algum sentido os professores, por muitos argumentos que possam ter a seu favor, envolverem os alunos na contestação, por exemplo, às aulas de substituição? Não foi esta uma medida justa e há muito tempo necessária? Faz algum sentido os alunos dos vários níveis de ensino passearem-se por centros comerciais e cafés nos seus “furos”? Poderia ser melhorada, criadas melhores condições de trabalho para os professores? Sem dúvida, mas a atitude de muitos docentes não foi construtiva, mas de autêntica sabotagem. Naturalmente que os alunos, e os seus pais, percebem isto e “aprendem” com os professores. Enfim, como diria Albert Schweitzer, dar o exemplo não é a melhor maneira de influenciar os outros. – é a única.

  6. LUCINO DE MOURA GONÇALVES PREZA says:

    Cara Sara:
    Muito me comoveu a sua carta aberta em homenagem a sua querida Mãe e, nada podendo fazer por si e pela sua Mãe, simplesmente lhe afirmo que estou consigo e repudio o que fizeram a sua Mãe. Com o mesmo teor de falta de respeito, ameaças de agressão e pouco civismo, teve a minha mulher num colégio particular no qual, tanto eu como os meus filhos e irmãos concluímos o liceu.
    Sei que muitas vezes a minha mulher não tinha tempo nem para o marido, nem para os filhos porque, tinha que corrigir pontos e preparar as lições.Era eu quem a ajudava quer a tratar dos filhos quer ainda na cozinha e limpeza da casa. É muito bonita a profissão de professor, quanto é imensamente ingrata e problemática este nobre mister. nos tempos actuais. Quanto às aulas de substituição e quando os professores eram bons, tratava-se como uma aula normal pois, ficava sempre um professor de “plantão” para a administrar. Era apanágio desse colégio.Contudo, como tenho boas relações nesse colégio porque os meus netos estudam lá, a sua carta será divulgada no placar no qual os antigos alunos fazem circular notícias relevantes tal como esta que nos acaba de relatar.
    Força Sara Fidalgo… Estamos contigo.
    Um beijo.

  7. Nascimento says:

    Quando fala da Lurdinhas, refere-se por “acaso,” aquela que hoje tem um belo tacho arranjadinho pelo PARTIDO?É?E já agora,. como vai o tal da “associaçâo de pais”, cujo nome até recuso escrever,….ainda lhe pagam mais de 100 mil para dizer calinadas?
    O medo que tiveram daquela manifestação.Bravo, os xuxalistas modernáços, conseguiram o pleno…mais, ainda hoje, mordem o rabo de raiva.Para eles, o “bom” professor, é o caladinho, engraxador e lambe botas.Miseraveis…

    ps. repare-se que quanto á carta da SARA, o “defensor” da Lurdinhas, como cobardolas que é, nada diz!!!!

  8. Bone says:

    I rest my case.


  9. Custa-me muito “ver isto”…

  10. nunoanjospereira says:

    Reblogged this on Nuno Anjos Pereira and commented:
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  11. Helena says:

    Eu compreendo-a e à sua mãe.
    Sou professora, quero dizer, professora aposentada…porque, já em processo de depressão, sentindo muitas vezes vontade de acabar com tudo, decidi, ainda q prejudicada, aposentar-me. E sabe o que mais me impressiona? É que sou feliz! Nunca pensei sair tão contente … eu que sempre me dediquei de corpo e alma…eu q, não tendo filhos, fui um pouco mãe tb dos que de mim precisaram…para lá das aulas…sempre. Ainda hoje alguns jovens me procuram..para pedir um conselho, para me convidarem para o casório, para me mostrarem o seu 1º filho. Esta é a compensação máxima, de facto.
    O que me dói é..é que, agora sou feliz!


  12. Cara Sara, em primeiro lugar lamento que tenhas passado por tão difícil provação, infelizmente já passei por idêntica circunstância e a maior parte de quem por aqui anda, flizmente nunca teve tal experiência, pois se a tivessem tido talvez não se comportassem do modo que se comportam.
    Também já dei aulas mas não me intitulo professor pois essa não foi o meu exercício dominante, também fui aluno e tive aulas de substituição em tempo em que, certamente, ainda não terias sequer nascido. Quando tinha “folgas” restavam-me apenas dois caminhos, ou ía para a biblioteca ou ía para um canto do então chamado recreio, onde me sentava calado ou a falar em surdina com os colegas, sob o olhar atento e rispído de um contínuo. Não, não tinha direito a ir passear para o exterior da escola e hoje estou grato a quem tomou essa decisão.
    Felizmente no meu tempo também existiam rapazes e raparigas que não eram fáceis de aturar, mas a manada tendia a excluí-los em vez de os endeusar.
    Tive bons professores, de quem tenho muitas saudades, professores assim-assim que não me marcaram muito e alguns fraquinhos, mesmo maus que recordo ainda com tristeza.
    Os pais tendiam a ser mais respeitadores, mas como não vivíamos em democracia era natural.
    Hoje a escola é bastante diferente, do mesmo modo que o são os encarregados de educação do mesmo modo que o é a sociedade.
    É lógico que no meio de tudo isto paguemos todos nós,
    Tu, pagaste em demasia por força dos que não entendem o ensino como uma arte mas apenas como uma maneira de criar diplomados. A tua mãe não terá resistido a ver desfeito o sonho de poder ensinar enredada em burocracias e orientações que mudam de rumo ao sabor dos ventos de ocasião.
    A essência da tua revolta, tu o escreveste:
    “E, assim, me manifesto contra toda esta gentinha que desvaloriza os professores mais velhos, que os destrói e os obriga a adaptarem-se a uma realidade que nunca conheceram. E tudo isto de um momento para o outro, sem qualquer tipo de preparação ou ajuda.”
    Acredita que muito pouca gente terá compreendido este teu pedido, como eu te entendp.
    Recebe um carinhoso e fraterno abraço de quem tem muito respeito pelos Professores.


  13. Para não esquecer. Um testemunho impressionante. É disto que ninguém fala e não passará na imprensa. Quantos já caíram e ninguém soube. Cada professor tem a obrigação de não fazer esquecer este testemunho. Uma homenagem sentida. Força Sara.

  14. Teresa almeida says:

    Não conhecendo a sua mãe, nem a filha que escreve sobre coisas tão nobres, valiosas e raras na sociedade atual, só poderia, através deste meio, vir felicitá-la a si e honrar a memória de sua mãe, professora como eu. Sei, pois compreender cada palavrinha que a Sara escreveu e tão bem soube transmitir a agonia dos tempos que correm…
    Desejo que a memória da alma grande de sua mãe a ajude a superar os momentos difíceis.

  15. Conceição Vieira says:

    Força, Sara, a mãe sucumbiu no cumprimento do dever. Orgulhe-se dela, mas não do que provocou o seu desgaste. Paz a sua alma!


  16. Que Deus a proteja sempre.
    Pedirei nas minhas orações ao Senhor Deus que ilumine todos os professores deste País e que consigam harmoniosamente continuar a dar os verdadeiros valores aos jovens deste Portugal.
    Para si, Sara, e para todos os professores ,que tenho a máxima consideração, um abraço com ternura.
    Maria de Lurdes Veloso

  17. Casimiro Vaz. says:

    Querida sara.
    Essa lurdinhas pôs-me a comprimidos.Não me sarei totalmente, mas evitei o que aconteceu à sua mãe.
    No governo há gente que sabe o que se deveria fazer,mas dominam outros valores e mesmo esses vendem-se por pouco gerindo apenas.

  18. Manuel Matins says:

    MM: Da carta da Sara emana não só um enorme amor e respeito pela mãe mas também uma acutilante observação do que é hoje o nosso sistema educativo, pelo menos no que respeita aos 1º, 2º e 3º ciclos. Para alguma coisa mudar, é necesário que cada um de nós expresse a sua percepção da realidade. Fui professor noutros tempos em que o sistema e a disciplina eram bem diferentes; não digo melhor porque em relação à disciplina cometiam-se excessos que hoje seriam intoleráveis! Mas os resultados, isto é, a preparação dos alunos não era seguramente inferior ao que observamos hoje.
    O que digo é que talvez o maior problema de hoje seja a indisciplina e a falta de respeito pelos professores. São, a meu ver, os factores que mais desgastam e deprimem os docentes: o desespero de fazer o seu trabalho, em geral com muita entrega e dedicação, sem encontrarem dentro da sala de aulas o ambiente propício para tal e disporem de escassos meios para alterar esse ambiente. É claro que haverá sempre os que dirão que em alguns casos o professor não terá o engenho de motivar suficientemente os alunos! Mas não se trata aqui de olhar às excepções. Trata-se do sistema como um todo. E a realidade que observamos é desgaste, desmotivação, cansaço e desespero da classe docente. E quanto a isto não tem havido adequada atenção dos poderes públicos. Os próprios encarregados de educação encaram a situação como exterior à sua capacidade de intervenção. Casos haverá em que ao primeiro problema com o seu educando são celeres a apontar o dedo ao professor sem se interrogarem sobre as suas próprias responsabilidade e as do seu educandoTambém aqui falamos de excepções; mas estou convencido que pais e encarregados de educação poderiam fazer mais em casa e através das suas associações.
    Felicito a Sara pela sua iniciativa e gostava muito que a sua carta pudesse ser lida não apenas pelos professores, mas também e sobretuso pelos pais, encarregados de educação e todos os cidadãos responsáveis deste País.

  19. Milton Lourenço says:

    Obrigado por ter lido esta carta, pois sou professor aqui no Brasil e estamos a passar pelos mesmos problemas que ai.
    Se me permitem vou expor isto em uma reunião pedagógica que fazemos todas as semanas.
    pois como diz a Saara na carta, esta na hora dos professores tomar uma bela chapada para podermos acordar.
    Obrigado
    Milton Lourenço

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