Análise de reorganização curricular ou… (III)

Depois de ter realizado uma breve reflexão sobre o que foi proposto pelo MEC para os e 2º ciclos do ensino básico, vamos agora fazer uma primeira leitura da proposta para o terceiro ciclo.

Este é o ciclo onde a pulverização disciplinar mais se faz sentir, com várias disciplinas a terem apenas uma aula por semana. A proposta do MEC não vem resolver essa questão:

– esclarece a questão do Inglês como língua estrangeira; não altera a carga curricular nas línguas, a matemática e a ed. física;

– nas ciências Humanas e Sociais (História e Geografia) a proposta acrescenta um tempo no 7º ano e um outro no 9º. Faz sentido este aumento na medida em que estas eram duas das áreas com dificuldade em fazer um trabalho sério.

– nas ciências Físicas e Naturais, surgem mais dois tempos no 7º e no 8º e um no 9º. Do que se vai sabendo das reuniões em que tem estado, é intenção do Ministério acabar com o desdobramento. Pode ler-se na proposta:

“alterar o modelo de desdobramento de aulas nas ciências experimentais, através de uma alternância entre as disciplinas de Ciências Naturais e de Físico-Química;”

. Espera-se que cada turma tenha 3 tempos de cada uma das disciplinas, ficando por esclarecer como será feita a distribuição no 9º ano. Do ponto de vista dos professores, a carga horária não sai deficitária, mas em relação aos alunos haverá menos oportunidades para experimentação, na medida em que a turma estará sempre junta; Se a prática for de alternância, então estaremos na presença de uma proposta sem sentido.

– a disciplina de TIC passa do 9º para o 7º ano e para o 8º, sendo que surge associada a uma oferta de escola que está por esclarecer. Esta dimensão de autonomia da escola merece ser valorizada e deve ser aplaudida. Como medida transitória TIC continua, em 2012/2013 no 9º ano.

Para mais tarde uma análise do secundário e mais global.

Comments

  1. maria celeste ramos says:

    Ainda com algum progresso parece-me ainda grande trapalhada de quem não sabe nem sequer de como se organizavam as escolas e o ensino no tempo em que aprendeu – e aprendeu o quê já que há saberes que são de sempre e de estruturação do pensamento que a ser bem feito fica preparado para apender o que quizer vida fora – não sei se me faço entender – eu tive ensino de excelência em escolas de excelência que me preparou para a universidade que nem me foi difícil exactamente porque detrás vinha a estruturaçºão do pensamento e também do comportamente a ter perante os saberes e mesmo para com a 1ª profissão – mas não me pareceu ver disciplinas ligadas às artes e extra-curriculares que em paralelo preparam cada aluno para o prazer de aprender e de saber sem levar telemóvel para copiar nem máquina de calcular para n~eo pensar ao mesnos a contar pelos dedos

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