Profissão: economista

Pedro Nuno Santos decidiu ser notícia pelo que fui ver quem ele é.

Da sua biografia na página da Assembleia da República consta que é um jovem com 34 anos, quase 35, desempenha três cargos políticos

  • Deputado na XII Legislatura,
  • Vereador da Câmara Municipal de S. João da Madeira e
  • Presidente da Federação de Aveiro do Partido Socialista).  

Exerceu até agora cinco cargos

  • Presidente da Assembleia de Freguesia de S. João da Madeira,
  • Membro da Direcção da Associação de Estudantes do ISEG,
  • Membro do Senado da Universidade Técnica de Lisboa (nomeado pela Associação de Estudantes?),
  • Presidente da Mesa da RGA do ISEG (RGA? Reunião Geral de Alunos, é isso?),
  • Adjunto da Administração da TECMACAL,SA.

E pertence a cinco comissões parlamentares

  • Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública
  • Comissão de Economia e Obras Públicas [Suplente]
  • Comissão Eventual para Acompanhamento das Medidas do Programa de Assistência Financeira a Portugal
  • Comissão Parlamentar de Inquérito ao Processo de Nacionalização, Gestão e Alienação do Banco Português de Negócios S.A.

E que tem por profissão economista. Economista. Com um currículo destes e não tem por profissão político. Onde exercerá então a sua profissão de economista?

Adenda: entretanto, o ex-Presidente da Mesa da RGA do ISEG prossegue a sua profissão de economista.

Comments

  1. palavrossavrvs says:

    Em lado nenhum. E sou eu extorquido pelo Fisco no pouco com que mal me aguento.

  2. O Senhor Dos Queijos says:

    é economista meninos

    se nós não pagarmos

    eles ficam logo finos

    e jogador de póker ….assumido

    é da escola de economistas soaristas…

    pagar a quem? pagar eu?

    o pessoal que paga impostos que trate disso

    é um economista da velha escola

  3. Miserere Dominus Meo (Box) says:

    faz palestras a explicar como se vive sem pagar nada
    e arranjar quem nos pague tudo

    é simplex é um economista daqueles de 77 a 83…

    e vai servir pelo menos até Soares o 3º do mesmo nome chegar a ministro
    como os outros dois
    com sorte até servirá ao Soares o 4º
    é que isto nã é a coreia do norte nem o reyno de bush…

    temos inconomistas de estalo…

  4. Nuno Valério says:

    Contra factos não há mesmo argumentos!

  5. Miserere Dominus Meo (Box) says:

    e tostas mixtas…só nos faltam os Buiças e os Bombistas Suicidas
    nã se arranja nem um candidato com esta crise?

    em vez de matarem a família à catanada ou estrangularem grávidas de importação

    podiam fazer algo de útil
    e mais desportivo que atirar garrafas à polícia…
    ou pegar fogo a tudo o que arde..


  6. Se te deres ao trabalho de ver as biografias que temos coleccionado no tretas.org, vais ficar com as mesmas dúvidas acerca de quase toda a gente.

  7. jorge fliscorno says:

    Oh, que triste notícia me trazes, Helder. Os meus modelos de vida, assim caídos por terra que nem castelos de areia na preia-mar.

  8. Tito Lívio Santos Mota says:

    pelo menos votou contra a pouca vergonha da reforma do código do trabalho.
    Fez alguma coisa de bom.
    Poucos nesta assembleia podem dizer o mesmo.

  9. jorge fliscorno says:

    Gosto muito destas súbitas manifestações de consciência. Especialmente depois de se ter passado pelo rebanho da votação ordeira enquanto apoiante do governo.


  10. Não faço ideia do que seja um adjunto de administração, mas se calhar neste caso até pode ter sido um economista a trabalhar numa fábrica de calçado, reconvertida para “produzir e vender bens de equipamento para a indústria em geral.” http://www.tecmacal.pt

    Com tanto deputedo que nunca trabalhou na vida, e foste logo bater num que pelos vistos é quase excepção.

  11. jorge fliscorno says:

    Se fosse para ir por suposições, apostaria antes num estágio numa empresa da terrinha durante a licenciatura. Mas isto são suposições. Tal como o é achar-se que ter passado pela TECMACAL correspondeu a trabalhar na TECMACAL. Quanto tempo lá esteve? O que fez?

    Em todo o caso a questão aqui é mesmo o que foi apontado como profissão. Profissão é algo que consiste na actividade principal de alguém. E a actividade principal desta pessoa é a política. Tout court.

    Também foi Secretário-Geral da Juventude Socialista (cf http://aveiro.ps.pt/deputados.aspx?id=66 ). Lá está, tudo contributos para a profissão de economista.

    • Tito Lívio Santos Mota says:

      Eu não conheço o rapaz de lado nenhum nem nunca tinha ouvido falar nele mas esta do “papá” para aqui, “papá” para ali, cheira-me a dor de cotovelo.
      Ficou zangado pelo facto do rapaz ter cumprido com os seus deveres de homem político e de deputado? ou tem inveja de alguma herança que recebesse?
      Tachos há muitos. Durante décadas na Cimpor só admitiam operários filhos ou sobrinhos de operários.
      Quem não era filho ou sobrinho achava isso tacho.
      eu tive colegas da UEC que passaram diretamente do Liceu para a Sede do PCP e para a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira sem passar pela “casa Partida”.
      Alguns nem acabaram o secundário porque não precisavam.
      Mesma coisa para outros partidos.
      Um outro já foi assessor de não sei quantos ministros e do Santana Lopes na CM Lisboa (mas esse teve que acabar direito, mesmo assim).
      etc.

      Se vamos levantar a tampa da sanita encontramos porcaria em toda a parte e em casa de qualquer um.

      Ou será que o Sr. que assina Fliscorno está livre de suspeitas. Veja lá!

      As empresas do papá são cedidas em herança, ora, quando se recebe em herança a casa dos nossos pais, também nos acontece o mesmo. E pagamos menos impostos.
      Acontece a qualquer um. Uns mais que outros, mas é a vida.
      Eu como não tenho empresa à espera tenho pena, mas daí a ter inveja…

      Enfim, pelo que se depreende do CV do dito cujo, fez uma carreira à moda das J. Mas neste caso não teve atitude de J. E é o que interessa.
      Depois se verá.
      Pelo menos não consta que tenha passado dez anos para tirar direito.

      Há mais vida para além das J, assim tivessem pensado os tais que conheci e o nosso Primeiro Ministro. Veremos se também é o caso deste.
      Por agora não se sabe, por isso não se especula.

  12. jorge fliscorno says:

    Estes pruridos de consciência à posteriori são sempre tão giros

    “Não é isso que está em causa. Temos é de saber viver com pensamentos diferentes. Os deputados pensam e não devem deixar de pensar” http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=2401843&page=-1

    Onde é que ele esteve durante quatro PECs?

  13. jorge fliscorno says:

    Reconheço-lhe o mérito do voto contra aquela barbaridade do código do trabalho. Mas não haja ilusões, foi um voto de oportunidade, uma saída para a ribalta apoiada num líder coxo.

    • Tito Lívio Santos Mota says:

      As pessoas julgam-se em função de actos e não de intenções.

      como só lhe conheço um, não dou palpites sobre intenções.


  14. A empresa é da família, donde não deve ter sido estágio. O que lhe reconheço é o mérito de dizer sobre a dívida o que mais tarde ou mais cedo se vai perceber que é a única atitude. E mandar a troika às urtigas. Mais vale tarde do que nunca, e para aqueles lados o nunca tem muito mais sucesso.

  15. jorge fliscorno says:

    “Papá”? Está a falar de quê? E inveja de quê? De alguém que optou por fazer carreira política sem o assumir? Não estamos em sintonia. A minha passagem pela política resume-se ao que escrevo neste blog.

    Quanto a estar livre de suspeitas, no país dos arguidos, creio que ninguém estará livre de suspeitas. É disso que está a falar? Seja como for não vejo que suspeitas estou a lançar. Há um facto (a profissão reportada no site da AR) que comentei. Com um CV destes acho que não faz sentido a profissão não ser “político”.

    Como já escrevi em comentário anterior, que aparentemente não terá lido, reconheço-lhe o mérito do voto contra aquela barbaridade do código do trabalho. Mas não haja ilusões, foi um voto de oportunidade, uma saída para a ribalta apoiada num líder coxo.

    *actualizado

    • Tito Lívio Santos Mota says:

      Todos têm telhados de vidro. Toda a gente os tem.
      Se nos pusermos a vasculhar na vida alheia ou vasculharem na nossa, dependendo da maneira como o fizerem e como interpretarem os factos, vão encontrar algo que não temos vontade que venha a público, ou pelo menos da maneira como será exposta ao público.
      Isto sobre os “cadáveres na mala das índias” de cada um.

      No que respeita à inveja… cansei de ouvir gente trazer à baila o Mercedes do vizinho, a fábrica que o outro herdou do pai e coisas afins para determinar Pro-domo o carácter de cada um.

      Há gente que herdou empresas e é muito honesto. A maioria, sim a maioria dos políticos, são gente honesta.
      E isso é o que mais me arrelia nisto tudo.
      Esta moda populista e pré-fascista de meter todos no mesmo saco.
      Todos corruptos, todos iguais, embala-se e manda-se pelo correio.
      Manda-se para onde?
      Direitos à morada do próximo D. Sebastião que se sente sobre o trono que a demagogia barata lhe terá preparado.

      Sujar é fácil. Dá status e pose e tudo.

      Fazer comentários políticos limpos, pensados e construidos, é coisa muito mais difícil.
      E chata, muito chata.
      Obriga a pensar o que se escreve e obriga o leitor a pensar no que lê. Não apela aos simplismo de cada um, às raivinhas contidas no foro íntimo e por isso não interessa nem ao menino jesus.

      Em política, o simplismo é o melhor caminho para o “todos a molho e Deus por todos” que conduz às ditaduras.

      Talvez este senhor seja corrupto, seja oportunista, seja J, seja tudo o que você quiser.
      Mas dê provas disso, explane factos, dê argumentos.

      Extrapolações sobre CV às três pancadas é que não deve fazer.

      Lá porque é político este senhor não lhe deve nada, não lhe fez nada e não deve ser lançado aos “leões” com extrapolações e bocas.
      Nem ele nem ninguém, aliás.

      Diz que a única política que faz é escrever neste blogue?
      Então, das duas uma, ou deixe de fazer política ou de maneira de a fazer.
      É conselho que muitos políticos também deveriam seguir.

      Passe bem!

  16. jorge fliscorno says:

    Bom, a conversa vai longa e surda. Sumarizo o que foi escrito no post e nos comentários, a ver se nos entendemos:
    – acho que a profissão indicada é desadequada – devia ser “político”, já que esse é o sumo do respectivo CV (e se está errado só tem que o corrigir);
    – concordo que o deputado em causa tenha votado contra mas não posso deixar de olhar para os votos de silêncio da anterior legislatura.
    Faça o favor de confrontar isto com a série de acusações gratuitas que foi fazendo e insinuando (inveja, populista, pré-fascita, ligeireza) e, antes de me mandar calar, queira aplicar a si o que recomenda a terceiros quanto a comentar de forma reflectida.

Deixar uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.