Relvas é Portugal

Não há notícias de que o omnipresente, dinâmico, empreendedor, Relvas se tenha demitido. Nem se demitirá. Fez melhor. Desapareceu. A licenciatura de Relvas, as equivalências do Relvas, o papel triste da Lusófona no processo, mesmo os multi-hiper-ultra negócios do Relvas, tudo veio divertir-nos enormemente antes das férias, reforçando o lado provinciano, inconclusivo, pícaro e falhento da nossa classe política e a miserabilidade deplorável da nossa democracia e Regime: vale tudo, não há escrúpulos, o modus operandi da geral rapacidade das nossas elites não muda. Está tudo ligado. Antes disso, Relvas enfrentou uma comissão parlamentar, titubeando no que o vinculava ao super-espião Silva Carvalho, homem de alma rugosa e que o Porcalhão Parisiense empossara. Está tudo ligado. Relvas foi ainda acusado pela Redacção e Direcção do Público de ter ameaçado fazer um boicote do Governo a esse órgão e divulgar a proximidade íntima de uma jornalista com um socialista qualquer que lhe toldaria a isenção. Relvas proporcionou-nos novela. Relvas proporcionou-nos picante. O facto de haver quem defenda Relvas, como José Miguel Júdice, não releva de nenhuma hipocrisia ou decadência adicionais que se tenham abatido de repente, calamitosas, na política nacional. A política nacional é calamitosa, desleal, rapace, oportunista. Recordemo-nos que Júdice defendeu derreadamente o Porcalhão Parisiense, por vezes de modo mais leal que Emídio Rangel, o Grande Bobo. Está tudo ligado. Não era com Relvas que o padrão haveria de mudar.

Comments

  1. maria celeste ramos says:

    Em vez das quinas na bandeira nacional RELVAS merecia estar lá em seu lugar – a vergonha nacional – mudem a honrosa e honrada bandeira – já a mudámos uma vez – a actual bandeira devis estar HASTEADA


  2. O mais sintomático de tudo, é que há sempre um idiota útil a defender os “porcalhões” da política. Corrupção, vigarice, mentira, tudo isso não conta, ou por outra, conta sempre para o outro lado, nunca para o nosso.
    “É um filho da puta, mas é o nosso filho da puta”, como já dizia o outro.

  3. carlos rolo says:

    Vossa graça padece da mesma esquizofrenia que o “professor”. Claro que sim, o “porcalhão” e “filho da puta” como elegantemente é tratado foi e continua a ser o causador do obscurantismo que levou os analfas a colocarem-no poder como agora puseram lá outro igual nos fins só difere na metodologia e por se revelar mais burro que o outro.
    Continue a ser útil, que eles agradecem. Enquanto se deleita a chafurdar no passado mais à vontade os coloca para deslocarem os bens de todos (escola pública, hospitais e mais o resto que queira dizer que dá prejuízo (como se devesse dar lucro) para mãos privadas.
    au revoir vossa graça.

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