Desistir de lutar não pode ser a saída

Confesso que não esperava a desistência do Lance.

Foram muitas as horas que passei em frente à televisão a ver este mágico no Tour. Tudo o que se tinha como certo em relação ao ciclismo e ao Tour era alterado por Lance Armstrong. Queria aqui encontrar um termo de comparação, mas no desporto, não estou a ver ninguém que tenha sido tão esmagador.

Eu quero continuar a acreditar que foi ele que venceu as 7 voltas a França, sem batotice, mas o texto por ele publicado no site oficial deixa-me muitas dúvidas.

Comments


  1. Bem dizia o Joaquim Agostinho, fazem provas de três semanas, com etapas de duzentos quilómetros com montanhas que parecem paredes e depois querem que seja apenas com bifes e esparguete

  2. Konigvs says:

    Eu duvido que haja um só ciclista na Volta à França e outras só a esparguete e bifes. Mas de qualquer das formas existia Armstrong e depois os outros todos.
    Mas que esta treta toda do dopping acabou com a idolatria dos super atletas isso parece-me óbvio.


  3. Eu continuo a acreditar no Lance e vejo esta sua desistência como a única forma de finalmente lhe ser feita justiça, pois parece-me que a UCI terá que validar a decisão da USADA, passando a análise do caso a ser feita de forma independente.

  4. Konigvs says:

    Estava aqui aqui a pensar…então mas se o Lance perde todos os seus títulos isso significa que Ian Ulrich ganha cinco voltas a França e é o melhor pós Indurain?
    Já agora o épico acontece entre os dois:
    http://youtu.be/5kzm-Y4XaIc

  5. Konigvs says:

    Não sei o que pense destes recentes acontecimentos. Retiraram-lhe as sete voltas a França, agora a medalha olímpica, quando estamos a falar de um atleta que venceu e fez – como fazem todos os atletas medalhados – o controlo anti dopping, e não acusa absolutamente nada, e agora passados estes anos todos retiram-lhe as vitórias?
    E pode o Tour de France, ou o Comité Olímpico atestar que só ele estava dopado nas competições em causa?
    Das duas uma, ou se acaba com os controlos anti dopping e fica ao critério de cada atleta dopar-se ou não ou então podemos estar a falar da morte de uma modalidade. O ciclismo vive da publicidade, das quantidades absurdas de dinheiro que determinadas marcas investem para promoverem a sua marca, e não sei se que quererão arriscar e ficar associadas a atletas que fazem batota.
    Sobre Lance Armstrong para mim continuará a ser o melhor ciclista que vi pedalar,

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