Secretário de Estado critica governo

Este texto do Paulo Guinote mostra-nos João Grancho, mais um dos muitos exemplares que parecem ter coluna vertebral e cérebro até ao momento em que fazem parte de um governo. Em tomando posse, assumem rapidamente a sua condição de invertebrados, capazes de pôr em prática medidas contrárias a pareceres e opiniões que declaravam ter, porque, agora, é preciso actuar em nome de um “caminho definido na política educativa do Governo.”

É natural que um membro da equipa de Nuno Crato tenha essas características, porque lhe fica bem ser parecido com o chefe. Para além disso, também não podemos esquecer de que matéria são feitos os deputados que apoiam este governo.

João Grancho defendia, entre outras coisas, em Abril de 2011, que as turmas não devem ter mais de 20 alunos ou que a estabilidade profissional é importante para os professores, e, em Maio de 2012, declarava que não é aceitável continuar a abusar da contratação de professores, impedidos de entrar para os quadros, apesar de já trabalharem há vários anos. Hoje, está a trabalhar num governo cuja actuação é contrária a tudo aquilo que João Grancho pensava ou dizia pensar.

Quem quer subir uma escada é obrigado a ignorar os degraus inferiores. João Grancho irá longe.

Foto de Cristina Villas-Boas

Comments

  1. Marão says:

    E nunca mais aprendem a pegar o boi pelos cornos.
    A amplitude e consequências futuras do tema soluções de educação, reclama e merece um debate competente, sério e transparente para além da contabilidade caseira da sebenta dos partidos. Medidas atabalhoadamente avulsas e apressadamente conjunturais não encaixam num sistema de ensino que se pretende produtivamente escorreito. Enquanto enviesadamente se entender que em cada legislatura, um governo, qualquer governo, pode tudo baralhar e dar de novo não se ataca a raiz do problema, e principalmente os mais jovens são indecorosamente sujeitos ao papel de cobaias nas mãos de experimentadores de ocasião com reles propaganda. O sistema educativo terá que ser visto como uma questão de regime, bem afinada para durar décadas sem sobressaltos. Assim, nem tempo temos para aferir resultados. Acontece que, a exemplo de muitas outras e diversificadas instituições, as escolas privadas podem prestar um serviço público. A realidade ensina, que perante a recorrente incapacidade e prepotência do Estado, em muitas áreas sociais como em muitos outros quadrantes, o contributo particular pode diversificar e contribuir sem benefícios chocantemente indevidos. Por desgraça tem mesmo que se substituir aos inorgânicos órgãos do poder, como por exemplo quando a fome aperta. Até pode acontecer que o omnipresente e prepotente estado tema a demonstração comparada da eficiência e dos resultados. No que respeita á justiça da comparticipação do orçamento do País que todos somos, uma regra simples e bem calibrada basta. Abertura nos privados para acesso universal a todas as camadas sociais sem encargos adicionais para famílias abaixo de um determinado rendimento, e a partir do qual a classe dos bem instalados teria que abrir os cordões á bolsa. É tudo uma questão de forma e de fórmula. Em doses excessivas o Estado mata.

  2. maria celeste d'oliveira ramos says:

    Hoje não há profissionais na maioria das actividades do Estado – se calhar nem nos Hospitais – mas de certeza que há muitos EMPREGADOS em todas as situações – não falando na má preparação escolar que desde a década de 80 caíu a pique – salvo as excepções que sempre há ou, então, quando se reformam e/ou estão na reserva e vão à TV dizer o oposto do que fizeram – fui funcionária pública toda a vida desde o ministério ainda do Ultramar e sei o que é um chefe de Divisão + um Director de Serviços e por fim um Director Geral e também sei o que são INVEJOSOS e maldosos e filhos da PUTA pois que vi de tudo um pouco e ainda andam por aí até em bruxellas os que conheci cara a cára – ninguém faz (ou permitem) o que deve porque não quer perder o emprego ou quer mesmo trepar ou então não é promovido ou é posto na prateleira – trabalhei em vários ministérios e nunca fui promovida por alguma razão e não foi por incapacidade técnica e intelectutal e mesmo cultura senão não me teriam enviado para a ONU de NY e Genêve – não falo do ministérios da Educação pois que nada sei a não ser quanto às escolas profissionais de que fui co-fundadadora mas que uma cabrona de directora fechou o curso que criei (ordenamento do território túristico que ninguém sabia o que era mas que anos depois um tipo qualquer criou) – Entretanto o que hoje se aprende na maior parte dos ministérios não vale a pena falar – e falo dos locais onde trabalhei (ministério do ultramar+do planeamento e ordenamento (criadp na altura) + CML + e não falo dos que não sei mas conheci e conheço muita gente e atá ao abrirem a bosa se percebe o que nem sonham não saber pois que pelo andar da carruagem logo se ve quem vai lá dentro)- aliás mesmo sendo de um saber o homem com algum saber e cultura percebe o que se passará “ao lado”(ou então é mesmo ignorante de todo e até conheci em 2008 um prof do IST enº que era o gajo mais ignorante do mundo e era professor ??) – como não vale a pena falar da forma desonesta como cada e 99.9999 % dos alunos estudam e têm muitas opiniões – até há médicos que cortam a perna errada de um doente – cortam a saudável e deixam a perna doente – são certamete disléxicos – nem sei como Alemanha e França quer os universitários portuguess com bolonhas e sem bolonhas – não são burros certamente, mas não se ensina consciência e decência e para ter notas altas basta ter memória ou saber copiar (hoje até pelo telemóvel que eu nunca tive) , e hoje chumbar quem não sabe dá muitos problemas psíquicos aos “chumbados” coitadinhos que ficam muito traumatizados – saber obriga a puxar pela “mona” e trabalhar porque o talento é ter geitinho e MUITO MUITO MUITO trabalho – quanto ao subir a escada eu VI MUITOS subir as escadas que seriam de outros mas o lamber o rabo a chefes é uma arte – e os que vi subir a escada de rastos perante chefias são hoje ministros ou estão em bruxelas – ainda ontem vi UM DESLES (da Edia)
    Eu fui levada a tribunal por escola superir privada por chumbar alunos – e por acaso ganhei o processo e o juiz escreveu no despacho (que guardo) que não sabia daquela matéria mas ao ler o que alunos escreveram (que anexei) só via mentecaptos (foi em 2008) – voltei à Escola por direito mas apenas para mandar o director à MERDA e gritei pata todos ouvirem e saí – O MAIS TRISTE é que os que não sabem não terem consciência do que não sabem – eu tenho consciência do que sei e ainda mais do que não sei que é muito mais do que o que sei – mas sei o que sei – não é o Crato que não presta pois que o que digo vem de muito atrás do que ele – só não vê quem julga que vê – o país não está mal ma economia ou ensino – está mal em tudo onde o pseudo-profissional fez (e faz) BATOTA – nem falar sabem – sabe-se muito pela “rama” – falar sobre uma “árvore” não é apenas dizer que é uma planta lenhosa com mais de 4 metros de altura e que tem raiz e caule flores e frutos – isso é o que se vê e até há quem nem isso veja ++++++++++ etc ++ etc – ainda ontem vi um programa da BBC sobre o medicamento MERCATOR – que os fabricantes sabiam que podia ser mortal – mas está à venda ainda em França +++ etc – estudar não é para quem quer ter um emprego mas sim uma profissão seja ela quel for nem que seja varrer a rua e já nem há “almeidas” – quando em 2011 fui ao médico “especialista neurologista” porque tinha dores de cabeça 24/horas/dia e acordava com ela, fez uma tac e disse que não via NADA – fui eu que descobri de onde vinha tal dor – não o madei á merda porque nem isso merecis, mas não tendo feito mais exames e ver mais hipoteses, não é médico – encontrei outro e já percebi o que tinha – e olhou para mim como UMA PESSOA e não como quem lhe dava dinheiro a ganhar +++ etc – Falta HONRA e ÉTICA no país e humildade muita humildade – 22H SIC-Manuela Ferreira Leite em Coimbra diz que a austeridade pòa a democracia em perigo – eta também virou sábia mas não o foi no governo do tipo mais ignorante do pais – cavaco silva – e que ao destruir a classe média é uma ameaça tremenda à democracia e é inimaginável o que se está a faer aos reformados – e atacar a classe média é ataque ao crescimento do país – esta cabrona agora também sabe muito e esquece-se de ter sido ministra das finanças com cavaco primeiro ministro quen tudo começou quando acabou com todo o sector primário para dar aos amigos da CEE acabando por arrasto com as indústrias agro-alimentares + armazenamento + transporte e distribuição (e os respectivos empregos-cabrona que não tem memória mas tenho eu que por acaso tenho 3 licenciaturas da universidade Técnica de Lisboa além de cursos suplementares – era uma serviçal de cavaco ?? agora cortam e refundam – + João Ferreira do Amaram diz que se cortam agora mais cortarão pró ano – e João Salgueiro é preciso estimular o investimento produtivo ++ 500 milhões na jsutiça + intrena + 300 no ensino e saúde + pensões e subsídios (FP mas o que resta ??) – João Salgueiro não se diz que se resolve com sacrifícios mas sim com desempenho e melhor – não se deve falar em sacrifício mas em melhor desempenho – etc – etc (eu acho que sim mas não com os ignorantes e ladrões que ocuparam o poder de decisão) – a ignorência é uma infelicidade e tem dado muito “pasto” a politólogos (de merda)

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