Nuno Crato, o marialva bissexto

Um dia, deu-me para escrever sobre o político marialva, essa espécie que, aparentemente, é frontal e corajosa, sendo que essa aparência não passa de um verniz que engana jornalistas incompetentes e portuguesinhos preguiçosos.

Nuno Crato integrou muito bem esse rebanho e o recente projecto de passar o ensino profissional para os institutos politécnicos é mais um sintoma de uma integração perfeita. Vejamos.

Há pouco tempo, Nuno Crato explicou, com aparente frontalidade, que havia menos alunos e que, portanto, não havia lugar para tantos professores nas escolas básicas e secundárias. Dito de outra maneira: se as escolas não conseguem angariar mais clientes, têm de despedir trabalhadores.

De repente, descobre-se que os institutos politécnicos estão em dificuldades, havendo, igualmente, falta de alunos. O ministro marialva do parágrafo anterior teria uma solução muito simples: despedir professores. Estranhamente, Nuno Crato inventa uma solução absurda, baseada em argumentos absurdos, mantendo uma sobranceria marialva face a ensino não superior, que, de acordo com esta medida, será, mais uma vez, sacrificado.

O marialvismo, no entanto, não passa de um verniz que estala de modo evidente: quem se mostra tão servil diante do superior é, afinal, um fraco, tal como quem precisa de mentir para justificar o despedimento de milhares de professores.

Comments

  1. joao says:

    Como medida de salvaguarda de inteligência, de pensamento, de ideias e de comunicação, estive a ouvir a intervenção de Francisco Louçã.

    Ou de como, no meio de tanto esterco, há alguém que continua a ser higiénico por aqui.

  2. maria celeste d'oliveira ramos says:

    Gosto do termo “higiénico” – Mas é mesmo preciso uma limpeza profunda – gostava de saber para onde Louçã vai fazer “limoeza2 – Bruxelas ?? ou há ainda local, ou já nem há, onde valha a pena tentar ser ouvido ??

  3. maria celeste d'oliveira ramos says:

    Gosto do termo “higiénico” – Mas é mesmo preciso uma limpeza profunda – gostava de saber para onde Louçã vai fazer “limpeza2 – Bruxelas ?? ou há ainda local, ou já nem há, onde valha a pena tentar ser ouvido ?? e nais eficaz ??

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