A morte dos portugueses

«Nunca uma situação se desenhou assim para o povo português: não ter futuro, não ter perspectivas de vida social, cultural, económica, e não ter passado porque nem as competências nem a experiência adquiridas contam já para construir uma vida.(…) O poder destrói o presente individual e colectivo de duas maneiras: sobrecarregando o sujeito de trabalho, de tarefas inadiáveis, preenchendo totalmente o tempo diário com obrigações laborais; ou retirando-lhe todo o trabalho (…) O português foi expulso do seu próprio espaço continuando, paradoxalmente, a ocupá-lo. Como um zombie: deixei de ter substância, vida, estou no limite das minhas forças – em vias de me transformar num ser espectral. Sou dois: o que cumpre as ordens automaticamente e o que busca ainda uma réstia de vida para os seus, para os filhos, para si. (…)

Este Governo transforma-nos em espantalhos, humilha-nos, paralisa-nos, desapropria-nos do nosso poder de acção. É este que devemos, antes de tudo, recuperar, se queremos conquistar a nossa potência própria e o nosso país.» José Gil na revista Visão

Comments

  1. o mundo de FazdeConta em que me parece que vivem as pessoas acreditando nas patranhas sucessivas que lhes fazem sonhar com mundos onde nao se pagam impostos e tudo e garantido seja emprego/saude/educacao assusta-me. E os milhoes(muitos meus queridos sao mesmo muitos) que vivem com mais(muito mais meus queridos) miseria que nos ainda tem que melhorar muito ate que chegue a nossa vez. Podem continuar os FazdeConta se vos sabe bem mas quando acabar a manifestacao e precisarem de pagar a sandes nao se assustem por o sonho ter acabado.

  2. tTEMOS QUE LUTAR CONTRA QUEM NOS EXPLORA

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