Quero mentiras novas

figasEm plena semana pascal, enquanto a Europa versão euro falece em Chipre e as putas dos costume defendem Markel porque ainda não tinham nascido quando os pais defendiam Hitler, anseio pelo 1º de Abril.

Marcelo Rebelo de Sousa é basicamente um mentiroso compulsivo, a política, entendida aqui como o jogo do rotatitividade do poder e dos interesses, circula-lhe nas veias a uma velocidade estonteante, e ele nem repara nisso. Por isso mesmo é o mentiroso mais bem pago em Portugal, e ninguém se escandaliza com o facto, que o coloca de resto a caminho da sua outra especialidade, a derrota eleitoral, nas próximas presidenciais.

Os máximo que as televisões portuguesas concedem em termos de pluralismo políticos (a que todas estão obrigadas) é oferecer a outro caramelo do mesmo quilate mas sempre do outro partido de alterne o mesmo tempo de antena. A comunicação social em Portugal funciona na roda livre dos negócios (olha o António Vitorino), não cumpre os seus deveres (que eu saiba nenhum partido ganhou a concessão de um canal de tv), e ninguém repara nisso.

Neste mesmo país aquele que era até há bem pouco tempo o pior dos chefes-de-governo pós-74 regressa hoje de um breve exílio. É obviamente um direito seu, e claramente uma opção sua que demonstra o que é: um carreirista irresponsavelmente ambicioso, sem escrúpulos de se exibir contra todas as evidências do efeito que vai causar.

O efeito Sócrates já acordou a mentira adormecida do “andámos a viver acima das nossas possibilidades” e do estado gastador como único critério da crise, num tempo em que começava a ser evidente não ser essa a realidade. Um balão de oxigénio para um governo que, vamos ver agora, ou estava moribundo e com esta ajuda recupera, ou só aguardava a certidão de óbito e felizmente não escapa.

Perante isto gente do CDS consegue um sucesso 2.0 numa petição idiota, arregimentando idiotas, do outro lado os indefectíveis daquele que assassinou a escola pública que agora Nuno Crato enterra lá terão a última oportunidade de repararem que o rei Sebastião não regressou porque não tinha pátria para regressar, de resto muito melhor governada por Filipe I, tão consanguíneamente estrangeiro como ele.

Em plena Páscoa de 2013, quando a Europa é oficialmente um protectorado e as putas dos costume defendem Markel porque ainda não tinham nascido quando os pais defendiam Hitler, anseio pelo 1º de Abril: quero mentiras novas, estas já cheiram mal.

Comments

  1. Mário Almeida says:

    A classe do João José Cardoso é esta. De um folego acusa sabe-se lá quantas pessoas de serem putas e de serem mentirosos compulsivos. O crime? O de não terem decorado a cartilha do João José Cardoso. Parece que é algo que devia ser punível.

    Aqui vai uma sugestão: um pouco de educação e civismo no discurso, menos arrogância e presunção na forma como se dirige a terceiros, um pouco de esclarecimento sobre aquilo que pretende discutir, e um vestígio de tolerância — só mesmo um vestígio — para com aqueles que não partilhem da mesma opinião. Afinal é possível — oh se é possível — que o João José Cardoso, apesar de toda essa falta de educação, arrogância, presunção, intolerância e ignorância, até alguma vez possa, vá, não estar certo em tudo o que diz, e aí comete o lapso infeliz de estar a dirigir todas essas manifestações de falta de cultura cívica a si próprio.

    Meditemos um pouco.


    • Medite. Entretanto vou-lhe “educadamente” (haja pachorra para quem confunde Paula Bobone com boas maneiras) ensinar uma coisa: as palavras sublinhadas a azul são ligações, para outros textos que complementam ou explicam este. Chama-se hipertexto, pode ler aqui o que significa: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hipertexto
      De modo que sobre as putas vai lá ler e depois desmente os factos e depois conversamos. Note-se que putas não significa prostitutas, é uma analogia: umas vendem o corpo, outros a pátria. Umas ganham a vida, outros a nossa vida vendem.


    • Sr. Mário Almeida: gostei muito do seu comentario. Quando as pessoas se derem ao trabalho de meditarem, talvez pensem que esses lindos nomes lhes possam cair dentro da própria casa, sejam eles usados com esta ou aquela intenção, é um desrespeito absoluto pelo ser humano. Conheci fascistas com filhos comunistas e vice-versa, eu por exemplo sou filha dum comunista e nada tenho a ver com essa ideologia que respeito e qualquer uma, mas não respeito aqueles que não sabem respeitar e aceitar, embora possam discordar. Daqui a pouco aí vem uma avalanche chamar-me qualquer coisa como ignorante, Madre Teresa etc.
      Cumprimentos.

  2. julio says:

    Chamar as coisas pelo nome, em Portugal é uma coisa a que Ainda não estamos habituados e depois logo veem os defensores da boa educação. BOA EDUCAÇÃO a puta que os pariu.
    Gostei do texto.

  3. almaria says:

    Pois eu também gostei e muito do texto, das palavras e dos palavrões…
    Num país onde os anormais e as anormalidades passaram a ser “normais” é bom saber que ainda há gente que chama as coisas pelos nomes.
    Também é normal que os que se preocupam com a “boa educação”, os “quadros legais”, as instituições e outras coisas mais, sejam os primeiros a servirem-se destas formalidades para governarem as suas vidinhas. Exemplos disso são às resmas. Todos os dias e a cada minuto que passa. Passos Coelho acaba de ameaçar o TC, dizendo que este, será responsável pelas decisões que tomar e pelas consequências das mesmas para a vida do país no “momento histórico” que vivemos. Ora, se o momento é assim tão histórico eu convido o TC a decretar a igualdade de tratamento. Que os contratos com as EPPs sejam rasgados, exactamente como aconteceu com os contratos daqueles que trabalham para o estado. E que não haja lugar a qualquer indemnização porque o “momento é histórico”…A seguir, virem-se para os Borges, os boyzinhos, os Salgados, os Silvas, os BPNs, os relvas, os ulricos e outras …

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