Dois apontamentos muito rápidos sobre a hipocrisia ortográfica no Expresso, enquanto espero pelo comboio para Bruxelas — acompanhado por um café, algures em Estrasburgo, mas ainda em profundo “New York State of Mind”.
Depois do abrupto *objetivo de anteontem
hoje, as coisas voltaram (quase, quase) ao normal:
Quanto a Daniel Oliveira, aparentemente, tem dias.
Sim, também reparei no *outubro e no Outubro. Extraordinário, não é? Atenção, pode ser um bom sinal. Aguardemos serenamente, mas sentados.
Certo, certo é que existe um enorme fosso entre a realidade e aquilo que os consumidores do Expresso lêem na versão impressa. Lamentável.









Não que s’ele há problemas que nos tirum do sério e nos roubum o sono o da urtugrafia é o que mais m’aflige. E atão qando trocum as letras grandes plas pequenas ou s’esquecem das mudinhas deprimo sem romédio.
Tanto quanto julgo saber, os artigos são da responsabilidade dos autores, mas a escrita – leia-se, a passagem ao papel – não o é. Assim, é possível que o autor escreva “actual” e o (não sei como se chama, vou dar-lhe o nome de “escriba”) escriba decida escrever “atual”. Ou vice-versa.
Aliás, isso acontece em barbaridades linguístico-jornalísticas, do tipo “dia solarengo”, ou “acusado de ter morto”. O repórter “manda” uma coisa pelo telefone, e o redactor (é isso, lembrei-me agora: é “redactor”) redige coisa diferente.