Santos em casa

santos silva
Santos Silva está nas suas sete quintas. Conspirar, aconselhar, encenar, trafulhar, são algumas das suas especialidades. Mal não é sabida a “disponibilidade para tudo”(?) de António Costa, ei-lo, excitado, a teorizar, naquele seu tom de maoista (mal) reciclado, sobre os cenários que se apresentam à candidatura do autarca à liderança do PS.

Esteve ao nível.

Depois de despachar a hipótese – que António Costa ainda considera a título cosmético – de conversar com o PCP (isso nunca, eles não se querem comprometer, eles querem sair do euro, da UE, da própria Europa – até parece que o homem leu a Jangada de Pedra – e outras aldrabices habituais no catálogo destas ocasiões), SS – ops! – Santos Silva discorreu demoradamente sobre como se ganhavam as gentes do PSD e CDS – órfãos, segundo ele, de liderança – e pessoas dispersas por “esses partidos sem importância, como o partido dos animais (?) e outros”.

Está, assim, traçado o programa das festas e o seu espírito, em consonância com as ideias do putativo chefe. Adivinhando o que aí vem, atrevo-me a fazer votos que tudo lhes corra como querem, mas fiquem aí onde estão, deixem os outros em paz. Sei quanto alguns deles gostam de “malhar” mas, por favor, malhem uns nos outros e sejam felizes, deixem os partidos da esquerda – falo pelo meu, claro – tratar da sua vida, que têm mais que fazer. Nestas agitações, Santos Silva, está em casa; fique por lá.

Comments

  1. Joam Roiz says:

    Se bem percebo nas entrelinhas do último parágrafo, estou inteiramente de acordo. Já há muito venho a dizer que o PS não é um partido de esquerda, nem sequer de centro-esquerda. Por isso, o problema do PS não está nos líderes. Está nas políticas que, quando são governo, promovem. Na prática, protegendo o capital.

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