Comunicação e realidade

Quanto às conclusões de Vasco Ribeiro, relevo a firmeza com que deixa clara a diferença entre a assessoria de imprensa e o “spin doctoring”, explicando que este vai muito para além da indução noticiosa. O “spin doctor”, escreve, “é o autor político da mensagem e, em consonância com a instituição ou indivíduo que representa, gere com autonomia a conversão da mesma em notícia, através de métodos bem mais complexos e opacos que os da assessoria”.

A relação entre “spin doctors” e jornalistas, prossegue, é uma relação tensa – “oscila entre a conflitualidade e a cumplicidade” -, o que se afigura natural no choque entre quem pratica uma disciplina do marketing que integra “as mais sofisticadas e actualizadas técnicas de manipulação e persuasão” e aqueles que têm por missão informar – lido Aqui, sobre a tese de doutoramento de Vasco Ribeiro (a quem aproveito para enviar os devidos e merecidos parabéns).

Destaco esta frase do autor citado: “se afigura natural no choque entre quem pratica uma disciplina do marketing que integra “as mais sofisticadas e actualizadas técnicas de manipulação e persuasão”. Numa frase todo um resumo do que é o “spin doctoring” e a diferença com assessoria de imprensa. E sim, uma boa empresa de consultoria de comunicação convive com as duas realidades que, embora distintas, vivem numa necessária união de facto. Não perceber isto é não querer ver a realidade. Claro que existe sempre quem prefere meter a cabeça na areia ou fingir-se virgem ofendida…

(está aberta a caixa de pancada….ups….de comentários)

Comments

  1. Gotlieb says:

    Olhó nu a falar do roto. Que granda lata.
    Spin quê ? TROLLS !!! Ou bullyings profissionais. Ou sendo mais claro, a nata da merda.
    É do caraças esta mania de dar nomes pomposos às coisas simples.

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