Os jornalistas avençados pelo saco azul do GES estão de regresso ao Expresso

RSalgado

Fotografia via Jornal de Negócios

Há muito muito tempo, numa galáxia longínqua, um grupo de jornalistas destemidos expôs um complexo esquema de evasão fiscal, envolvendo figuras de topo da política e dos negócios, práticas ilícitas e sociedades-fantasma offshore. O Expresso e alguns dos seus jornalistas estiveram envolvidos na investigação desde o primeiro momento.

Com o caso nos jornais e alguma indignação momentânea na sociedade civil, decapitaram-se por cá duas ou três cabeças secundárias, oferecidas em sacrifício ao Deus do dinheiro fácil obtido pela via da pulhice, até ao dia em que o Expresso abriu uma caixa de pandora ao noticiar a existência de uma lista de jornalistas avençados por um saco-azul do GES, com o propósito de comprar cobertura noticiosa e/ou opinativa favorável aos interesses de Ricardo Salgado e restantes membros da corte. [Read more…]

Panama Papers: à terceira será de vez, Expresso?

Em menos de uma semana, os famosos papéis do Panamá regressaram ao Expresso. Estranhamente, ainda não foi desta que a igualmente famosa lista de jornalistas avençados pelo saco-azul do GES deu à costa. Ontem foi a vez de José Sócrates, o homem que está em todas, cujo nome, avança o Expresso, foi incluído no relatório da Comissão de Inquérito do Parlamento Europeu sobre os Panama Papers. De estranhar seria se não fosse, ou não tivessem sido eles, os papéis, o momento Eureka da Operação Marquês. [Read more…]

Depois do silêncio, os Panama Papers estão de volta ao Expresso

Como diria o outro, “que passou-se”? Depois do silêncio constrangedor, terão os papéis finalmente saído do armário, para revelar a verdade aos portugueses, um ano e meio após o anúncio bombástico? Será que é desta que vamos saber que jornalistas, e em que jornais, eram corrompidos com dinheiro sujo para servir Ricardo Salgado, ao invés de servir o dever de informar e o rigor jornalístico?

Lamento informá-lo, caro leitor, mas não foi esse o motivo que trouxe os Panama Papers de volta ao Expresso. Ainda não é desta que ficamos a conhecer a lista com mais de uma centena jornalistas avençados pelo saco azul do GES, que o semanário do Sr. Bilderberg prometeu revelar em Abril de 2016, e que continha pagamentos elevados e outros de poucos milhares. Sim, os pagamentos de “poucos milhares” eram os pequenos. [Read more…]

Operação Marquês e Panama Papers: e a lista dos jornalistas avençados, pá?

Era uma vez uma lista de jornalistas, avençados por um saco azul do GES. A lista, parida por um papel do Panamá, fez correr rios de tinta, originou indignações e debates acesos, prometeu mundos, fundos e um escândalo sem fim, até que se perdeu, entre as brumas da memória.

Já lá vai cerca de ano e meio desde que o Expresso soltou a bomba. Desde então, os Panama Papers perderam relevância noticiosa, pelo menos por cá, e já quase ninguém se lembra deles. São uma recordação longínqua, armazenada algures, entretanto substituída na ordem do dia pela sucessão de grandes questões que todos os dias emergem, sejam elas a crise na Catalunha ou a aventura de Madonna, na sua incessante busca de residência fixa na Lisboa das rendas exorbitantes. [Read more…]

Então, Expresso, esse relatório de Tancos?

Há duas semanas, Pedro Santos Guerreiro justificava o Expresso com o argumento de, na edição a seguir, voltar ao tema Tancos com informação relevante. A montanha pariu um rato na edição que se seguiu e nesta nem a isso chegou.

Vamos aguardar. Para já, é mais um caso para juntar à lista composta pelos dossiers WikiLeaks, Panamá Papers e mortos de Pedrogão Grande. Naturalmente que se trata de jornalismo de referência. É uma questão apenas de determinar qual é o referencial.

Wikileaks,  Panama Papers e a lista de mortos de Pedrógão Grande: dois casos de censura e um de excesso de informação no Expresso

Wikileaks,  Panama Papers e a lista de mortos de Pedrógão Grande

Muito se tem recordado, e bem, o caso Panama Papers. Mas é de lembrar  que há precedente, no Expresso também, nomeadamente quanto à divulgação dos textos WikiLeaks. Onde está a publicação integral dos cables que o Expresso censurou? Não existe, apesar da promessa de Ricardo Costa:

“No site vamos publicar na integra todos os telegramas. Quem quiser pode ler tudo. No jornal, enquadramos, editamos e corrigimos.
Achamos que temos, neste caso, uma dupla obrigação:
– divulgar a informação relevante, apenas e só depois de a termos trabalhado;
– disponibilizar aos leitores os telegramas que utilizámos.
Com este processo estamos a ser transparente e podemos ser facilmente escrutinados” [Ricardo Costa, Expresso, 01/03/2011; A publicação original no Expresso já não existe, mas está disponível no Aventar ]

Se nestes dois casos a censura de informação foi a marca dominante, já contenção foi coisa que não existiu quando o Expresso resolveu publicar o nome dos 64 mortos no incêndio de Pedrógão Grande. Zero de relevância jornalística, já que a notícia teria o mesmo valor sem esses nomes chapados, sem pudor, nas páginas de um jornal. E o mesmo se poderia dizer da PGR, que acabou por ceder à pressão política por parte do PSD e do CDS, apesar disso ser tema para outras conversas.

O Expresso perdeu o pio há 345 e meio

O print screen que abre estas linhas foi sacado hoje, pelas 13:50h, quando esta posta acabou de ser escrita, pelo que se encontra já desactualizado. Trata-se do contador criado pela página de Facebook Os truques da imprensa portuguesa, que hoje regista a passagem de 345 dias e umas quantas horas, minutos e segundos desde que o Expresso anunciou a famosa bomba, que dava conta de uma lista de jornalistas avençados pelo saco azul do GES, revelada no âmbito do escândalo Panama Papers. Uma bomba que nunca detonou e sobre a qual o Expresso continua a recusar qualquer tipo de explicação objectiva. [Read more…]

Pânico na redacção

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via Dentons Creative

O mundo gira hoje à velocidade das redes sociais. Podemos perder horas com os mais variados argumentos, da abolição consentida da privacidade ao perigo da propagação de factos alternativos, mas centremo-nos naquilo que é absolutamente factual: o poder das redes sociais é gigantesco e tende claramente a aumentar. As empresas precisam delas, os serviços públicos precisam delas, o desporto precisa delas, a comunicação política precisa delas e o entretenimento vive delas. E a procissão, parece-me, ainda vai no adro.

As estruturas tradicionais de poder, como em qualquer revolução, demoram a perceber o que se passa. Ou pelo menos a dar-lhe a devida importância. E quando acordam, não estão preparadas. E isso verifica-se com casos como os de vários jornalistas com nome na praça, que entraram em choque com a página d’Os truques da imprensa portuguesa e acabaram por “levar uma coça”. Ainda que em alguns casos auto-infligida. [Read more…]

O BCE, a CGD e os verdadeiros DDT

Segundo o jornal Expresso, que teve acesso a uma carta “confidencial” enviada pelo Presidente do BCE ao Banco de Portugal e à CGD, o Banco Central Europeu “exige” que os novos administradores da Caixa façam um curso sobre Organigramas. E outro sobre “processos de reporte ao topo da hierarquia”. E outro ainda sobre “políticas de cumprimento de regras”.
Esta carta extremamente confidencial do BCE quer comunicar uma só coisa ao governo português: esse Banco é nosso.

O artigo do Expresso é omisso quanto aos Panama Papers.

Da Ética Republicana à medida

Na SIC Notícias, ontem, um vice-director do jornal Expresso deu lições de ética republicana em contexto de exercício de funções públicas e viagens ao Europeu de Futebol. A jornalista que moderava o debate não parecia preparada para lhe perguntar o que é feito dos Panamá Papers. Até porque o assunto da conversa não era esse.
E não perguntou.

Será que algum dos avençados dos Panama Papers ameaçou cortar a publicidade ao grupo Impresa?

Impresa

No dia em que se assinalam 100 dias desde a promessa do Expresso de revelar a lista dos jornalistas e políticos avençados pelo saco azul do GES, recupero este recorte que encontrei na página Os truques da imprensa portuguesa e que parece revelar algum aperto financeiro para os lados do império Balsemão, isto apesar do “prémio extraordinário de mérito de carreira” atribuído ao administrador Pedro Norton, no valor de 583 mil euros. Perante este sinal de aparente fragilidade nos cofres do maior grupo de comunicação social do país, vem-me à memória aquele célebre episódio em que Ricardo Salgado decidiu fechar a torneira da publicidade ao grupo Impresa e que me leva à seguinte conclusão, um tanto ou quanto conspirativa, reconheço: terá a lista do saco azul do GES nos Panama Papers algum grande financiador de publicidade no grupo de Balsemão para que, 100 dias depois, continue abafada?

100 dias depois, o Expresso continua em silêncio

PP

As horas passam, os dias passam, as semanas passam, os meses passam e não tarda muito começarão a passar os anos também. Era o grande escândalo do século, tudo que era cão grande estava lá metido, havia um saco azul do GES para pagar avenças a jornalistas e a grandes figuras de Estado e o colapso do sistema espreitava ao virar da esquina. O relógio, esse, não mais parou de contar. [Read more…]

Henrique Monteiro indignado com o Expresso

Henrique Monteiro

Nós também, camarada Henrique, nós também.

Via Os Truques da Imprensa Portuguesa

Em contagem crescente

Panama-papers

Já passaram quase dois meses desde que o Expresso noticiou o envolvimento de jornalistas, ex-ministros e de um antigo presidente no escândalo Panama Papers. Desde então, nada. Vai daí, os hereges d’Os Truques da Imprensa Portuguesa criaram um mecanismo de contagem crescente onde podemos acompanhar o passar dos dias desde a polémica revelação que deu em absolutamente nada. Resta saber quantos dias terão passado quando o caso cair no esquecimento. Já não deve faltar muito. Somos sempre umas jóias do moços quando nos vão ao bolso.

Imagem via Vector Open Stock

Pela privatização dos evadidos fiscais

Panama

Enquanto assistimos à guerra de especulação sobre jornalistas, políticos e empresários alegadamente envolvidos nos papéis do Panama, com sacos azuis e outros esquemas de trafulhice financeira à mistura, a procissão daquele que foi anunciado como um dos escândalos do século passa e nada parece acontecer. Foram só uns quantos esquemas de evasão fiscal e lavagem de dinheiro, e daí? Controlem-se é essas reposições salariais que isso é que arruína um país. Isso e a malta do RSI, esses cancros das sociedades modernas.  [Read more…]

Miguel Sousa Tavares VS Expresso. No Expresso…

MST

Já passaram algumas semanas desde o início do escândalo Panama Papers. A imprensa portuguesa envolvida na investigação – Expresso e TVI – promete, semana após semana, revelar os nomes dos mais de 240 portugueses envolvidos neste caso. Até ver revelaram meia dúzia de indíviduos secundários ou caídos em desgraça. Onde andam os nomes dos ex-ministros e do ex-presidente avançados pela TVI? Que é feito dos restantes nomes anunciados durante dias em manchetes do Expresso? Estarão a seleccionar quem poupar e quem sacrificar? Vai daí, o Miguel Sousa Tavares decidiu dar um toque ao Expresso nas páginas do próprio Expresso. Pode ser que resulte.

Imagem via Os Truques da Imprensa Portuguesa

Passos Coelho e os paraísos fiscais

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A imagem já diz tudo mas deixo-vos também estes dois links, só para que não sobrem dúvidas.

Ministério dos Negócios Estrangeiros do Panamá: Portugal ya no considera a Panamá como un paraíso fiscal.

Geringonça: The Massamá Papers

Imagem: Uma Página Numa Rede Social, sempre em cima do acontecimento.

Boa noite.

A Goldman Sachs e os Panama Papes_adenda

No “post” publicado ontem sobre este tema, faço referência a um artigo da Wikipédia, entretanto alterado, de cuja leitura resultava a conclusão legítima, pois de outro modo seria desnecessária a alteração do próprio artigo, de que a Goldman Sachs era o investidor que havia suportado a compra do jornal alemão Süddeutsche Zeitung, responsável pela divulgação dos Panama Papers. Aparentemente foi o Der Spiegel que reportou o alegado erro ao autor do texto da Wikipédia, que o corrigiu há cerca de 14 horas atrás.

Apresento as minhas desculpas aos leitores do Aventar por os ter, eventual e inadvertidamente, induzido em erro. Não deixo, contudo, de sugerir que os interessados no assunto se mantenham atentos a ulteriores desenvolvimentos.

 

 

 

 

 

A Goldman Sachs e os Panama Papers

um interessante artigo da Wikipédia  a partir do qual se fica a saber que a Goldman Sachs é um dos proprietários do jornal alemão responsável pela divulgação dos Panama Papers.

Objectivamente, o assunto já serviu, em Portugal, para causar danos irreparáveis numa das poucas empresas nacionais, Bial, com capacidade para competir a nível global na sua área de actividade. Talvez nos lembremos disso da próxima vez que, por causa de uma qualquer infecção, tivermos que tomar um derivado da Penicilina.

Fundação offshore

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É uma história batida. A história do empresário multimilionário que às tantas decide criar uma fundação para onde transfere parte significativa do seu património, obtendo desta forma uma série de isenções fiscais que lhe permite, entre outras coisas, adquirir mais património. Carros, imobiliário, participações financeiras. Já vimos este filme. Bem vistas as coisas, muitas fundações acabam por funcionar como paraísos fiscais: transferem-se para lá milhões, escapando-se desta forma ao pagamento dos devidos impostos. E funciona. [Read more…]

Panama Papers: o jihadismo financeiro explicado em 5 minutos

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Os fanáticos do directório liberal têm feito das tripas coração para defender a existência destas verdadeiras organizações terroristas mas depois dos vários escândalos a que temos assistidos nos últimos anos, com o caso Panama Papers a assumir-se como cereja no topo do bolo, poucos argumentos restarão para defender a continuidade destes esquemas potenciadores de corrupção, evasão fiscal, branqueamento e crime generalizado. [Read more…]

Panama Papers: revelados os nomes de mais três portugueses envolvidos

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À medida que mais documentos vão sendo processados, a dimensão do escândalo Panama Papers vai tomando proporções cada vez mais significativas. Caiu o governo islandês, famílias reais da Europa ao Médio Oriente foram levadas pela enxurrada e nem os órgãos de soberania britânicos ficaram imunes aos estilhaços. A cada dia que passa, a lista aumenta a uma velocidade que não parece querer abrandar. Estranhamente, nem um tubarão norte-americano foi ainda apanhado pela tempestade. Ainda. [Read more…]

Panama Papers: deixem-se de conspirações

Snake

Estou estupefacto com muito do que se tem dito sobre o caso Panama Papers. Não me admira a defesa exaustiva que a direita ultraliberal tem feito dos paraísos fiscais, até porque muitos destes paladinos da selvajaria financeira são beneficiários directos destes esquemas de evasão fiscal e corrupção. Mas surpreende-me ver aqueles que, assumindo-se de esquerda e activamente contra a existência de offshores, olham para este caso como uma mera conspiração para destabilizar países como a Rússia e outros opositores do status quo ocidental. [Read more…]

Os bancos porcos

Ou porquinhos-banqueiros, como preferirem.

Basicamente, é isto:

panamá

244 empresas portugueses envolvidas no caso do Panamá

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É o que indica Brian Kilmartin, do Irish Times (via). O Expresso tem acesso aos materiais, mas continua sem divulgar nada de jeito. Limita-se à auto-promoção. Lêem-se neste jornal algumas banalidades, justificadas por, dizem, ainda estarem a investigar.

Entre esses nomes, cujas ligações o Expresso ainda está a investigar, estão beneficiários últimos, acionistas das sociedades offshore, intermediários e clientes. Grande parte dos nomes não são figuras públicas, mas entre eles estão vários empresários e gestores nacionais.

A questão que se coloca é porque é que continua o segredo. Lembram-se do que fez o Expresso com os telegramas do Wikileaks, dos quais o jornal adquiriu o exclusivo de divulgação? Para quem não se lembre, o que se passou foi o seguinte:

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A papelada do Panamá e a Pirataria global

O transporte marítimo é o pilar central do comércio internacional e um dos principais motores da globalização, movimentando cerca de 80% do comércio mundial e mais de 70% do seu valor. Toda esta mercadoria, que vai das bananas aos automóveis de luxo, é transportada e distribuída por mar pelos portos de todo o mundo, alimentando as economias e as “necessidades” de consumo das sociedades ditas desenvolvidas ou em desenvolvimento.

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Ainda a papelada do Panamá

Por que será que a Suíça, país sem mar e entalado entre montanhas, tem uma das mais poderosas Marinhas Mercantes do mundo?

Só inquietação

Personalidades como José Sócrates, Armando Vara, Duarte Lima, José Penedos, Dias Loureiro, Paulo Portas, Miguel Relvas, Marco António Costa ou Manuel Godinho ainda não foram indiciados nos Panamá Papers?

Papéis do Panamá

Todo o burro come palha.