O Grito do Ipiranga social-democrata em Vila Nova de Gaia

cmgaia

Sou social-democrata, não sou um neo-liberal

Foi assim que o vereador do PSD na CM de Gaia, Elísio Pinto, reagiu às críticas de Cancela de Moura, presidente do PSD Gaia, a propósito de ter votado favoravelmente ao orçamento para 2017 da câmara presidida pelo socialista Eduardo Vítor Rodrigues. Independentemente do orçamento ser bom ou mau – desconheço-o por completo – crucificar alguém que alega votar em consciência e no interesse daquilo que entende ser melhor para a população  que o elegeu, é sempre muito triste em democracia. Mais triste ainda é notar que, em pleno século XXI, a esmagadora maioria dos políticos eleitos continua a servir o partido, subalternizando os eleitores.

Mas Gaia é uma autarquia diferente, especial. Uma autarquia onde o presidente, socialista, condecora alguém que criticou duramente e inclusive processou, social-democrata, e agora é apoiado por outro social-democrata, despoletando uma crise interna na concelhia laranja. O crítico, Cancela de Moura, até já foi vereador do PSD e administrador de diferentes empresas municipais, como a polémica Gaianima, que contribuiu decisivamente para a ruína financeira de uma autarquia que tinha, como nº 2, o tal social-democrata que foi condecorado pelo presidente socialista. Com tão boas relações no sector da medalha, porque não estendê-las à governação municipal?

Enquanto as polémicas se acumulam e a teia de eventos dignos de uma novela brasileira se adensa, registe-se o Grito do Ipiranga de um saudosista social-democrata, alegadamente farto do neoliberalismo. Ainda há esperança para Gaia.

Foto@Wikimedia

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    As eleições autárquicas de 2013 serviram para eleger os membros dos órgãos do poder local no Concelho de Vila Nova de Gaia.

    Os resultados das eleições deram a vitória ao Partido Socialista e ao seu candidato, Eduardo Vitor Rodrigues. Com 38,15% dos votos, os socialistas conseguiram recuperar uma Câmara que, desde 1997, estava nas mãos da coligação PSD-CDS.

    A coligação PSD-CDS e o seu candidato, Carlos Abreu Amorim, obtiveram 19,97% dos votos e 3 vereadores, resultados desastrosos comparados com os de 2009, em que, a coligação obteve 61,98% dos votos e 8 vereadores.

    Para este mau resultado da coligação, muito contribui a divisão interna do PSD local, que levou a uma candidatura independente de José Guilherme Aguiar, que conquistou 19,74% dos votos.

    * Dados retirados da Internet

    É aqui que a história político partidária do Carlos Abreu de Amorim, se cruza com o Miguel Relvas e Marco António Costa.
    Carlos foi convidado para “ser” deputado concorrendo por Viana do Castelo.
    O rapaz aceitou, mas não gostou de estar longe da famelga, e do seu Porto, neste caso, 2xPorto, a Invicta e o FCPê. Até aí tudo bem.
    Só que, a única maneira de o colocar na Invicta sem perder o tacho, seria candidatando-o a uma autarquia PSD do grande Porto, sim, que “ca Gaia toda” é um prolongamento da nossa cidade, uma espécie de lado B da Invicta.
    Só que o PSD nacional, de Relvas a Passos Coelho, eles julgam que somos otários…
    Cá por cima as coisas não são como no resto do país!
    O PSD perdeu Gaia e o Porto.
    Mas o PS também perdeu Matosinhos por razões similares.

  2. Atento says:

    Ele esqueceu-se de dizer, que não tinha “tiques a roçar fascismo”.. E não digo mais nada, posso vir a ter que pagar uma multa, ou ir preso como no caso da investigadora Maria de Lurdes, que esta detida, na prisão de Tires…

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