

Duas imagens que devem ser lidas em conjunto.
Porto a 1 de Maio de 1974 e Expresso a 9 de Maio de 2025.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.


Duas imagens que devem ser lidas em conjunto.
Porto a 1 de Maio de 1974 e Expresso a 9 de Maio de 2025.

Imagem retirada do Instagram.
Há relatos de professores multados por trazerem mochilas ao colo ou por estarem a comer dentro do autocarro. Há autocarros que pararam em mais do que uma operação stop.
Eu, que tantas vezes andei de autocarro, nunca vi uma única operação stop a autocarros que saíssem de Lisboa para o Porto, nem do Porto para Lisboa. Já vale de tudo para tentar melindrar quem, há anos, luta por melhores condições e reivindica a justiça para a sua profissão. Quando, em Brasília, se fala do alinhamento dos militares com os vândalos, não se espera que em Portugal a GNR e a PSP se aliem também aos vândalos para tentar destruir a democracia: neste caso, os vândalos são o Governo português, a direita à direita do PS e a extrema-direita.
Os Governos do PS sempre tão lestos na tentativa de criminalizar as greves e os grevistas, têm o desplante de se dizerem de esquerda, terem socialista no nome, enganando incautos, terem liberalizado a economia portuguesa e privatizado anéis e dedos, desde 2019 que querem macronizar a política portuguesa; e ainda se ofendem muito quando alguém de esquerda lhes diz, com propriedade, que de esquerda é que o PS não é. São iguais aos liberais e dão combustível aos proto-fascistas.
Votaram nisto? Agora aguentem, lidem com isso e tentem não se deixar enganar da próxima vez. A única esquerda está à esquerda do PS (mesmo que neste caso, os sindicatos afectos ao PCP mostrem conhecer o dono e entrem na estratégia de tentar sectarizar uma luta de todos os profissionais da educação, dando combustível a este des-governo que dá combustível à extrema-direita).
Vocês são todos muito inteligentes.
Estando fora do país, chegam-me ecos de uma greve no sector dos transportes de mercadorias que não mereceu a bênção das centrais sindicais do PCP e do PS, tendo o governo estipulado serviços mínimos de 100%, sobre a qual Marcelo afirmou estarem em causa motivos justos mas que não a justificavam e sem que se tenham ouvido palavras de ordem do Bloco e dos Comunistas.
Terá o direito à greve sido abolido nas últimas semanas, numa revolução de direita, sem que disso me tenha apercebido?
As evidentes vantagens das empresas públicas de transportes ou Miguel Noronha a suspirar pelo fim do direito à greve.
Diogo BarrosAo ler tantos e tantos comentários negativos relativamente a quem faz greve, compreendo que trabalhar com um mínimo de direitos e condições em Portugal é, não só uma realidade que cada vez menos pessoas têm acesso, como uma verdadeira prova de valentia e coragem psicológica. Estas pessoas, além do serviço diário que naturalmente já fazem, são alvo quase que diariamente de uma lavagem cerebral atroz de que aquilo que têm são ‘regalias’ e que ‘há quem esteja disposto a trabalhar ainda por menos’. Eu não consigo imaginar a culpa e a pressão que muitas dessas pessoas devem sentir e acho isso abominável. Uma sociedade de lobos ávidos de sangue.
Ao defender o direito à greve de tanta gente trabalhadora que fala mal da mesma, sinto-me completamente num filme. Num filme cheio de pessoas, infelizmente, miseráveis a defender com unhas e dentes o direito à sua própria miserabilidade. É triste.
Os meus parabéns a todos os trabalhadores com direitos por aí fora. Que não se sintam mal nesta sociedade que cada vez mais lhes aponta o dedo e que façam, mesmo, o oposto: lutem por manter o que têm e, mesmo, por ganharem mais! E obrigado por existirem e serem realmente, o motor do país.
Devido às imposições da troica, os portugueses irão manter o direito à greve, desde que o exerçam entre as três e as três e um quarto da manhã, não podendo manifestar-se ruidosamente: no máximo, os grevistas poderão sussurrar palavras de ordem, não sendo permitido empunhar cartazes com mais de um metro quadrado. No caso dos transportes, serão impostos serviços mínimos, para que os utentes dos transportes públicos não sejam incomodados, especialmente quando saem das discotecas. [Read more…]
Tal como o meu colega aventador Carlos Garcês Osório, nunca fui simpatizante de greves, embora as minhas razões sejam diferentes. A greve é, evidentemente, um acto de violência, uma bomba atómica a ser usada quando aquilo que se diz não é ouvido. Tal como qualquer outro acto em democracia, as greves estão sujeitas às críticas e pode, até, concluir-se que são injustas.
Num mundo mais próximo do ideal, as greves seriam desnecessárias; num país em que os trabalhadores sejam constantemente agredidos, num país em que os direitos sejam constantemente retirados, num país em que tudo os que os trabalhadores dizem é, quotidianamente, ignorado, o que resta aos trabalhadores? O que resta a quem fala e não é ouvido a não ser gritar? Num país em que aumentam impostos, no mesmo país em que os trabalhadores perdem subsídios, em que lhes baixam salários, onde são obrigados a dar mais dias de trabalho por ano, onde a saúde e educação são bombardeadas, entre muitos outros abusos, naquele mesmo país em que os trabalhadores, por todas estas razões, acabam por ser responsabilizados por três décadas de uma incompetência governativa que não tem fim, que se deve esperar que não seja contestação?
Aceito que haja pessoas a criticar os funcionários da CP ou quaisquer outros grevistas. Repugna-me, no entanto, que alguns, como acontece na caixa de comentários do texto do Carlos, manifestem um marialvismo serôdio, ansiando por um regresso aos tempos em que não havia direito à greve ou por uma privatização geral do país para que a matilha de trabalhadores que atrapalha o país amanse, gente que chega a considerar Ronald Reagan um herói. O Carlos ainda propõe que a CP seja vendida à Coreia do Norte, desde que isso acabe com as greves. Terá sido por isso que o governo está em vias de entregar a EDP à China, outra maravilhosa democracia?
Vamos supor que os funcionários da CP abusaram de um direito. Prove-se e aja-se em conformidade. Há quem ande, há anos, a pedir que o mesmo aconteça aos políticos incompetentes que nos prejudicaram e nada acontece. Será que, por isso, deveríamos defender o fim dos governos?
Entretanto, seria interessante reler dois textos: este e este.
Paula Teixeira da Cruz, ministra da justiça, referiu hoje que os acontecimentos ocorridos em frente à Assembleia da República fragilizam, note-se, o direito à greve. Não me apetece brincar com isto, nem falar sobre esta gente que fragiliza deliberadamente a democracia e diz a primeira patacoada que lhe vem à cabeça: ficamos a saber, problemas em jogos de futebol fragilizam o direito ao futebol, agressões num matrimónio fragilizam o direito ao matrimónio, pancadaria em comícios do PSD fragilizam o direito do PSD a realizar comícios…
Apedrejamento de camiões na A1 provocou ferimentos numa criança
Não concebo um mundo sem direito à greve. Também não concebo um mundo sem direito a não fazer greve.
Há gente civilizada que pode ou não fazer greve, sempre dentro do respeito pelas decisões alheias, algo essencial em Democracia.
Há, com certeza, muita gente que sonha com um mundo sem greves e, de preferência sem direitos laborais: uns estão no governo e querem voltar a estar; outros já estiveram e querem voltar a estar. É gente que se aproveita da Democracia para ir exercendo uma ditadura. São trogloditas disfarçados de fato e gravata.
Há gente que ameaça ou apedreja os que optam por não fazer greve. É gente que se aproveita da Democracia para ir exercendo uma ditadura. São trogloditas muito pouco disfarçados.
Os trogloditas lidam mal com a Democracia. Os trogloditas que se afirmam democratas são apenas gregários ou tribais. A individualidade faz-lhes confusão. São uma afronta à Democracia.
Que me seja perdoada a injustiça contida em qualquer generalização.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Descobri na passada terça-feira que este vídeo deveria ter saído no dia 22 de Setembro de 2024, às 23h30. Pronto, ei-lo.

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Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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