Em Portugal, por quantos dias seria suspenso Jurgen Klopp?

O ranzinza alemão no seu melhor!

«A nossa relação foi perfeita» – Klopp

Klopp

© Alex Livesey/Getty Images (http://bit.ly/1niTkfQ)

Efectivamente, no título do jornal da “silenciosa resistência” ter-se-ão esquecido do ‘l’, pois encontramos «A nossa reação foi perfeita» – Klopp. Lembremo-nos de Fação.

Quanto às reclamações, agradeço a disponibilidade do Presidente do Conselho de Direção (sic) da Escola, mas a culpa é de outrem.

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Postcards from Scotland #1 (between Liverpool and Glasgow, by train)

«The railway cuttings covered in wild flowers, the deep meadows where the great shining horses browse and meditate»*

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Acordo em Liverpool antes das dez e meia e está um sol encantador e um céu azul de verão. Arrumo as coisas, tomo banho, visto-me, pago e deixo as malas para ir tomar o pequeno almoço à Dale Street Eatery, como nos últimos dias. O hotel é muito simpático, tem apenas seis meses e, já o disse no postal de antes de ontem, era uma antiga prisão. É tudo limpo e confortável, mas minimalista. Deve ser por isso que não é caro, apesar de ser absolutamente central. É o Main Bridewell (da cadeia Staycentral) e fica em Cheapside. O pequeno almoço é servido a 2 minutos de distância, num café muito simpático. Mal entro, hoje, uma das meninas pergunta se quero o mesmo que ontem, ou seja, fruta e ovos. Digo que seria ‘lovely’ ter outra vez fruta em vez de feijões e tomates guisados e que desta vez quero os ovos mexidos. Uma taça com maçã, uvas e, que bom, morangos. Os ovos mexidos, pão e um sumo de laranja a que acrescento depois um café expresso. A arte de fazer café não é muito praticada nesta parte do mundo. Mas bebo o café, assim mesmo. Penso que na estação poderei beber outro, no Costa. Aí tenho a certeza que um café expresso é um café expresso. Assim farei.

Ando um bocado pelas ruas a seguir ao pequeno almoço até que são horas de ir para a Lime Street Station e apanhar o comboio para Glasgow. Quando chego à estação cumprimento, e despeço-me, do senhor e da senhora da escultura Chance Meetings e, desta vez, tiro uma fotografia com o senhor. Bebo o café e vou procurar a plataforma 5. Quando me aproximo ouço um barulho de vozes grossas e vejo mais de 10 polícias daquele lado da estação. Chego-me à frente e vejo um grupo pequeno de homens vestidos de preto, com as cabeças rapadas e, alguns, com as caras tapadas. Sei imediatamente do que se trata mas, mesmo assim, pergunto a um rapaz que tem uma máquina fotográfica… responde-me que são nazis e que vai haver uma manifestação em Liverpool, hoje – a White Men March. Faço uma cara de nojo e ele diz-me que lá fora estão manifestantes de esquerda e que a polícia teme que existam confrontos. Os nazis gritam muito alto com as mãos estendidas e aquilo assusta-me tanto que digo adeus ao rapaz da máquina fotográfica e vou fumar um cigarro do outro lado da estação, arrastando o trambolho da mala. Enquanto fumo vejo mais nazis do lado de fora da estação. Penso que é um excelente dia e uma excelente hora para deixar a cidade.

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Postcards from Liverpool #3

«All the lonely people, where do they all belong?»*

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Visitei hoje Another Place. Outro lugar. Uma das razões principais por que vim a Liverpool. Já lá iremos a esse outro lugar onde parece que estão todas as pessoas sós em frente ao mar. Talvez achem estranho vir a uma cidade de propósito para ver, afinal, outro lugar.

O dia começa cinzento. Devo dizer que acaba do mesmo modo. Mas estou no Reino Unido, suponho que faça parte do cenário, o cinzento dos dias. Chovia quando acordei, quando tomei banho e me vesti e saí para tomar o pequeno almoço no bar que serve o hotel. Pedi à menina se podia trocar os feijões e restantes vegetais por fruta. Que sim. Preparou-me uma bela taça com maçã, uvas e, suprema amabilidade, morangos. Dispensei o bacon e comi os ovos, desta vez estrelados como dois sois amarelos a subsitituir o que faltava no céu. Empurrei isto tudo com sumo de laranja e aí vou em em direção a Lime Street Station onde, pensava eu, apanharia o comboio para Waterloo. Passo em frente aos St. John Gardens, subo mais um bocadinho e aqui está a bela estação de Lime Street. Aproveito e tiro os bilhetes, que comprei via internet, da máquina. Tendo comprado 4 viagens, a máquina parece, ao produzir cada bilhete com o respetivo recibo, oferecer-me um jackpot de bilhetes de comboio, o que faz – claro está – todo o sentido, já que adoro viajar assim.

No hall da estação, antes de perceber como e onde comprar o bilhete de ida e volta para Waterloo, reparo numa escultura muito engraçada – Chance Meeting – que retrata o encontro casual de dois liverpoolianos (espero que seja assim) de gema. Tiro fotografias. Peço a um senhor que me tire uma a mim, junto da mulher da escultura. Imito as suas mãos para alegria do filho pequenino do senhor, que se ri divertido. Depois deste encontro casual com estes dois habitantes da cidade vou tentar perceber como comprar os bilhetes para ir a Crosby Beach. Pergunto nas informações onde um rapaz extraordinariamente solícito me imprime um mapa e escreve as indicações. Tenho de sair da estação, apanhar o metro para Liverpool Central e depois daí o comboio em direção a Southport. Assim faço, sem me enganar.

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Postcards from Liverpool #2

In My Life*

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Há lugares de que me lembro, é assim que começa ‘In My Life’ dos Beatles. Liverpool será provavelmente por mim lembrado como uma cidade silenciosa. Falo do centro da cidade, evidentemente, que para mim, hoje, vai do Knowledge Quarter até aos Pier Head e Albert Dock, passando pelo Hope Street Quarter, pelo Ropewalks Quarter e, claro, pelos Stanley Street e Cavern Quarter. Talvez tivesse uma ideia diversa de Liverpool, mas, na verdade, eu sabia pouco sobre esta cidade. Não é que agora saiba mais, mas sei do seu silêncio e da sua calma. Talvez os habitantes de Liverpool estejam de férias em Portugal ou noutro país do sul da Europa. Ontem, um dos rapazes da recepção disse-me, diante da minha queixa sobre os preços dos bilhetes de comboios (e sobre a necessidade de ele me imprimir as referências dos que, depois, comprei, pela internet), que aqui é tudo caro e que é exatamente por isso que os britânicos vão de férias para Espanha e Portugal. Em qualquer caso, sei que ele foi hoje de férias. Para a Flórida.

Não acordei muito cedo, mas não me importei logo. Mais tarde haverei de me importar, quando descobrir que tudo termina cedo. Os museus, as viagens de autocarro turístico, a comida e o café. Mas agora acordei e ainda não estou preocupada com isso. Tomo um pequeno almoço extraordinariamente calórico (bacon, ovos, dispensei os feijões guisados mesmo se já eram 11h30, sumo de laranja e um café horrível). Deixo a Cheapside e viro à esquerda para a Dale Street que se junta mais adiante à Water Street. Faz sentido que assim seja, já que esta é a principal rua que desagua no porto. Os edíficos da Dale e da Water são belíssimos, principalmente os desta última e sobretudo quando nos aproximamos do rio Mersey, já muito largo, quase a desaguar no mar da Irlanda. Tal como eu, acabada de sair da Water Street, desaguo no porto. À minha esquerda as Três Graças, como aqui lhe chamam. Três edifícios – do Royal Liver, do Cunard e do Porto de Liverpool – imponentes. O primeiro deles tem dois relógios enormes, hei-de saber mais tarde que maiores que os do Big Ben, e dois pássaros igualmente enormes de pedra em cada torre. Hei-de também saber mais tarde que reza a lenda que se estes pássaros voarem ou cairem, Liverpool cairá também. Espero que nunca voem, estes grandes pássaros de pedra.
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Postcards from Liverpool #1

Day Tripper*
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Este postal é curto e não é inspirado. São estas horas e eu quero dormir que amanhã há muito que ver e que fazer e nem estou a falar das coisas dos Beatles. Acho que já terei mencionado que não sou particularmente fã dos quatro rapazes de Liverpool. Mas aqui chegada é, realmente, impossível não tropeçar, em cada esquina, em toda a espécie de referências.

Cheguei a Liverpool, ao hotel-prisão maravilhoso onde estou agora, em Cheapside, eram quase 11 da noite. Costumo enfatizar o tempo que demoro nas viagens e desta vez não será exceção. Era uma da tarde quando saí de casa dos meus pais, 3 e meia quando o avião descolou. 5 e meia da tarde quando aterrou sem sobressaltos em Heathrow e 7 da tarde quando entrei na Euston Station para apanhar o comboio para aqui. Antes apanhei o Heathrow Express para Paddington. Daí atrevi-me a tomar um taxi para a Euston Station, já farta do enorme trambolho que contém, entre outras coisas, a minha roupa para os próximos 16 dias. Isto significa que passei 10 horas em viagem. Comi no comboio (cujo bilhete me custou os olhos da cara e me ensinou a comprar, a partir de agora, na internet) já farta de saber que depois das 11h da noite não há grandes hipóteses de comer e de beber em praticamente qualquer cidade inglesa. Fiz bem. Também aqui se confirma que um copo que seja depois desta hora é extraordinariamente difícil. [Read more…]

Jesus mudou e mudou mal

Jesus, com a mudança que fez no centro da defesa estragou tudo, não só porque tirou o defesa mais rápido, colocando no seu lugar um peso pesado à medida de Luisão, mas tambem porque foi pela direita do ataque da equipa inglesa que os golos foram construídos.

Quer dizer perdeu-se um grande defesa central e não se ganhou um defesa esquerdo. Nestas condições o Benfica ficou desde logo perdido à mercê dos rápidos contra ataques de Torres e companhia. É presisamente nos grandes jogos que a equipa não deve inventar, tem que jogar com as suas rotinas, com os jogadores com mais jogos nas pernas.

Di Maria esteve desinspirado, Ramires foi uma sombra do todo terreno habitual, Aimar nem de longe fez esquecer Saviola e Javier, qual bombeiro, acudiu ao que pode. Carlos Martins e Amorim estiveram à altura das circunstâncias o que é muito curto para uma equipa com ambições de chegar a uma final europeia. E outra certeza que se confirma, sem um guarda redes de classe ninguem ganha nada a nível europeu (por acaso isto tambem serve para a selecção)

Jesus, desta vez não foi o salvador, mexeu onde não devia!

You'll Never Walk Alone!!!!!!!!!!!!!

OS GOLOS do Benfica-Liverpool

Apesar de ser o dia das mentiras, o jogo era a sério e tinha grande importância para ambas as equipas. O Liverpool foi mais feliz e, aos oito minutos, adiantou-se no marcador na sequência de um pontapé de canto. Um golo de calcanhar, bonito, a deixar o Benfica em maus lençóis.

O Benfica não se amedrontou e dois minutos volvidos Cardoso teve uma perdida monumental, naquela que foi talvez a melhor oportunidade da primeira parte. Seguiu-se-lhe um festival de golos falhados por parte do Benfica, com Aimar, Ramires, Di Maria e Javi Garcia a desperdiçarem o que parecia fácil. Pelo meio, aos 30 minutos, o Liverpool ficou reduzido a dez jogadores por agressão a Luisão. Aos 37 minutos, com o jogo mais equilibrado, a bola entra pela segunda vez na baliza do Benfica, mas a jogada partira de um fora de jogo. Imediatamente a seguir, Fernando Torres falha a única oportunidade clara do Liverpool durante a primeira parte. A partir daí o Benfica empurrou o Liverpool para a sua área defensiva e até ao apito para o intervalo, foi um verdadeiro sufoco para os ingleses.

A segunda parte começa com outro falhanço de Cardoso, que cabeceou sobre a barra. Mas estava dado o sinal e Benfica mostrou que vinha para ganhar. Ao 57 minutos, na sequência, de um livre em que a bola bate estrondosamente no poste, Insua comete falta dentro da área sobre Aimar. Decisão justa, mas ficou o respectivo amarelo por mostrar, sendo que o jogador já fora admoestado com o primeiro cartão.

Aos 75 minutos Fernando Torres falha um golo, na sequência de um contra-ataque, daqueles que parece que é só empurrar para a bola entrar. Só que na sequência disso, passado um minuto, novo penalti contra o Liverpool. Cardoso, mais uma vez, não perdoou.

2-1 para o Benfica, que foi o justo vencedor e teria justificado mais golos a seu favor. A arbitragem esteve bem e não teve responsabilidades  no resultado. Mal, mesmo, estiveram os idiotas dos petardos. São idiotas e basta.

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