Os anos excepcionais

La palabra “jubileo” proviene del término hebreo “yobel”que era el cuerno de cordero que anunciaba a los judíos el comienzo de un año excepcional dedicado a Dios.

González, González & Brunner

Como se mencionó en el primer informe, 1998 fue un año excepcional para la construcción naval en el mundo, ya que la crisis financiera de Corea del Sur bloqueó la producción y la aceptación de pedidos en Corea.

Comissão Europeia

O respeitinho é muito lindo e nós somos um povo de respeito, né filho?

José Mário Branco (1942-2019), “FMI” [“por determinação expressa do autor, fica proibida a audição pública parcial ou total desta obra“]

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De facto, os fatos do Diário da República vieram para ficar.

Embora hoje não haja contatos no sítio do costume, podemos sempre contar com a colaboração desse maravilhoso espaço de resistência silenciosa cercado por liberdade de expressão (os meus agradecimentos ao muito atento e excelente leitor do costume): [Read more…]

O regresso dos One Diretion

Dos One Diretion? Exactamente: dos One Diretion.

Professores em Sofrimento

O nosso sofrimento é duro. O modo como nos dois últimos anos o Sistema Cratoniano comprimiu as condições na sala de aula e inventou desemprego docente em larga escala ficará nos anais do maquiavelismo moderno, em estados particularmente falidos. Em todo o caso, o Estado Português tem de sobreviver e seguir adiante, der por onde der. Por isso atira borda fora lastro, víveres, alma, cérebros, doentes e especiais. A Barca Nacional navega à bolina e é uma casca de noz perante a procela da dívida. Não há muito a fazer senão cada qual inventar um caminho nunca dantes percorrido, ter uma bóia e agarrar-se a ela. Hoje, os desempregados do Ensino amargamente pedem meças ao impotente Ministério. Amanhã cotizar-se-ão para um bilhete dos One Direction e procurarão esquecer esta sina triste de ser utilizados e deitados ao lixo, sobretudo professores que escrevem de mais em blogues e não poupam aselhas sejam eles do PS, do PSD, do CDS-PP, do BE ou do PCP. Ser franco-atirador da palavra vale a pena. É pena esta fome, este desperdício humano, esta sensação de não-pertença, de não-inscrição. É no que dá ter-se governado com os pés. É no que dá aceitar a corrupção enraizada e transversal no Regime dos soares e dos cavacos, dos sócrates e dos passos.

Diretion? Diretion? Oh dear!

diretion

Leitor atento teve a amabilidade de me enviar esta ligação, com uma reportagem sobre os One Direction, transmitida durante a edição de ontem do Jornal das 8 da TVI — por qualquer motivo que me escapa, a ligação da TVI não funciona por estas bandas.

A base IV do AO90, sem qualquer valor científico – escusado seria acrescentar: sem qualquer ligação à realidade; contudo, por via das dúvidas e por descargo de consciência, acrescente-se e saliente-se: sem qualquer ligação à realidade –, constitui, como se vê, um desnecessário factor de perturbação da consciência ortográfica dos falantes/leitores/escreventes. A supressão, em português europeu, de consoantes com importante valor grafémico fará com que se projecte noutras línguas a arbitrariedade do novo código: contudo, felizmente para elas e seus respectivos falantes, essas línguas não foram sujeitas a reformas ortográficas caóticas, garatujadas em cima do joelho.

Casos como o deste *diretion tenderão a aumentar. Aliás, trata-se de problema já anteriormente mencionado. Esperem para ver. Ou não, não esperem. Se quiserem ver o desastre a instalar-se, basta olharem para o lado, assobiarem para o ar e encolherem os ombros: a ordem é aleatória – para não dizer facultativa –  e até haverá quem olhe para o lado, assobie para o ar e encolha os ombros em simultâneo. Se não quiserem assistir ao caos instalado, têm bom remédio: não fiquem quietos.

Post scriptum: Não conheço – nem tenho, lamento imenso, particular interesse em conhecer – os One Direction. Assim, deixo-vos na companhia de uma das minhas bandas favoritas e de uma canção que corre o risco, se as coisas tomarem o rumo que se prevê, de qualquer publicação portuguesa que adopte o AO90 lhe transformar o Having trouble with my direction /Upside-down, psychotic reaction num ínvio (sim, ínvio) Having trouble with my diretion/Upside-down, psychotic reation:

Não Querem Saber de Nós

E assim o Diogo Sena fez-me descobrir o que é isso de One Direction. Podia ser pior.