Não há becos sem saída (II)
Blitz
Que se lixe a troika

A troika chegou e está instalada no Hotel Ritz em Lisboa, junto ao Parque Eduardo Sétimo. Chegou de surpresa a Lisboa para com o governo procurar impor o massacre contínuo sobre as nossas vidas.
Rasmus Ruffer, economista alemão do BCE, Abebe Selassie, economista etíope do FMI e Jürgen Kröeger, economista alemão da Comissão Europeia disfrutam de uma agradável estadia num hotel cinco estrelas da capital, para terem a possibilidade de durante o dia reunirem com a troika local, o governo que obedece cegamente às suas ordens.
Às 19h00 reunimos frente ao Hotel, trazendo connosco tachos, panelas, apitos, buzinas, vuvuzelas para mostrarmos à troika que não é bem-vinda, que não aceitamos a destruição das nossas vidas, essas inevitabilidades vomitadas todos os dias pelos comentadores. É culpa destes e dos seus mandantes haver mais de 1 milhão e meio de desempregados em Portugal, dezenas de milhares de sem-abrigo, uma recessão de -3,2%, e a previsão de que tudo isto se agrave nos próximos anos. É sua culpa a resposta fanática de querer, em cima de tudo isto, cortar mais na protecção das pessoas, na doença, no desemprego, na velhice.
Que Se Lixem!
2M:Desespero dos ausentes
Nas ruas, todos o vão dizendo, estiveram mais velhos que novos, mais pais que filhos. Acha, caro leitor do Aventar, que foi mesmo assim? Ou estarei a ver a coisa pelo lado errado?
Gostaria muito de perceber o que o levou a ficar em casa no sábado?
– Não acredita que uma manifestação resolva ou, sequer, que seja parte da solução?
– Acha que a manifestação foi excessivamente inorgânica, ou pelo contrário, foi porque os partidos e os sindicatos se meteram?
– Acha que o caminho que o governo está a seguir é o correcto?
– Desistiu?
– …
Comente – este post só fará sentido com os seus comentários!
O silêncio e o medo deles
O 2M não foi apenas uma manifestação e o pânico na área do governo, mais do que evidente, é a prova da importância do 2M.
E são muitos os sinais, mas já lá vou.
Tenho ido a muitas manifestações, vou a quase todas e continuarei a ir sempre que sentir que a minha presença é importante. E esta foi muito diferente das outras!
Foi diferente, pelo SILÊNCIO!
De forma surpreendente, ou talvez não, houve muitos momentos de silêncio. Chorei no momento em que a Manifestação arrancou da Batalha ao som de Zeca Afonso – foi um momento mágico, de emoção, de energia, de vontade de mudar. Ao longo do percurso – quase duas horas entre a Batalha e a Avenida dos Aliados – senti a dor nos olhos de quem saiu à rua. Foi, neste aspeto, uma manifestação diferente de todas as outras.
Foi diferente, também, porque os rostos não eram, nem os de sempre, nem tão pouco os mais novos – havia um traço comum em muitas e muitas pessoas que estiveram no Porto: a idade. Talvez pelo roubo (injusto, como todos os roubos!) nas reformas, talvez porque querem continuar o sonho iniciado no 25 de abril, talvez pelos filhos ou pelos netos…
Claro que estiveram muitos milhares nas ruas em todo o país. [Read more…]
Das Gerações à Rasca, às manifestações Que se Lixe a Troika*
Estive dois dias a “mastigar” o que foram as manifestações simultâneas do passado sábado.
Pouco tempo, eu sei, para
produzir o que quer que seja de uma reflexão aprofundada. Mas mesmo assim, gostaria de partilhar e, para quem o quiser fazer(coisa nada fácil de fazer no nosso mundo-chiclete), colocar a debate, algumas ideias.
Penso que a “Geração à Rasca”, há pouco menos de 2 anos, que estudei em profundidade graças à bem-aventurada aventura académica, marca uma espécie de início visível de um longo processo de re-tomada do espaço público simbólico por um “cidadão anónimo” novo, que já não coloca em campos antagónicos a “cidadania” e o “anonimato”, o que pode significar que estaremos num processo reformulador do próprio conceito de “cidadão”. Trata-se, pois, da possível emergência de algo cujas consequências políticas ainda não temos suficiente informação para perceber.
Digo que se trata da re-tomada, ou re-ocupação do “espaço público simbólico” porque, nas últimas décadas, o capitalismo (chamemos-lhe “democracia de mercado” para sermos, vá, simpáticos) desvitalizou, de facto, o espaço público como “espaço político”. Julgo que é da sua tentativa de revitalização que tratam estas manifestações, o 12 de Março de 2011, o 15 de Setembro de 2012, o 2 de Março de 2013.
Para já, estaremos num período de diagnóstico a que poderíamos chamar “a rebelião dos consumidores”. [Read more…]
2 de Março. É hoje.
Às vezes perguntam-me. Querem saber o que me move, como se lutar pelo meu país e deixar um futuro aos meus filhos não fosse motivo bastante para gastar dias e noites a insistir em acordar quem ainda dorme. Como se não percebessem como é que se arranjam forças, todos os dias, para acreditar que um dia pode ser. Às vezes respondo, e conto como foi por causa disso que me vi obrigada a fazer escolhas, de como percebi que a crise é uma senhora de costas muito largas que escorre pelo canto da boca dos vampiros, enquanto atiram migalhas à base da pirâmide. Eu vi. Senti. Ninguém me contou. E que é minha obrigação alimentar os meus filhos tanto quanto é minha obrigação deixar-lhes algum legado, ensinar-lhes que não vale tudo, mesmo quando à volta todos nos querem fazer crer que estamos loucos.
E é por isso que saio à rua no dia 2 de Março. [Read more…]
2M: Maré da Educação (II)
No Porto, às 15h, em frente à DREN.
Em Lisboa, às 14h30, em frente ao MEC.
Mais informações no Face do evento.
Que se lixe a Troika: Poucos mas bons

À 3ª ou 4ª tentativa, o desprezível Miguel Castelo Branco, autor deste escarro, conseguiu fotografar uma manifestação em que se via espaço livre entre as pessoas. Vai daí, tratou de gozar com as convicções e com o sofrimento dos outros em meia dúzia de fotos mal amanhadas.
Saudoso do passado, o garotito sonha com séculos de Monarquias absolutas. Eu sei, eu sei, os 14 de Julho, os 24 de Agosto, os 5 de Outubro foram uma chatice. Isto das manifestações, realmente, onde já se viu!
Falta de maneiras? Falta de maneiras de quem? Só se for da tralha monárquica que sonha com o imbecil Duarte Nuno com uma coroa na cabeça.
Perante tanta falta de escrúpulos, é caso para perguntar se a vida lhe corre mal. Não tem pão? Olhe, coma brioches!
Manifestação 15 de Setembro: cidades para onde estão convocadas
Que se lixe a troika, queremos as nossas vidas.
Lista de manifestações e locais para 15 de Setembro, em actualização (21 23 25 26 manifestações)
Dar-lhes a comer a merda que não cagamos porque já pouco comemos
Chega de Facebook. Espalha. Conta aos amigos, aos colegas, aos conhecidos. Aos desconhecidos também. Manda sms, mails, telefona. Inventa cartazes, papéis a dar de mão em mão. Espalha. Espalha entre uma fofoca de telenovela, na discussão de uma jogada de futebol, entre o calor e a chuva, o tempo está cada vez mais insuportável.
Espalha a notícia que todos sabemos. Chamaram a troika, e troika é impotência, submissão, desemprego, o corte no teu salário real, a casa que não tens como pagar, a salvação dos bancos, a taxa que modera o direito à saúde, a propina que impede de estudar, e a vida feliz dos corruptos.
Os corruptos são os que nos governam eternamente, treinados de pequeninos para os potes, os tachos, as cunhas, o esbanjamento, a gordura parva que não é a do estado que te dá, mal mas dava, saúde e educação.
Sábado, 15 de Setembro de 2012, às 5 horas da tarde, podem ainda não vir todos, os que já passam fome, mas podemos estar muitos dos que sabemos ser isso o que a tantos nos espera.
Que se lixe a Troika. Queremos as nossas Vidas. E vamos em silêncio ou gritando ou cantando, de preto vestidos ou de branco ou de amarelo, numa praça perto de nós, sair à rua.
Como estas mulheres, fotografadas a 1 de Maio de 1974 por Eduardo Gageiro, tenhas partido ou não tenhas, espalha, que algemados já outra vez estamos.












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