Legalidade à moda de Braga

Ricardo-Rio-a-frente-da-Camara-de-Braga

Ludo Sousa

A propósito das recentes notícias sobre a implementação de um regulamento de controle de consumo de álcool aos trabalhadores da Câmara Municipal de Braga:
Dão a entender as notícias sobre o assunto que os sindicatos aceitaram a implementação do regulamento. Nada mais falso! O STAL emitiu parecer desfavorável que não foi tido em conta.
Refere também a notícia que os testes de álcool se encontram em vigor na AGERE e na TUB. Nada mais falso!
“Esqueceu-se” a comunicação social de dizer que um Administrador da AGERE foi, há anos, condenado a seis meses de prisão, remíveis a multa, por aplicação dos testes aos trabalhadores nos termos do regulamento, que é ILEGAL:

Aliás, o regulamento da CM de Braga viola a Lei (várias) em quase todo o seu articulado contraria todas as disposições/recomendações acerca deste tipo de regulamentos como forma de prevenção de controle excessivo de álcool e substâncias psicotrópicas nos locais de trabalho. É um regulamento proibitivo, penalizador e não preventivo. Feito para “tramar” alguns “por” encomenda!

Tenha vergonha a Câmara Municipal de Braga!
Tenha vergonha o senhor Ricardo Rio!
A autarquia de Braga não tem sequer um Regulamento de Saúde e Segurança no Trabalho!
A Autarquia de Braga tem uns estaleiros municipais pragados de Ratazanas!
A Autarquia de Braga tem os trabalhadores do sector operacional num estaleiro com coberturas de amianto, com infltrações, com tectos escorados para não derrubarem!

Haja VERGONHA!

Nota: sintam-se avisadas as autarquias que no Distrito de Viana do Castelo intentem tal proeza!

Estátuas que se inauguram em Braga

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Sim, é uma estátua de uma garrafa de Coca-Cola.
Tão ridículo e tão ridícula como a do cónego.

A Braga dos segredos de Batista da Costa

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Um “Encontro” ocultado, secreto, sem plateia, sem perguntas, sem respostas, apenas com jornalistas a segurar o microfone.

O administrador dos TUB Batista da Costa não tem tempo para responder a cartas registadas dirigidas à empresa municipal que administra mas – e é bom sabê-lo, – tem tempo para dar palestras em salas vazias. Com a conivência, claro, da imprensa da cidade.
Absolutamente mantida secreta e ocultada a conferência-monólogo que ontem “aconteceu”, o administrador da empresa municipal entende que os Transportes da cidade não são para serem debatidos: são para serem monologados.
Na melhor das hipóteses, debitados: o administrador debita, os jornalistas transcrevem.

Não há direito a perguntas. Os TUB não respondem a perguntas. O Batista da Costa manda dizer ao telefone que não responde a perguntas.
De positivo deste Encontro (há foto da plateia??) há a registar o facto de os autocarros virem, em breve a entrar no campus de Gualtar da Universidade do Minho, uma micro-cidade com umas 15 mil almas.

Como termo de comparação (e Braga é incomparável), o serviço concessionado de transportes urbanos CORGOBUS (Vila Real) entra no campus da UTAD desde a data da criação da empresa, 2004.
Já vamos com 13 anos de atraso.

É o autarca Ricardo Rio conivente com o silêncio em torno deste Encontro secreto, sem plateia? E porquê?

Braga às escuras

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António Ferreira

Braga, centro da cidade, 17h30m de sábado, 3 de Dezembro.

Já não é só a periferia que está votada ao abandono.
O centro da cidade, dita cidade do comércio, está como se (não) vê. As grandes superfícies comerciais continuam a proliferar enquanto o comércio tradicional definha na escuridão.
Acresce a isto a não existência de uma comunicação social independente na cidade. Os casos, os acasos, as situações avolumam-se e a vergonhosa classe de jornalistas dos dois diários da cidade olham para o lado enquanto assobiam e fotografam todas as inúmeras aparições do fotogénico Ricardo Rio, seu putativo patrão.
Foram precisos apenas 3 anos para a Câmara Municipal de Braga transformar a cidade numa amostra triste, gélida e escura daquilo que já foi.
Foto © Ana Silva

Mesquita Machado e Marco António Costa: duas medalhas, dois destinos

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Ricardo Rio, presidente da Câmara de Braga e destacado militante do PSD, produziu críticas muito duras ao anterior executivo da autarquia e ao seu ex-Presidente em particular, o socialista Mesquita Machado. Agora recusa atribuir-lhe a Medalha Municipal “Grau Honra”, sugerida pelos vereadores do PS em reunião do Executivo.

Pode discordar-se da posição de Ricardo Rio, mas não se lhe pode negar coerência política. O Presidente da Câmara de Braga, tem, como é óbvio, o poder de decidir quem condecora ou deixa de condecorar, e dadas as críticas que dirigiu ao seu antecessor, é natural que se recuse agora a atribuir-lhe uma Medalha, sendo coerente com as posições antes assumidas.

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