Trump, Chomsky e as línguas

Quem quer ouvir pintar em inglês do Mali?

— GNR

I’ll tell you what I want, what I really, really want
So tell me what you want, what you really, really want
I wanna, (ha) I wanna, (ha) I wanna, (ha) I wanna, (ha)
I wanna really, really, really wanna zigazig ah

— Elijah Wood (o original é este e eis um bónus)

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Segundo a versão do Politico («Without the US, the French would be speaking German»), Donald Trump terá escrito que, sem a intervenção dos EUA na Segunda Guerra Mundial, hoje em dia, os franceses estariam a falar alemão — como língua dominante no território francês, entenda-se. Já agora, fica aqui uma nótula informativa a indicar que a paisagem linguística do hexágono é extremamente complexa e interessante e, já agora, há vida francófona além do hexágono.

Adiante.

Com esta asserção do presidente dos EUA (a veiculada pelo Politico, a original encontra-se no chilreio), depreende-se que Trump não lê, não escuta, não ouve (ou — existe sempre esta hipótese — não concorda linguisticamente com) Chomsky. Há uns anos, perante a pergunta de  Al Page “porque é que a língua francesa é tão diferente da alemã?”, Chomsky criticou implicitamente o ‘tão’, retorquindo que Page estava a partir do princípio de que a língua francesa era diferente da alemã.

Além desta pequena provocação, deixo-vos uma linda imagem do sítio do costume, desta vez, sem fatos, sem contatos, mas com um belíssimo panorama de um aspecto que só tenho difundido em dias de Orçamento do Estado. Tradutores Contra o Acordo Ortográfico, obrigado pelo mote.

Efectivamente, ontem, no sítio do costume.

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A “colonização” angolana

vista pelo jornal Belga POLITICO.

Quem é quem no BANIF

O BANIF está insolvente. Mais uma vez se confirma que as relações a finança e a política são promiscuas e pouco claras.

O Desemprego é uma Oportunidade

E o trabalho liberta…

É absolutamente normal

Sócrates gasta 15 mil euros/mês em Paris. O ex-primeiro-ministro que anunciou aos portugueses as medidas de austeridade que afectam hoje tanto as famílias como todos os sectores económicos nacionais, vive na capital francesa, num apartamento de luxo com renda mensal de sete mil euros.

Correio da Manhã

Escritores do Chile – Volodia Telteibom

José Donoso: Volodia Teitelbom (17 de Março de1916 - 31 de Janeiro de 2008)

Há um escritor chileno, Jorge Marchant Lazcano, que teve a coragem de dizer: tengo poca opinión – o casi ninguna – sobre la actual literatura chilena, porque al pasar tanto tiempo fuera de Chile, en estos últimos años, he reducido mis lecturas nacionales. De cualquier forma, y aunque parezca una majadería, sigo creyendo que lo mejor de nuestras letras en el siglo XX ha sido José Donoso. Ningún otro escritor chileno supo captar la chilenidad desde tantos puntos de vista y convertir aquello en una profunda y dolorosa materia humana.

Escritor, dramaturgo e periodista chileno (9 de Março de 1950), a sua obra, vasta e articulada, virada mais para a política da direita chilena, mudou de rumo ao começar os seus estudos de jornalismo na Universidade do Chile em 1969. Filho de Jorge Marchant Montalva e María Ester Lazcano Cuevas, teve uma educação religiosa, conservadora e bastante formal, da qual se desligou, parcialmente, aquando do ingressar na faculdade. [Read more…]

escritores do Chile (texto final)

o dia do encontro com Volodia, por casualidade, na rua de Talca, Chile

17 de Março de 1916 – 31 de Janeiro de 2008

Há um escritor chileno que teve a coragem de dizer: Tengo poca opinión – o casi ninguna – sobre la actual literatura chilena,  porque al pasar tanto tiempo fuera de Chile, en estos últimos años,  he reducido mis lecturas nacionales.  De cualquier forma,  y aunque parezca una majadería, sigo creyendo que lo mejor de nuestras  letras en el siglo XX ha sido José Donoso. Ningún otro escritor chileno supo captar la chilenidad desde tantos puntos de vista y convertir aquello en una profunda y dolorosa materia humana.

O escritor que emite esta opinião é [Read more…]

Morreu Saldanha Sanches

Com 66 anos faleceu o conhecido fiscalista e político, activista dos anos 70, homem empenhado, preso várias vezes pela PIDE. Deixa viúva a aconhecida magistrada Maria José Morgado.

O Aventar e eu próprio, embora tendo sido adversário político, deixamos aqui a mainisfestação do nosso pesar .

Liberdade de expressão é monopólio de alguem?

É preciso saber o que é liberdade de expressão. Claro que é muito importante e faz parte da liberdade de expressão os jornais e outros meios da comunicação social terem liberdade para informar, dar opiniões, revelar casos que são do desconhecimento público. Mas alto lá, não acaba aí a liberdade de expressão.

Tão importante é a liberdade dos cidadãos, onde se enquadra a liberdade de expressão, nem mais nem menos que a dos jornalistas, aos quais não reconheço nenhum privilégio neste campo, bem pelo contrário, se há alguem que tem muitas culpas que a liberdade de expressão seja vista como uma quinta de maledicência são, justamente, os jornalistas.

Tal como Sócrates e o seu governo, o grande mal da comunicação social é  terem um déficite de credibilidade, já todos vimos muita notícia encomendada, muito estrume travestido de jornalismo.Dá impressão que o jornalismo não é criticável porque têm um poder enorme por serem lidos e ouvidos por milhões de pessoas. Isso não lhes dá direitos nenhuns , só deveres, de reserva, de transparência, do contraditório, não acusarem  pessoas que anos depois nunca foram acusadas de nada. A não ser assim metade do país andaria às voltas com a Justiça!

O que me faz ter vómitos quanto à personalidade do primeiro ministro é o mesmo que detecto nos jornalistas, o mesmo desprezo pelo país, pelos cidadãos, pela verdade, a verborreia ao sabor dos acontecimentos, a prepotência…

Mas se tiver que escolher entre um político eleito e um jornalista assalariado escolho o político, a este posso tirá-lo do lugar noutras eleições, posso ir para a rua gritar contra, mas em relação aos jornalistas nada posso fazer, só estar atento para apoiar os poucos jornalistas dignos desse nome!

Liberdade de expressão não é os jornalistas dizerem o que lhes metem nas mãos, andarem a conspirar ao estilo socrático, não fazerem o seu trabalho. Liberdade de expressão é cada um de nós dizer o que bem entende sem difamar, reconhecer o limite onde começa o direito dos outros.

Atiramo-nos a Sócrates porque ele e o seu governo querem limitar a nossa liberdade e apoiamos os jornalistas que querem fazer o mesmo? Os mesmos jornalistas que entregam a carteira no sindicato, vão para assessores de um qualquer governo e a seguir voltam para os jornais, campeões da liberdade de expressão?

Não, obrigado!