Boas e más companhias no MPI: Um pedido de desculpas

Há alguns dias, escrevi aqui que era lamentável o aproveitamento político-partidário que estava a ser feito do Movimento pela Igualdade, que está a promover o livre acesso ao casamento pelos casais do mesmo sexo. Disse também que os promotores deste Movimento tinham conseguido colocar no núcleo inicial de subscritores cinco dos dez primeiros candidatos do PS às Europeias. Isto, por incrível coincidência!, em vésperas das Eleições.
Repito tudo o que então escrevi. Não é admissível, a sete dias de umas eleições, conseguir meter como núcleo subscritor de um Movimento metade dos candidatos da lista de um determinado Partido concorrente a essas eleições. O mesmo foi feito, de resto, na forma como se colocaram os três primeiros candidatos da lista do BE, ostracizando quase completamente o Partido Comunista.
Se queriam mesmo que essas pessoas fizessem parte do Movimento, faziam a apresentação pública depois das eleições. Não era por duas semanas que os «gays» iam deixar de se casar no futuro.
O que me faltou dizer nesse «post», digo-o hoje. O Paulo Jorge Vieira convidou-me a mim e a muita gente mais. E como é óbvio, não tem nada a ver com esta vergonha que se passou dentro de um Movimento onde há gente que quer a todo o custo, e percebe-se por quê, colar o PS à iniciativa. Guinar à Esquerda em vésperas de eleições, através das causas «fracturantes» que antes se rejeitaram, é uma estratégia inteligente.
Mas dizia eu que o que me faltou nesse «post» foi dissociar o Paulo Jorge Vieira de tudo o resto. O Paulo Jorge é puro e os seus objectivos são e sempre foram contribuir para um movimento com todas as suas forças. Não é político e não quer fazer política. É, apenas e só, o Paulo Jorge Vieira. Um amigo que, nesta questão, até não concorda nada comigo.
É por isso que lhe devo um pedido de desculpas. A ele e a mais ninguém.