Campanha eleitoral falhou, agora votemos

Boas noites,
pergunto, permita-me caro leitor, de forma clara: a campanha eleitoral que neste preciso momento terminou, serviu para quê?
E a pergunta faz sentido porque de tão óbvia, parece inútil. Mas, pensemos!
Uma campanha eleitoral é um momento em que os partidos ou movimentos se apresentam ao eleitorado com o objectivo de apresentar propostas e de receber, em troca, o seu apoio. Obviamente, palavras sábias as de Louça, que costuma dizer que o voto não é do político, é do cidadão. Claro. E talvez por isso, no próximo Domingo tantos portugueses vão optar por ficar em casa – porque sendo donos do seu voto não conseguiram encontrar nenhum político a quem o entregar.
Quer pela ausência de propostas, quer pelo grau zero de discussão política que houve, atribuo o nível Maria de Lurdes a esta campanha.
O troféu Valter Lemos para o pior da Campanha vai direitinho para a tentativa do Sr. Moreira em associar o PSD à roubalheira nos bancos.
O troféu Jorge Pedreira vai direitinho para os sonhos do Dr. Paulo Rangel – a ele, que ninguém o pára!
E o pior dos piores, o prémio José Sócrates ao próprio!

Perante tudo isto permitam-se a contradição – só nos resta uma atitude! VOTAR!

Comentário genial ao João Galamba

Na Jugular, diz o comentador Rui Lima:
«Diferença abissal entre o BPN e o Freeport:
BPN – dinheiro privado!
Freeport – dinheiro público!»
O João Galamba tem razão. Não há analogia possível!
PS: É preciso ler os textos “Vamos Brincar às Analogias” e ” BPN e Freeport, alegadamente diferentes”.

Disseminação de boatos…

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Existe um tipo de “notícias” que deixam no ar a dúvida se são boatos, pura invenção para ocupar aquele espaço vago na paginação do jornal ou porque não havia nada para dizer e tem que se dizer alguma coisa:

Correio da Manhã – 26 Maio 2009 – 15h23
Supostamente responsável pelo sector de comunicação internacional da rede terrorista
– Polícia brasileira detém líder da Al-Qaida

A Polícia Federal brasileira informou esta terça-feira a detenção de um alegado membro da alta hierarquia da rede terrorista Al-Qaida, supostamente responsável pelo sector de comunicação internacional da organização terrorista, em São Paulo.
Ainda não foram avançados detalhes da operação sigilosa, resultado de uma acção iniciada há cinco dias, com a participação de agentes do FBI dos Estados Unidos. A Polícia não avançou se o suspeito detido planeava acções terroristas no Brasil.”

Eu interpreto assim: Um desconhecido, alegadamente ligado à Al-qaeda, supostamente um dos líderes, provavelmente responsável pela comunicação do grupo, que não se sabe se ia fazer alguma coisa, foi preso no Brasil com ajuda do FBI, mas não se sabe como. Palmas para o Correio da Manhã. Palmas para as não-notícias. Não entendo isto. Provavelmente esta “notícia” morre aqui, à nascença. Com alguma sorte, daqui por seis meses, corre o boato que o FBI tem o Bin-Laden preso em segredo no Brasil! E nunca ninguém irá perceber como nasceu.

Os boatos sempre me intrigaram. Segundo o Dicionário Koogan Larousse, boato é uma notícia falsa ou uma notícia não confirmada sem origem conhecida que cai em domínio público. Num mundo notoriamente evolucionista que pôs de parte as teorias da geração espontânea, o boato é assim um facto inexplicável. Até certo ponto, diga-se, porque em alguns casos a origem da disseminação de um boato torna-se conhecida. Notei isso há pouco tempo, quando li que o conselheiro de Gordon Brown para a imprensa, se demitiu devido à disseminação de boatos. O ilustre desconhecido Damien McBride fabricou uma série de notícias com sexo, drogas e vídeos, envolvendo o líder dos Conservadores, David Cameron, que teria a imprensa como destino final. Segundo o Expresso, a coisa correu mal, porque o blog Guido Fawkes denunciou a situação quando interceptou os e-mails com os boatos anexados. Os blogs como up-grade ao 4.º Poder! O boato sempre conseguiu ver a luz do dia, mas foi para o sítio errado! Afinal, está sempre alguém atento… é o outro lado do Big Brother…
Admira-me a nossa comunicação social não ter dado grande cobertura a uma situação destas, visto hoje em dia se falar tanto em “campanhas negras” criadas com intuitos políticos, denúncias anónimas, fabrico e manipulação de informação, atraso ou retenção de notícias e afins. O próprio Gabinete da Propaganda do Governo poderia ter aproveitado a oportunidade para vir a público dizer: “Estão a ver? A nós fizeram-nos o mesmo! Eles inventam coisas e mentem sobre o Freeport e outras calúnias, só para nos prejudicarem, mas é tudo falso! É uma cabala montada contra nós!” Bem, já perderam a oportunidade para isso! Deviam estar mais atentos. Ou então não é mesmo nenhuma “campanha negra”! Agora estamos em eleições, por isso há que ser sério e não se deve falar destas coisas. É a chamada altura de tréguas e respeito eleitoral no que respeita a boatos.

Se bem que Vital Moreira criou o boato da criação de um Imposto Europeu. Em que moldes? Vamos pagar mais? Sim? Não? Como é que vai ser? Não se sabe. Quando ele souber, avisa-nos. E Almeida Santos vai até ao Imposto Mundial. Será que já está a ser “criado” um Imposto Mundial? Um Imposto Europeu? Será que isto são só boatos? Gostava era que não existissem tantos boatos…

Os boatos preocupam-me porque são o resultado de más intenções embrulhadas na mais pura falta de informação. A força de um boato resiste precisamente na combinação destes dois factores: (muita) intenção e (pouca) informação. Não contando com o boato de fim-de-rua, que se gera por vezes sem intencionalidade, os boatos “grandes”, os políticos, os da alta-finança ou os empresariais são fabricados obviamente com objectiva intenção de servir um qualquer propósito. Os boatos são o fumo de escape de um motor de manipulação em movimento. A comunicação social como principal meio divulgador da informação tem um papel importantíssimo neste processo. Dando-lhe força, ou enterrando logo ali o assunto. Arrisco afirmar que a quantidade de boatos que circulam na opinião pública são um barómetro para avaliação da qualidade da comunicaçao social e num aspecto mais geral, da própria sociedade. Hoje em dia, tudo se sabe, mas com contornos muito pouco definidos, ou seja, sabe-se muito pouco ou nada. Neste momento, correm imensos boatos em Portugal, a todos os níveis da sociedade, o que me parece ser um sinal muito mau do estado geral do País…

Mas fica a grande dúvida: será mais positivo termos pouca e imprecisa informação ou nenhuma informação?

O caso Beltrónica

Há dois dias, publiquei um «post» com o título «O Banco Efisa, a Beltrónica e o ex-Secretário de Estado do PS». Ontem, no Blasfémias, Carlos Abreu Amorim perguntava-se se seria verdade.
Soube deste caso quando navegava pela net em busca das «ligações perigosas» de «figuras gradas» do PS com a Banca, nomeadamente o BPN e o BPP. A certa altura, deparei-me com o blogue «Mistura Grossa», escrito por Fernando Rocha, alguém que dá a cara e o nome e que é funcionário da Direcção-Geral das Contribuições e Impostos.

O BPN e o Freeport alegadamente diferentes

O João Galamba, na Jugular, recusa-se a comparar o caso BPN, que pertence à esfera de pessoas perto do PSD, com todos os casos que pertencem à esfera de pessoas que estão perto do PS!
Quanto ao caso Casa Pia, o nojo é de tal ordem que se recusa a fazer comentários!
Tem razã! O caso Casa Pia devia ter proporcionado uma limpeza geral em todos quantos se aproveitaram sexualmente das crianças. Há muitos socialistas que não se livram das suspeitas, mas não há provas concludentes e nenhum foi considerado culpado em tribunal.
No caso Freeport há arguidos e muitas suspeitas sustentadas por documentos, declarações e um DVD. Além disso, há provas de que foram cometidos delitos quanto ao ambiente e à ocupação de terrenos protegidos, tudo numa fase da governação final do governo socialista. Com facilidades inusitadas e a uma velocidade incomum.
Há, pois, crimes, só não sabemos se o Ministério Socialista do Ambiente na pessoa do actual Primeiro Ministro, recebeu ou não luvas.
A polícia Inglesa investiga e está convencida que sim!
Há crimes no concurso do Aterro da Cova da Beira, só não sabemos se o Ministério Socialista do Ambiente na pessoa do actual Primeiro-Ministro recebeu ou não luvas. Foi investigado!
Este caso até está em Tribunal e José Sócrates viu o seu processo arquivado. Foi chamado a testemunhar por escrito.
Afinal, qual é a diferença para o BPN? Dias Loureiro não foi constituído arguido, e ao que se sabe, ninguém conotado com o PSD.
A diferença é que nos casos socialistas (para usar a terminologia de Vital), estão envolvidos familiares do Primeiro-Ministro, amigos, um seu professor que tem currículo. Envolvido um Magistrado que é Presidente do Eurojust e que está sujeito a inquérito disciplinar por ter sido acusado, por colegas seus, de pressões para encerrar o caso Freeport!
Lopes da Mota, não esqueçamos, é militante socialista e já foi investigado no caso Fatinha de Felgueiras. Além disso, ocupa um lugar internacional pela mão de um partido socialista e a sua manutenção depende tambem do governo actual.
Os casos existem realmente todos, alegadamente é que estão todos sob suspeita!
O Dias Loureiro é que, com um bocado de vergonha na cara, pediu a renúncia do cargo sem prova nenhuma apresentada em Tribunal.
O João Galamba é capaz de ter razão. Não há aqui comparação possível!

Menos é mais

david_img18a_400 David, Miguel Ângelo

Pode parecer estranho mas foi de Mies van der Roeh que me lembrei quando li a curta história de Konstantin. O arquitecto germano-americano foi o grande defensor do minimalismo na arquitectura , optando por linhas simples e claras, sem artefactos. Ficou famoso pela descrição que fez do seu trabalho e das suas opções estéticas: “Less is more” (Menos é mais). A frase pode parecer contraditória mas exprime na perfeição as opções do minimalismo.

Konstantin, conta a revista russa “Life”, preferiu complicar. O cidadão russo, senhor de um pénis de 15 centímetros quis mais. Foi, em Fevereiro, a clínica de Moscovo e aumentou o tamanho do seu membro viril em 10 centímetros, passando para os 25. Ao contrário do que esperava, a reacção das mulheres com quem quis confraternizar não foram positivas e Konstantin quis voltar atrás.

Um mês após a primeira cirurgia, regressou à clínica para reverter a operação. Os médicos dizem que não pode ser, tem de esperar seis a oito meses para fazer nova operação, esperando que as coisas corram bem.

Konstantin foi movido pela ganância sexual. Quis mais que aquilo que a natureza lhe deu e arrependeu-se.

Mandam as ‘regras não escritas’ do mundo dos blogues que esta história tenha de terminar com uma lição de moral, como as fábulas que inventaram no passado para transmitir valores às crianças. Não me lembro de nenhuma lição. Muito menos de carácter político ou social.

Opto apenas por lembrar, de novo, Mies van der Roeh e mais uma das suas máximas que são verdadeiros tratados filosóficos: “Deus está nos detalhes”. O arquitecto era, de facto, genial.

António Vitorino aceita voto em branco

Em artigo de hoje no DN, António Vitorino (AV) manifesta abertura ao voto em branco, condenando, em contrapartida, a abstenção. Se a autoria do artigo não fosse de um destacado membro do “establishement” do Partido Socialista, que de forma pública e semanal exprime, na RTP, louvores à governação de José Sócrates, eu acharia estar diante de uma tomada de posição isenta e natural. Porém, é justamente a contradição entre aquilo que AV sempre tem afirmado e o texto que agora escreve que me causa uma grande interrogação.

Efectivamente, parece-me legítimo duvidar tanto da sinceridade da declaração como do estado de alma que leva o ex-comissário europeu, nesta fase, a defender o menor dos males. Imagino que Vitorino prefira intimamente o voto em branco ao voto em qualquer partido adversário do PS nas europeias; e nesta lógica, argumenta: “o voto em branco exprime com maior clareza a vontade de participar, mas a rejeição das alternativas”.

AV, provavelmente, terá motivos para desconfiança nas projecções do socialista e socrático Rui Oliveira e Costa. Eu também desconfio, sobretudo depois de ter sido sistematicamente ludibriado pela Eurosondagem nas presidenciais. Publicitou sempre percentagens muito divergentes dos resultados efectivos de Manuel Alegre e Mário Soares – Oliveira e Costa era apoiante deste último.

A confiança nas pessoas e nas instituições é um sentimento de enorme fragilidade. Uma vez quebrado, é difícil recuperá-lo. E, melhor do que eu, AV disporá de informação conducente a cepticismos. Vamos esperar para ver. Como no desporto, fico-me pela verdade de La Palisse: ‘no fim do jogo, direi o resultado’.

O "abraço" de Menezes

Já teve as oportunidades todas vá lá saber-se as razões. Como secretário-geral, um desastre absoluto, aguentou um par de meses.
Não lhe chega a Presidência da Câmara de uma das maiores cidades do país. Pega-se com o colega da cidade do outro lado do Rio. Odeia o Rio que o separa e mais ainda a ponte que os une.
Mas nunca tem culpa de nada. Qual “calimero” passa a vida a chorar. Sempre de mal consigo e com os outros, incapaz de um momento de lúcidez que o leve a apoiar quem já fez muito mais do que ele.
Lá esteve a fazer o número para as camaras, o apoio sem entusiasmo, logo seguido do abandono puro e simples do candidato do seu partido.
Com um ego do tamanho dos armazéns do vinho do Porto que ,placidamente, se encostam ao rio, e que afinal são de Gaia, este homem não perde uma oportunidade de dizer mal, de querer mal.
O PSD deu-lhe tudo, o que foi uma pena, porque se perdeu um pediatra e não se ganhou nada, ou antes, ganhou-se um político em tudo igual aos outros.
Mas vai continuar a chorar, atirar as culpas para cima de tudo e de todos,
como se o partido tudo lhe deva e ele nada deva ao PSD.
A ingratidão é um sentimento muito feio!

SNS – Saúde para todos


Bloco Operatório da Maternidade Júlio Dinis (Porto)

LISTAS DE ESPERA EM CIRURGIA

Colaborando com uma instituição hospitalar, tenho conhecimento que foi proposto ao Ministério da Saúde a realização de umas dezenas de cirurgias para recuperação de atrasos. A resposta é que é necessário poupar meios financeiros para se poder percorrer esse caminho.O da recuperação das listas de espera.
O parque instalado, em instalações, equipamentos e meios humanos é
suficiente para responder ao esforço de recuperação das listas de
espera. É preciso mais dinheiro para pagar mais horas de trabalho às
equipas médicas e cirurgicas.
Uma das hipóteses é aumentar a rentabilidade das equipas cirurgicas
existentes no SNS.A outra hipótese é pagar aos privados. Como a primeira hipótese não é exequível a curto prazo resta a segunda.
Sabemos pela imprensa que há doentes que enchem aviões para serem
operados em Cuba! E ali na zona da raia os portugueses fazem-se operar em Badajoz e em outras cidades espanholas.
E nada disto é gratuito. Bem pelo contrário, o bilhete de ida e volta a
Cuba paga várias operações às cataratas ou às varizes. Então porque não se concretizam acordos, não se articulam interesses privados e públicos para responder ás necessidades dos doentes?
Na minha opinião, porque quem opera na pública tambem opera na
privada, havendo aqui um conflito de interesses insanável.
Uma das hipóteses que se explorou foi autorizar os médicos de um determinado hospital poder utilizar as instalações,a troco de uma renda,para operar os seus doentes privados.
Julgo que esta solução levantou questões éticas e não vingou.
Tinha algumas vantagens como seja o médico trabalhar com a sua
equipa a que está habituado, bem como o bloco operatório, e não perder tempo em viagens entre hospitais.
Estou em crer, que a solução passará por acordos com a privada, a preços que leve em conta a rentabilidade de equipas que constituem custos de estrutura e, a exclusividade do vínculo das equipas do SNS, com uma remuneração assente em objectivos negociados!
Há, naturalmente, operações que são muito caras devido ao material
utilizado. Nestes casos o que será necessário é que os utentes que pagam seguros de saúde privados não sejam “empurrados” para o SNS! E se “empurrados”, os seguros devem pagar !

No meu aniversário

A julgar pela estruturação etária convencional, restam-me dois anos de juventude. Agora que a contagem decrescente se acelera e começa a provocar as primeiras vertigens, cabe-me listar os grandes feitos de juventude que ainda me estão por acontecer. Uma volta ao mundo, a grande experiência iniciática, uma epifania?
E que dizer do caminho já feito? O infame primeiro cabelo branco já se anunciou há muito, e não veio só. Já não creio na invencibilidade do corpo. Do tabaco já só guardo a memória de alguns cigarros nocturnos, os que vieram preencher silêncios. Faço a cada dia o meu luto, cada vez mais leve, pelos cigarros que já não fumo, e contento-me com a recém-adquirida capacidade de subir escadarias intermináveis sem claudicar.
Elegi novos mandamentos: o trabalho não é tudo; o protector solar é um aliado; nem sempre as oportunidades se repetem; também é possível escrever de manhã.
Conheço a fragilidade do instante. Desfruto dos benefícios da memória, dos seus consolos e das suas armadilhas. A eternidade tem os seus embustes, mas aceitemos o que nos oferece.
A cada aniversário reencontro as esperanças guardadas em velhas caixas de cartão no sótão imaginário da minha memória. As expectativas, os impulsos de mudança, as aspirações improváveis e aquelas que parecem ao alcance dos dedos.
Quais as esperanças vãs e quais aquelas que apenas requerem um pouco mais de esforço? Em dias como este, alinhavam-se planos para deixar para trás tudo aquilo de que já não precisamos, largar lastro para seguir caminho com renovada resolução.
Guiados pelas estrelas, pelo vento, pelo canto dos pássaros ou por essa bússola interna que resiste a todo o desnorte, aí vamos.

Sondagens

São como o Natal – é sempre que o Homem quiser!
Viva a Matemática.
Já agora, quem paga as sondagens? Os jornais?

Europeias: CDU ultrapassa Bloco de Esquerda

Da arruada de ontem da CDU, no Porto, registe-se a enchente que se verificou e que até fez esquecer a azeda troca de palavras entre Ilda Figueiredo e uma transeunte que vociferava contra os políticos em geral.
No último dia da campanha, ficamos a saber que, na sondagem realizada pela Universidade Católica para o JN, para além do empate técnico entre PS e PSD, a CDU ultrapassa o Bloco de Esquerda como terceira força política, passando de 7 para 11% nas intenções de voto.
Ao que parece, a mensagem de Ilda e Jerónimo está a passar, pondo em causa o tal voto útil que aqui defendi. Os dois Partidos de Esquerda, juntos, chegam aos 20%.
Quanto a Francisco Louçã, que disse que só discutia com PS e PSD, parece ter falado cedo demais.

O "beijo" de Passos Coelho

Passos Coelho saiu do remanso do seu “fare niente” em termos partidários para ir dar o “beijo de Judas” a Rangel.
Juntou a vítima com as televisões e ali osculou o PSD garantindo que não pode haver outro resultado que não ganhar as eleições.
Como mais tarde Ferreira Leite sublinhou, “outro resultado que não ganhar” não existe em Democracia.
Há ganhar, perder e empatar!
Só não perde quem, como Passos Coelho, nunca foi a eleições nacionais. Foi sempre eleito em listas com um cabeça de lista de um partido que lhe garantia um lugar de deputado bem remunerado. Se lá não estivesse era igual, os votos seriam os mesmos.
Mas o mais terrível disto tudo é o que este homem, que até parecia ser uma alternativa de políticas no PSD, pensa dos eleitores. Julgará ele que ganhou um voto que seja ? Que alguem apreciou a “filha de putice”? Que alguem se esquecerá do que é capaz de fazer? Mesmo que venha a ser secretário-geral do PSD?
Só há duas espécies de pessoas que alcançam os cumes. As que rastejam e as que voam!
Passos Coelho já escolheu!

Eleições Europeias:

Antigamente não perdia uma destas por nada deste mundo. O José Freitas bem sabe que era assim. Arruadas, almoços, jantares, debates, comícios e outros “santoinhos” da campanha eleitoral.
A carne e o lombo assado eram uma das minhas companhias. Fosse com batata assada ou com arroz branco pegajoso. O que importava era enganar a fome e preparar as forças para o resto da caminhada. Vejam lá, até corri o país de lés a lés. Ainda imberbe e sem carta, palmava sorrateiramente o VW Polo dos papás só para participar nas caravanas. Antes ainda, na pré-adolescência, participei no “roubo” de uma camioneta de passageiros da Resende só para um comício no Palácio de Cristal. O condutor, o falecido e saudoso amigo Pedro Resende, tinha uns 15 anos mas guiava a carripana como poucos. Era no tempo em que se colava cartazes e colocava pendões. Depois veio a profissionalização da coisa e assim se perdeu metade da piada.
Aos gritos de P-P-Dê-P-S-D e noutra fase P-P, P-P, com regresso a casa mas já no tempo do P-S-D, P-S-D. Lembro o “Sá Carneiro amigo, o Povo está contigo” tinha eu 6/7 anos e o “Prá frente Portugal com o Freitas do Amaral” e ainda “Cavaco vai em frente tens aqui a tua gente” sem esquecer o “Para o que der e vier temos Lobo Xavier” rapidamente alterado: “Para o que der e vier não contes com o Xavier”.

Agora só obrigado participo. Foi o que aconteceu hoje. Para fazer a vontade à patroa e cumprir, tardiamente, a minha obrigação para com o Aventar, rumei à Fundação Cupertino de Miranda para o jantar com o Paulo Rangel. Felizmente, eram tantos e tantas, mas mesmo tantos e tantas, que não consegui passar da porta. Só consegui ouvir qualquer coisa sobre Sá Carneiro e o Porto. Por isso, peguei na “Maria” e toca a pousar o rabo numa cadeira da cervejaria “Dupark” mesmo ali ao lado. Que delícia de presunto e magnifico bife!
Pois, ficou o Aventar a perder. É que eu, agora, só se for eleições locais. As restantes não me dizem nada, não há um só líder que me chame, que me faça correr a minha rua quanto mais…