“Habemos Mister no SLB”

O Benfica comunicou esta tarde à CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários) que chegou a acordo com o Braga para a contratação do treinador Jorge Jesus. O clube benfiquista vai pagar 700 mil euros.

G8-Min.Finanças de 13-06-2009: a crise continua

Hoje chegou a oportunidade de exprimir opiniões sobre a reunião e o documento emitido pelos Ministros das Finanças do G8, reunidos em Lecce, Itália, no passado dia 13 de Junho, http://www.g8.utoronto.ca/finance/fm090613.pdf.

O argumento central, usado no documento, é de que “há sinais de estabilização nas nossas economias, incluindo a recuperação das bolsas, um declínio dos ‘spreads’ das taxas de juro, melhoria nos negócios e na confiança dos consumidores”; porém, logo de seguida adverte: “mas permanece a incerteza e significativos riscos subsistem para a estabilidade económica e financeira”. Com estas palavras, e depois da leitura integral do texto, fico céptico quanto à possibilidade de se vencer a crise nos tempos mais próximos. Ainda mais porque, ao longo do documento, os Ministros de Finanças repetem uma série de intenções que já tinham sido manifestadas pelo G20 e as quais, ao que se percebe, ainda se encontram por concretizar. Sobretudo, as medidas de regulação a nível global, das quais é objectivo essencial a concretização de políticas de extinção ou, pelo menos, de rigoroso controlo dos fluxos financeiros de e para os paraísos fiscais.

Deixando, por ora, a tão debatida política nacional, é penoso saber pelo G8 que o desemprego poderá continuar a aumentar. Para mim, só se iniciará recuperação quando os populosos exércitos dos chamados ‘cadáveres da economia’ começarem a ser consistentemente ressuscitados, em vez de aumentados. Os sinais de estabilização referidos pelo G8 não me suscitam confiança nesse sentido. Sobretudo porque, em contrapartida às intenções, há realidades inquietantes: mais 532.000 desempregados em Maio nos EUA; o PIB do Reino Unido manter-se-á negativo durante 2009 (e de outros países também, segundo a OCDE); a GM vai mesmo falir e será a maior falência da história económica norte-americana; os lucros da banca em Espanha caíram mais de 20% no 1.º trimestre e houve nova subida no crédito mal parado. E fico por aqui.

À semelhança do que se diz dos chapéus, intenções há muitas e uma delas preocupa-me: confiar no FMI como actor crucial para vencer a crise. Se o Fundo Monetário Internacional prosseguir as políticas de sempre, baseadas em parte no pressuposto estafado de que os mercados, só por si, geram eficiência (Joseph Stiglitz), sentiremos na economia real que os resultados não reflectirão os presságios do texto dos Ministros das Finanças do G8. De facto, sem mudanças globais a nível das políticas e das acções do FMI, Banco Mundial e Organização Mundial do Comércio, a mera estabilização das economias, que se situa muito aquém da recuperação, não passará de uma miragem.

Por último uma observação: se a União Europeia continuar a falar – e a falhar – a diversas vozes, Portugal, já de si depauperado, não parará de se vergar à crise. Veremos os episódios seguintes. Oxalá esteja a ser pessimista.   

Professores: entregar ou não a Ficha de Auto-avaliação? (ii)

No post anterior procurei situar as diferentes opiniões que tem surgido: temos professores a assumir individualmente que não vão entregar, outros a assumir que entregam, apresentando um texto de protesto e, certamente, muitos que ainda nem sequer pensaram no assunto.

Vamos então à questão central: porque é que estamos a falar disto?
Porque entre Nós, Professores e Educadores, é clara a intenção de manter a luta contra esta equipa e as suas ideias (e práticas, claro). Ou seja, ninguém está a pensar fazer isto porque simplesmente não quer ser avaliado. Este tipo de posição só faz sentido num quadro mais amplo de luta que todos temos vindo a desenvolver há alguns anos.

Da primeira questão decorre uma outra: mas será esta a melhor forma de o fazer ou, de outro modo, uma forma interessante ou adequada de o fazer?
Eu diria que não.
Apenas e só por uma razão: não vai ter a adesão dos professores. Eu percebo que quem assume que não vai entregar diga que não está a pedir a ninguém que se junte a eles. Mas, no caso de o fazerem, serão bem-vindos. É, também esta, uma posição acertada.
Dirão que não tenho nenhuma sondagem para saber que isso vai acontecer. Sim, é verdade. Mas, todos sabemos que as sondagens valem o que valem… Mas, o que se passou com a entrega dos objectivos não é uma ENORME sondagem?
Se… cinquenta mil resistiram a algo que não era obrigatório e que não tinha quaisquer consequências, desses, quantos irão resistir a não entregar a FAA?
Repito: não desconsidero os colegas que assumem esta posição de força – antes pelo contrário: tenho sincera inveja da força que mostram. Tenho pena de não a ter.
Mas… além dessa fortíssima posição e da coerência que mostram, a iniciativa vai ter apenas uma utilidade: esta, a de provocar o debate.
Não vou em simplismos Nós e Eles, os Sindicatos e os movimentos, os Blogs e os que não blogam. Em todos estes grupos (???) há gente a partilhar pertenças… E todos com uma ideia comum… vocês sabem do que é que eu estou a falar.
Estou convencido que nas eleições europeias Sócrates e Maria de Lurdes tiveram uma primeira resposta, para a qual muito contribuíram os professores. Não acredito no PSD e muito menos acredito em Manuela Ferreira Leite e Paulo Portas juntos… mas isso é um problema para resolver depois.
Vendo a “coisa” apenas como Professor, diria que o PS tem que perceber, ainda mais, que não pode continuar com estas políticas na área educativa – se for preciso estar novamente nas ruas de Lisboa para a 5ª manifestação a uma semana das Legislativas, lá estaremos. Aliás, estou convencido que seria excelente esta forma de arrancar o ano lectivo: uma nova manifestação no primeiro Sábado depois de começarem as aulas: todos juntos outra vez – os que entregaram tudo, os que não entregaram nada e os que entregaram só uma das coisas. TODOS JUNTOS! SEMPRE!
Professores na Manifestação do dia 20 de Maio

O alívio do BPN

vitor_constancio

A tarde de hoje permitiu-me um suspiro de alívio. Preocupado que ando com as contas da economia nacional, saiu-me um peso das costas. Não todo o peso, mas algum. Nos tempos que passam, já não é mau.

O Governador do Banco de Portugal fez as contas e informou-nos, via Assembleia da República, que “as fraudes no BPN são inferiores a mil milhões de euros, uma verba bastante afastada dos 2550 milhões de euros dos empréstimos que a CGD fez ao BPN”.

Bastou esta frase para ganhar o dia e atirar-me, com um sorriso de orelha a orelha, para o sofá, de braços abertos e a exclamar um potente “Ufa!”. Estou mais descansado. Confesso que ignorava esta boa nova.

Afinal as fraudes não são assim tão graves. Devem rondar apenas uns mil milhões de euros. Assim sendo nem percebo tanto espalhafato. Para quê comissões de inquérito, investigações financeiras, nacionalização de um banco, detenção de um ex-presidente da administração? Como diria William Shakespeare, tanto barulho para nada.

Confesso que nesta audição parlamentar nem tudo foram boas notícias. Quanto Vítor Constâncio garantiu que o valorzito insignificante em causa vai parar a um “banco mau”, tremi. Já não bastava ter o BPN, o BPP e outros, de que não conhecemos a real situação, e ainda vamos ter um banco mau, com activos tóxicos.

Andam muito calados…

  

E se… Jorge Jesus no Porto

E se o Pinto da Costa tivesse um acordo com o Braga e Jorge Jesus para daqui a um ano o mister ir para o Dragão?
E se o acordo com Jesualdo tivesse sido pensado apenas para um ano e depois dos acontecimentos tiver sido alterado para dois?
E se o Jesus tivesse roído a corda ao PC e tivesse escolhido o BENFICA?
E se as exigências (legítimas) do Braga estiverem relacionadas com isto tudo?
E se?

É chantagem ou ameaça?

O PS no seu desespero, já começou com a cantilena habitual. Ou é Sócrates ou o caos!
Teríamos gostado de ver, por actos e resultados, a prova que confirmassem estas palavras. Mas a verdade, é que o país ao fim de onze anos de governos socialistas (nos últimos catorze) está mais pobre e mais injusto!
Todos os índices sociais e económicos o mostram, incluindo os de instituições nacionais, porque as instituições internacionais há muito que o previam.
Por isso, aquelas palavras cheiram mais a ameaça do que a chantagem!
A chantagem já foi ensaiada nas eleições europeias mas o pessoal não está para aí virado, já percebeu que caos já temos nós.
Mas a ameaça pode fazer efeito!
E se os “pagantes” das obras em derrapagem permanente, dos negócios para os grandes grupos económicos onde pontificam os amigos, da pressa com os megaprojectos que não convencem ninguem, levarem a sério a ameaça?
E se o cenário de continuarmos a empobrecer, a divergir dos países parceiros da UE, é de tal forma negro que o levamos a sério?
Temos é um pobrema. É que ao contrário de Mário Soares, Guterres e Durão, não vamos conseguir arranjar um lugarzinho para Sócrates lá fora!
É que ninguem o quer!

Falando de democracia: Sobre homofobia (II)

(primeira parte aqui)

Um par de pessoas do mesmo sexo deve ter os mesmos direitos perante a Lei que um casal heterossexual, o que não significa que seja igual. A diferença biológica é evidente e determinante – casamento é entre pessoas de sexos diferentes. A união entre pessoas do mesmo sexo, devendo, por razões óbvias, ser contemplada no plano jurídico, não é um matrimónio; será um acordo, um pacto social, o que se queira, desde que salvaguarde os legítimos interesses dessas duas pessoas. Sobretudo não concordo que casais de homossexuais tenham o direito de adoptar crianças. As crianças (cujos direitos devem estar acima de tudo), elas sim, têm direito a ter um pai e uma mãe, não dois pais ou duas mães ou, o que é mais grave e mais provável, duas pessoas que não são, em duplicado, nem uma coisa nem outra. As crianças devem ser protegidas e pô-las a viver sob a tutela de duas pessoas que, pese embora a pureza dos seus sentimentos e a bondade das suas intenções, têm uma orientação sexual que não é a que a Natureza impõe, é, perante seres que absorvem tudo o que apreendem do ambiente em seu redor, uma boa maneira de fazer proselitismo da homossexualidade, mesmo que não seja essa a intenção. E não me venham com sentimentos «maternais» ou «paternais». Se querem derramar o excedente de afecto que lhes fica da sua relação, adoptem um cão. Considero a questão do casamento entre gays de somenos importância, discordo, mas nada me incomoda que tal lei seja aprovada, no que diz respeito à adopção de crianças, penso que estes governos (PS ou PSD) podem aprovar o que entenderem. Não têm é o direito de brincar com o futuro das crianças, por mais votos que isso lhes traga.
*
Em suma, não nos devemos nunca esquecer que gays e lésbicas, tal como as testemunhas de Jeová ou os democratas-cristãos, pertencendo a grupos minoritários, não são seres anómalos ou perversos e, por isso, não devem ser discriminados, muito menos perseguidos. O direito à diferença (em matéria de crença religiosa, de opção política ou de orientação sexual) é inalienável. Porém, não queiram impor às maiorias os interesses de uma minoria. Devemos respeitar sempre as minorias. A menos que essas minorias, considerando-se detentoras de verdades absolutas, se queiram transformar em líderes e condutoras das maiorias. E isso está errado e não pode aceitar-se, quer se esteja a falar de elites fascistas, de seitas fundamentalistas ou de lobies de gays. A democracia deve imperar sempre, em todas as circunstâncias, protegendo as minorias de maiorias despóticas e as maiorias de minorias iluminadas. A democracia, na versão em que a conhecemos, vem tolerando tudo, aceitando tudo, mesmo o que sendo anti-democrático constitui um perigo para a essência do sistema. Mais do que benevolência e tolerância, que são sentimentos louváveis, parece-me que se deve falar de laxismo.
*
Do meu ponto de vista, a homossexualidade, não é um problema, mas apenas uma maneira de viver o sexo que tem de ser democraticamente respeitada. Gastar tempo e energia a discuti-la, parece-me ocioso, tanto mais que há problemas autênticos – a miséria, as doenças, o ensino deficiente que temos, as políticas de saúde e de cultura que não temos. É lamentável que haja movimentos políticos de esquerda que dediquem tanto dos seus pequenos caudais de energia a causas tão fúteis – será para obterem votos? Desiludam-se, na altura de votar, tirando os tais activistas, os homossexuais (como, aliás, é perfeitamente natural) dispersam-se, como os outros cidadãos, pelo leque eleitoral, votando maioritariamente nos partidos do chamado «bloco central». Porque insisto, e aqui, quanto a mim, reside o cerne da questão, os homossexuais são cidadãos de pleno direito, com os mesmos deveres e privilégios dos outros cidadãos – não faz sentido a criação de leis específicas para questões de orientação sexual, tal como não faria que as criassem para cada confissão religiosa (como algumas seitas reclamam). Orientações confessionais ou sexuais pertencem ao foro íntimo, não devendo ser alegadas para que um cidadão se exima de obrigações ou usufrua de um tratamento diferenciado. A beleza da Democracia reside precisamente na igualdade de todos perante a Lei, a par de um profundo respeito pelas diferenças de cada um.
*
O que aqui fica dito não pretende ser uma abordagem profunda do tema – que já está abundantemente feita por clínicos, juristas, teólogos, sociólogos… – é um desabafo de um cidadão que se preza de nunca ter feito discriminações, fossem elas de género, étnicas, religiosas ou atinentes à sexualidade de cada um. Não sou, portanto, homofilofóbico. Recomendo aos activistas dos movimentos de gays e lésbicas que, por sua vez, não sejam homofóbicos – por favor, integrai-vos democraticamente na grande família do homo sapiens!

Ricardo F. – Liberta o Blogue que há em ti*

Olá não sou o Chico da Tasca, mas sou o Ricky o leitor do Aventar.
Gosto de ler todos os textos dos aventores, inclusive os do Adalberto Mar (posso tratar-te por Dalby?), embora não os entenda a todos.
Sou um cidadão do Universo, residente no planeta Terra, nascido e criado na Velha Europa, mais propriamente em Portugal, Viana do Castelo. Aproveitei a A28 e vim estudar para UPorto onde fiquei residente e eleitor (porque há muitos residentes num sítio e eleitores noutros, nunca entendei muito bem porquê!), mas sempre com um olhar atento aqui da foz do Douro sobre a Princesa do Lima.
Porque decidi escrever? Como qualquer leitor que se preze, tenho sempre os meus comentários para fazer e sempre algo para dizer.
Neste momento já falei, falei e ainda não disse nada. Quero aproveitar para fazer sugestões de Posts:
Lazer: Sugestões turísticas das diveras localidades portuguesas
Actualidade: Complementar a discussão do ensino em Portugal com o ensino superior e a respectiva ciência que anda por aí.
Aconselho ainda a música Samba da Bênção de Vinicius de Moraes (perguntando ao Adalberto Mar, que tipo de pessoa sou por aconselhar esta música?)
Saudações bloguistas,
Despeço-me com amizade e até a um próximo post.

PS: Que é feito dos 10 portugueses mais influentes da actualidade? Não apareceu ninguém a concurso?

* Ricardo F. é leitor do Aventar.

Aquilo entre Nuno Melo e o Governador do Banco de Portugal está cada vez mais quente!

A SIC-Notícias está a transmitir em directo.
O diálogo entre Nuno Melo e Vítor Constâncio, com àpartes, bocas e remoques, está cada vez mais quente. O Governador, coisa nunca vista em ser tão apagado, até já mostrou as garras!
Será que ainda vão andar à pancada?

Cristiano Ronaldo: Vácuo, vazio ou nada?

O que pensa Cristiano Ronaldo acerca da discussão que se levantou sobre os valores excessivos que se estão a gastar no futebol em momentos de crise?

«Gosto de vê-los com o ódio nos olhos, escutar os insultos deles.»
«Isso não me importa. É verdade que muita gente me odeia, mas há muitos mais que gostam de mim e me apoiam. Só me sinto mal quando jogo mal. Felizmente, isso acontece pouco.»
«Quero reescrever a história do futebol com a camisola do Real Madrid.»
«Eu sou o Cristiano Ronaldo e posso ganhar mais medalhas do que qualquer outro.»

Reflexões profundas do «melhor do mundo». Se o mundo acha que gastar 93 milhões de euros num simples jogador de futebol é um escândalo, então é porque o mundo o odeia profundamente. E ele gosta disso!
Depois destas «reflexões», é difícil não classificar o pensamento de Cristiano Ronaldo, segundo as leis da física, numa destas três categorias: vácuo, vazio ou nada.
O vácuo é um espaço não preenchido por qualquer matéria, mas pode conter campos e energia, que pode dar origem a partículas. O vazio é um espaço em que não há matéria, campos ou radiação. Mas ainda assim, contém o espaço no qual se pode vir a criar algo. O nada nada contém. É um não-lugar, porque nem sequer contém um espaço vazio onde se possa criar algo. Nada é nada. E Cristiano Ronaldo, lamento dizê-lo, é nada. Repare-se em Messi, que não precisa de falar ou de andar nas bocas do mundo para vir a ser o próximo «melhor do mundo».
Cristiano Ronaldo não devia, pois, estar aqui a ocupar espaço, senão seria vácuo ou vazio. E ele vácuo ou vazio não é. É nada. Mas se até o Seinfeld fez um programa sobre nada, eu também posso escrever sobre nada.

Destak comprou o Metro:

Hummm, como será que o grupo Cofina vai actuar no mercado dos gratuitos agora que adquiriu o Metro, juntando-o ao Destak e Meia-Hora?

220 milhões de euros «reais»

É quanto custam os três jogadores que o Real Madrid comprou! Dizem os conhecedores que o Real recupera esta massa obscena a vender camisolas dos próprios!
Afinal andamos todos a protestar porque há uma grande concentração da riquesa e que há um leque muito alargado de
vencimentos, mas a verdade é que quem paga tudo somos nós. E de livre vontade!
No meio destes negócios há quem ganhe comissões milionárias, não marca um golo que seja, mas todos encolhem os ombros, como tenha que ser assim.
Como pode o povo protestar com os banqueiros milionários e depois aceitar de bom grado que rapazes, que têm a cabeça nos pés, ganhem estes balúrdios?
É uma incoerência que dá alento ao sistema, que o aprofunda e que lhe dá legitimidade.
Não se queixem!

Rui Tavares confirmado no Parlamento Europeu

Rui Tavares, Eurodeputado eleito pelo BE

Rui Tavares, Eurodeputado eleito pelo BE

Rui Tavares acaba de confirmar no Twitter que foi eleito para o parlamento Europeu: segundo ele, a sua mãe viu nesta uma demorar semelhante à do parto.
No dia 3 de Junho (dias antes da eleição) escrevi aqui no Aventar: “para que fique clara a minha posição – termino como comecei estes dois posts: eu voto BE porque ainda acredito que é possível ser o BE a ir buscar o 3º deputado ao PS.”

Finalmente, posso dizer que apostei BEm!

Pedro Ferreira – Bolos de Arroz*

arroz
Um dos grandes mistérios da presença Portuguesa em França é a quase total ausência das nossas especialidades gastronómicas nos cafés, restaurantes, “fast-foods” e “sandwicherias” da pátria de Molière. O “couscous” da Argélia e da Tunisia, a “Tagine” de Marrocos, o “nem” do Vietnam, a pizza o “pannini” da Itália, o “falafel” do Libano, e a “sandwich grega” fazem parte do quotidiano culinário francês. Para comer um pastel de nata, uma bifana ou uma francesinha só mesmo num dos raros restaurantes ou cafés portugueses.
Uma pequena esperança de mudança deste estado de coisas vem do “bolo de arroz” que está presente em todas as grandes estações de comboio e metro de Paris em cafetarias chamadas “Bonne journée”. Os bolos são apresentados tal como em Portugal com um papel com a menção “bolo de arroz” e “fabrico da casa” a envolver a metade inferior do cilindro e é vendido com o nome original, claro que para encomendar mais vale dizer “un boulo” do que tentar manter a fidelidade à língua de Camões…

* Pedro Ferreira é Matemático em Paris e autor do «5 Dias».

Eu devia ter convidado este pândego para o Aventar!

«Seja à esquerda ou à direita, Sócrates é temido e desejado. Temido porque desejado, e desejado porque temido. À esquerda, na esquerda imbecil, não se perdoa a Sócrates conseguir criar riqueza económica e continuar a ser de esquerda — com abundantes transformações sociais, que esperavam há anos na agenda do PCP e do BE, a terem sido concretizadas numa única legislatura. À direita, na direita ranhosa, não se perdoa a Sócrates conseguir criar riqueza económica e não ser de direita — tantas as suas qualidades de liderança e inovação que fariam o delírio dos amanuenses do PSD e CDS caso ele os chefiasse.»
Eu bem me parecia que devia ter convidado este pândego para o Aventar.
Com efeito, o seu sentido de humor é incomparável!

O Observatório

Proponho um Observatório para observar os seguintes observatórios.
-das Obras Públicas
-do QREN
-das Políticas Locais de Educação
-da Emigração
-da Imigração
-da Justiça Portuguesa
-dos Sistemas da Saúde
-do Turismo
-dos Mercados Agrícolas e Importações Agro-Alimentares
-da Segurança das Estradas
-do Endividamento dos Consumidores
-das Desigualdades
-da Propespectiva na Engenharia e Tecnologia
-da Publicidade
-do Comércio
-da Ciência e do Ensino Superior
-das Actividades Culturais
-da Formação e do Emprego
Sem falar nos observatórios municipais, nos regionais e nos privados!
Diz o António Barreto que as Direcções-Gerais podiam fazer este serviço ou então entregá-lo aos privados.
Nem pense! E o nosso?

Maria Monteiro – Uma verdadeira história de amor*

A maior parte das realidades da nossa vida não as escolhemos. É como se fossemos escolhidos por elas. Naquele momento e naquele tempo estávamos presentes e assim, sem mais, tornamo-nos importantes para alguém.
Em 2004 comecei uma verdadeira história de amor sem limites… uma mãe é internada numa clínica psiquiátrica com um prognóstico provável de Alzheimer. Durante 18 meses lutei por aquela mulher, lutei para que sentisse amor, para que se sentisse digna, se sentisse pessoa. Enfrentei uns, aproximei outros, apeteceu-me desistir mas… porque a vida humana não tem preço, havia sempre um dia seguinte e sempre uma nova visita. Posso dizer que com ela fui aprendendo o que é ser uma boa pessoa. No dia 12 Fev. 2006 disse-me que estava feliz, que já podia morrer em paz. Pois faleceu no dia seguinte.
Em 2009 com as “Memórias da Revolução” começou a minha “comentação bloggeira” no Aventar e… porque somos pessoas, não podemos crescer sem acreditar nas pessoas e… no Aventar, o blogue totalmente público.
Um abraço,

Maria

* Maria Monteiro é leitora do Aventar.

Inaugurada a Semana Aberta

Caros leitores,
O Aventar declara oficialmente inaugurada a Semana Aberta.
Enviem os vossos textos, todos seremos autores do Aventar pelo menos durante uma semana. Até Domingo, publicaremos tudo o que nos chegar: por mail do Aventar, por mail pessoal de um de nós, por «post» deixado numa caixa de comentários, onde quiserem.
Aventem-se. Estão abertas as hostilidades.