O afundanço do CDS

As sondagens conhecidas dão resultados miseráveis ao CDS. Seria natural que perante um governo estatista e centralista, com os cidadãos carregados de impostos, uma parte significativa dos eleitores se voltassem para este partido. Mas nada, não mexe, não se move, moribundo.
O Nuno Melo até tem tido uma boa prestação na Comissão do BPN o que lhe dá notoriedade. Mas nem assim. Não se move!
Creio que a figura de Paulo Portas já faz parte do problema, não ajuda, não dá credibilidade. Passou por um governo de má memória, deixou assuntos submersos, mal explicados, outros que não voam.
Se me perguntarem qual é a segunda figura da lista do CDS não sei! A maioria não sabe, porque não há figuras conhecidas, a identificação é total com Portas. E quem é que vai votar em Portas? Nem os apaniguados do partido.Pelo menos grande parte prefere não votar, tão grande tem sido a sangria.
Paulo Portas tem-se alimentado do CDS de tal forma que à sua volta é um deserto.
lembro-me sempre de um poema de Ary dos Santos que se zangou com Natália Correia.
“É uma bruxa! É filha de si mesma!”

PS: Se não foi com a Natália nenhum deles se zanga comigo.Infelizmente !

O desespero de Vital

Esta ofensiva do PS pela voz de Vital Moreira traduz as dificuldades que as sondagens fazem prever.
É difícl perceber que o PS traga para a discussão o caso BPN, atirando-o para os braços do PSD, como se no seu quintal não haja suficiente borrasca.
Cavaco Silva já veio dar a resposta e o que diz é de uma limpidez a toda a prova. Só se estiver proíbido de ganhar dinheiro dentro da legalidade é que o podem envolver em assuntos menos transparentes.
Claro, que Sócrates e os seus vários casos, se necessário, vão voltar . Em força! Se não agora, nas próximas Legislativas e Autárquicas, o PSD já tem o pretexto para chamar “roubalheira” ao processo Freeport, e ao processo da Cova da Beira !
Por outro lado e não menos importante, a porta de saída que já era estreita, ficou agora estreitíssima , nos casos BPN e BPP! Como vai o governo explicar os milhões que já lá meteu e os que vai ser obrigado a meter? Se não meter “aqui d’elrei que me estão a roubar” gritam os clientes espoliados da roubalheira, se meter “aqui d’el Rei que me estão a roubar” gritam os contribuintes espoliados da roubalheira.
E, a verdade, é que em Outubro o governo perfaz perto de um ano da nacionalização do BPN e da regulação do BPP!
Vital pode ter falta de jeito mas não é burro.Não acordou de manhã a sonhar com o caso.Então, o que e quem, terá levado Vital a tal despautério?
O mesmo que o mandou não voltar ao assunto? Trocar “roubalheira”
por “caso” ?
As sondagens que os partidos fazem diariamente, terão a resposta!

Será que já houve o mesmo junto de João Rendeiro?

Clientes do BPP fizeram hoje uma espera ao ministro das Finanças. Queriam respostas. Compreendo o problema. Foram enganados e, se calhar, ficaram sem as economias de uma vida. É uma situação delicada. Para alguns, trágica.

No entanto, o alvo deve ser outro. Estes clientes protestaram junto do ministro Teixeira dos Santos. Querer ajuda é legítimo. Exigirem respostas já não. É que não me lembro de terem feito questões junto da administração que foi liderada por João Rendeiro. Nem tenho conhecimento de lhe terem feito qualquer espera à porta de um qualquer sítio.

Os clientes do BPP, sempre conhecido como um banco de investimentos, onde normalmente há riscos, sabem que Rendeiro não tem dinheiro para lhes pagar a todos. Esperam que o Governo do país o faça. Às custas de todos os contribuintes.

A «roubalheira» na Banca e as «figuras gradas» do PS

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* À Beltronica, a Direcção-Distrital de Finanças de Lisboa perdoou em 1999 10 milhões de euros em impostos, relativos aos anos de 1995 e 1996 e que prescreveram nesse ano. Via http://www.misturagrossa.net/?p=175

Breve recolha de alguns exemplos depois de ler isto.

O Banco Efisa (BPN), a Beltrónica e o ex-Secretário de Estado do PS

«Por falar em Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Dr. Rogério Fernandes Ferreira, o Borda d’Água acabou por descobrir de onde é que vem a grande amizade que este membro do governo nutre pelo Director de Finanças da 2ª. Direcção de Finanças de Lisboa (Raul Castro). Então, não é que o Secretário de Estado, mais conhecido desde os tempos da Católica, pelo “Gerinho do papazinho”, foi advogado e consultor da célebre empresa Beltrónica, até à data da nomeação para o governo. Até aqui, não há mal nenhum!
Porém, a bronca dá-se quando o Borda d’ Água, por escuta de RDIS, apurou que a Beltónica deixou de pagar milhões ao fisco nos últimos exercícios e sabem porquê?
Simplesmente, porque o Director de Finanças (Raul Castro) consultou o Tarot e antevendo a nomeação do “Rogérito J.R.” para o governo, permitiu com a colaboração do chefe de repartição do 8º bairro fiscal, que as respectivas liquidações caducassem. Mais uma vez, o erário público ficou a arder com milhões e os intervenientes com os alforges cheios !
Rogério Fernandes Ferreira J.R., presenteado com tal repasto, está disposto a satisfazer todos os caprichos do seu grande amigo, Raul Castro, tais como:
Renovar a Comissão de serviço desta “sumidade” por mais três anos, a partir do próximo ano, permitindo-lhe tachos e piqueniques à margem das suas funções de Director de Finanças.
Tráfego de influências com o sector do betão, turismo e bola e promessas de depuração dos seus rivais… Enfim, o exemplo da promiscuidade que há entre dirigentes da Administração Pública e governantes!
Por falar em Beltrónica? Borda d’ Água constatou que esta empresa é cliente preferencial do afamado BANCO EFISA. O que é perfeitamente normal!
No entanto, sabe-se à boca cheia que o Banco Efisa tem servido de plataforma para lavagens e transferências chorudas, quer para Londres, quer para “off-shores”, por parte de alguns Directores de Finanças e não só … António Silva Duque (Alibábá), ex-Director adjunto de Raul Castro que o diga !
Sabe-se que o Banco Efisa, para além de ter como accionista simbólico um afamado político rosa já aposentado, tem como principais accionistas pessoas ligadas ao Islão, nomeadamente ao grande império Aga Kham, cuja fundação foi reconhecida à “socapa” pelo actual governo (Decreto-Lei 27/96, de 30.3) e goza escandalosamente de todas as isenções e benefícios fiscais previstos para as pessoas colectivas de utilidade pública (Decreto-Lei 337/97, de 24/12). Por isso não é inocente a operação de charme e candura que o Presidente do Efisa tem feito nos “media”.
Falando baixinho, que ninguém nos ouve! A generosa Fundação Aga Khan, para além de financiamentos beneméritos que atribui a “grupelhos pacifistas” no Médio Oriente, também protege e alberga “good boys” que constam do cardápio de “amigos” do Tio Sam e do Sião.
Sabe-se que esta “rapaziada pacífica”, no âmbito do projecto “Portugal for Lover’s”, vem retemperar forças em Vila Moura – a princesa encantada do Algarve. Chegam a residir no máximo 182 dias, coincidente com o período das amendoeiras em flor…
Trata-se de um pequeno alerta que é feito ao Dr. Guilherme de Oliveira Martins e D. Judite, porque se isto chega aos ouvidos do “cowboy” Bush e da U.E., ainda vamos ter problemas da grossa! Sabe-se da rebaldaria que existe nesta “Babilónia” e custa muito a crer que só haja quatro contas suspeitas na C.G.D. e de pequena monta.»

Do Boletim «Borda d’Água» de 2001, via Mistura Grossa

O Portal do Governo: José Sócrates e a velhinha

O Portal do Governo costumava ser uma coisa sóbria, institucional, acima dos nomes que naquele momento estavam no poder.
Mudou completamente desde há alguns dias. Agora, logo que abrimos a página, deparamo-nos, para além do cabeçalho vermelho, com uma fotografia de José Sócrates a cumprimentar afectivamente uma velhinha. Ainda na página inicial, temos de levar com a propaganda oficial do regime (vivemos no melhor dos paraísos segundo aquele «site») e com ligações para subscrevermos a newsletter.
Para chegar ao Arquivo Histórico (composição dos Governos anteriores), demoro algum tempo, porque a navegação está muito mais dificultada. E quando consigo aceder, encontro uma lista que menciona apenas o X Governo Constitucional e os seguintes. Quanto aos anteriores, desapareceram. E sem perceber muito bem por que razão, abaixo do título «XVI Governo Constitucional», diz «Santana Lopes». Tudo bem, foi o primeiro-ministro. Mas em relação aos Governos anteriores nada diz acerca do primeiro-ministro. Só em relação áquele. Para nos lembrarmos de quão mau foi?
O pior de tudo é quando abrimos então a página onde devia estar a composição de cada um desses Governos. Não está lá nada! Onde antes aparecia, de forma impecável, o Ministro e os Secretários de Estado de cada Governo, com fotografias e tudo, e as remodelações e posses ocorridas ao longo do mandato, agora nada aparece. Desapareceu tudo!
Era um bom portal, agora é isto. Torna-se impossível pesquisar o que quer que seja relativamente aos Governos anteriores. É possível perceber por quê?
Ah pois, José Sócrates e a velhinha…

SNS – Saúde para todos


DESCENTRALIZAR A SAÚDE

Num país como o nosso, pobre, desigual e injusto, o SNS é um instrumento muito eficaz para aplanar essas desigualdades. É eficaz, seguro e de resultados imediatos.

O que não quer dizer que o Estado tenha que ser o único prestador de
cuidados de saúde. A complementaridade introduzida pela iniciativa
privada, reduz a pressão da procura sobre os hospitais públicos,com a
consequente melhoria dos cuidados prestados, acelera a inovação nos
processos, equipamentos e instalações e responde à procura mais selectiva das camadas mais ricas da sociedade.
Contrariamente ao que nos querem fazer crer, é uma coisa boa!

O Estado deve estabelecer com os privados acordos de prestação e
fornecimento de serviços, mas não deve financiar os privados que deverão socorrer-se de receitas próprias e de regimes de Seguros individuais de saúde.
A bem da verdade, quando o Estado aceita que os custos de Seguros
de Saúde sejam considerados como custos na determinação do IRC ou do IRS, está já a suportar e a financiar a actividade privada.

Tem ainda uma função de “preenchimento” das áreas geográficas que o SNS vem abandonando, por razões de economia e racionalidade de meios, que sendo defensável, deixa no entanto, atrás de si, um vazio social em populações envelhecidas e cada vez mais sós.

O SNS é tambem um meio eficaz de fixar as populações em regiões cada vez mais desérticas!

A medicina evoluiu muito nos últimos trinta anos! Evoluiu mais que nos
anteriores dois séculos. É por isso natural que muitos dos conceitos
estejam ultrapassados.
Há hoje um evidente desajuste entre as capacidades tecnológicas e saberes e a organização e gestão dessas capacidades.
O que está, pois em causa, é ajustar as políticas, a organização e a gestão “ao estado da arte”.

Levar os cuidados de saúde ao doente, e não o doente ao hospital, é hoje uma das premissas em que deve assentar a organização nacional da Saúde.
Este conceito levar-nos-á:

DESCENTRALIZAÇÃO

Descentralizar não é criar mais uma “casta de políticos” profissionais!
Não é criar mais uma classe de funcionários públicos! Não é criar um
nível intermédio de decisão!

Descentralizar é outorgar uma real capacidade decisória ao nível da
organização, da gestão, do planeamento financeiro, da avaliação e
correspondente pacote salarial dos Recursos humanos.

É outorgar a responsabilidade e respectivos meios de racionalizar o
parque de instalações e equipamentos, recursos humanos, gestão de
doentes, compras, gestão de stocks, ao nível de uma dada área geográfica, ao nível da

UNIDADE LOCAL HOSPITALAR

Esta unidade é composta pelos meios humanos, técnicos ,instalações e
equipamentos de uma dada área geográfica (fujo propositadamente á
palavra “região”). Pode ser transversal a mais que uma região
administrativa, aproveitando-se a complementaridade resultante da
proximidade!

A sua DIRECÇÃO deve ser constituída por elementos nomeados das direcções das unidades hospitalares abrangidas

Terá um hospital de referência dotado de meios humanos e técnicos
diferenciados.

Uma segunda linha de hospitais e/ou centros de saúde menos diferenciados que o hospital de referência ( com as chamadas valências médicas e cirúrgicas populares)

Um grupo de centros de saúde de proximidade, chefiados em permanência pelo médico de família.

Os meios da Urgência Médica do INEM e/ou Bombeiros.

Só chegarão ao Hospital de referência os doentes vítimas de acidentes ou doenças agudas.Nos restantes casos o doente deverá ser observado nos centros de saúde e hospitais de segunda linha,que poderão tomar a decisão de os enviar para o nível mais diferenciado.

Os hospitais deverão estabelecer com os centros de saúde protocolos de deslocação de médicos especialistas em dias pré-determinados, por forma que as consultas de rotina sejam feitas ao nível do centro de
saúde, deixando para os hospitais os actos médicos mais diferenciados.

Com os actuais meios de comunicação é possível exercer actos médicos tutelados á distância, nos centros de saúde e nos meios de socorro do INEM e dos Bombeiros.

Estatísticas demonstram que se o sinistrado ou o doente acometido de
doença súbita for socorrido nos primeiros 15 minutos após o ínicio da
doença, 80% salvam-se.

Cuidados de saúde de proximidade!

Cuidados de saúde no local certo! Não no mais perto!

Aliviar a pressão da procura onde os serviços mais diferenciados são
prestados!

PS: CENTROS HOSPITALARES Vale do Sousa
Hospital de referência
H H H H

Centro Saúde cs cs cs cs cs cs cs

O(s) CENTRO(s) Hospitalare(s) de uma dada área geográfica serão coordenados por uma Administração Regional de Saúde.
Foram recentemente extintos 74 sub-administrações regionais de saúde com a simultânea criação dos Centros Hospitalares.
Troca-se a proximidade e coordenação administrativa pela proximidade técnica e coordenação dos meios de prestação de cuidados!

Voto obrigatório ?

Lembro-me que há muitos anos o Prof Freitas do Amaral avançou com esta ideia. E lembro-me porque foi uma das viragens mais consistentes na orientação que passei a dar ao meu voto!
Em Freitas do Amaral nunca mais votei.E no CDS tambem não.
Agora Carlos César, lá da bruma que envolve a sua cabeça medíocre, vem com a mesma conversa. Sempre que percebem que o votante não está para os aturar a tentação é grande. Dentro de cada um de nós há um ditador, e os políticos têm uma tentação maior. E perigosa!
Como muitos já disseram, no dia em que o voto for obrigatório nunca mais voto. Não votar é uma manifestação de voto como as outras opções.De igual valor. Um homem um voto. Faço do meu voto o que bem entender.
Os cidadãos têm que estar conscientes que a tentação de lhes tirar a liberdade, nestas coisas que parecem pequenas, é o ínicio para tentações maiores.
Já temos aí o “chip” para os automóveis, uma medida gravíssima para a nossa privacidade!
Vou voltar a este negócio (para alguns) de nos querem tirar a privacidade!

Quem quis tramar Paulo Rangel?

Entre Paulo Rangel e Winston Churchill pode não haver muitas semelhanças mas há, pelo menos, uma: encontram os inimigos dentro do próprio partido.

O cabeça de lista do PSD às eleições europeias tem, dentro de casa, mais opositores que nos restantes partidos concorrentes.

Surgindo como um ‘outsider’, Paulo Rangel foi a escolha de Manuela Ferreira Leite para a liderança parlamentar, primeiro, e para ser o primeiro nome na lista ao Parlamento Europeu, depois. Uma ascensão fulminante num partido de barões, que não deixou de espantar alguns e de provocar um franzir de sobrolho noutros tantos. Que não estão disponíveis para perdoar o mínimo deslize.

Sem estar ligado a lobbys internos, Rangel tem, nesta campanha eleitoral, feito uma espécie de corrida a solo, apoiado pontualmente pela presidente do partido, que surge como o treinador que, à margem do percurso, aparece a dar apoio moral, através de incentivos mais ou menos sonoros.

Com um PSD a meio gás, a campanha ‘laranja’ nestas eleições está apenas meio organizada e os militantes meio mobilizados. Tudo demasiado a meio.

Rangel aposta muito em pequenas reuniões, em pequenas salas, dentro de portas, com pouca rua e comícios medianos que correm mal, com pouco gente, muitos atrasos, descoordenação de horários e entusiasmo apenas meio mobilizador. Veja-se o episódio do comício de Barcelos.

Pedro Passos Coelho, opositor de Manuela Ferreira Leite na última corrida interna, esteve numa acção de campanha em Vila Real. E o que disse? Que o mínimo que se pode esperar é uma vitória e se o PSD não vencer estas eleições “fáceis” como será para vencer as “difíceis”. Calculamos que sejam as legislativas.

É claro que o alvo de Passos Coelho é outro e não Rangel de forma directa. Mas o líder parlamentar levou por tabela. Vale a Rangel a garra que coloca em cada acção e o facto do principal oponente ser Vital Moreira, um peixe claramente fora de água.

SONDAGENS, SIM, E DEPOIS?

AS SONDAGENS QUE NOS MOTIVAM O OLHAR
.
Mais uma sondagem, mais uma corrida nesta viagem. Aos pouquinhos o PSD vem subindo e o BE também. Aos pouquinhos o PS vem descendo e o CDS também, mantendo-se o PCP inalterável. Quem acredita? quem acha que vai ser assim? Neste caso, só os militantes do BE e os do PSD, querem acreditar. Convém que acreditem e que os seus simpatizantes também, de modo a que conquistem outros, e todos juntos votem nos respectivos partidos. Neste caso também, os militantes do CDS, os do PCP e os do PS, lá vão dizendo que as sondagens valem o que valem, e que no domingo é que se vai ver. Para além do mais, as sondagens, quando nos são negativas são manipuladas e se nos são favoráveis, já se estava a prever tal resultado.
As sondagens e a leitura dos seus resultados, variam consoante os olhos de quem as vê. Hoje vemos dois empates técnicos. Um entre o PSD e o PS, outro entre o BE e o PCP. De fora das contas fica por agora o CDS. Mas ainda faltam dois dias inteiros de campanha, mais um de reflexão, e tudo pode mudar, pensam os que hoje estão desiludidos.

.

Votar PSD, ou o voto útil

Na recta final, o PSD ultrapassa o PS. A dúvida mantém-se até ao fim, mas, para já, os sinais são positivos. A tendência é de subida, de vitória.
Vital Moreira continua a esbracejar e a espernear. No outro dia, foi a roubalheira do BPN. Ontem, em Paredes de Coura, foram «as vigarices de militantes qualificados seus [do PSD], como Oliveira Costa». Ou como um professor doutor de Coimbra (meu Deus!) respeita a presunção da inocência.
Na resposta, pudemos ouvir Manuela Ferreira Leite a dizer aquilo que tinha de ser dito: «Se têm algo a dizer, digam. Se têm alguma acusação a fazer, façam-na, mas não insinuem, tenham coragem.» A atitude do PS «mancha tudo e todos» e o PSD não vai responder. «Pelo facto de não respondermos não é sinal de fraqueza, mas sim de força.» Directa e concisa, Manuela Ferreira Leite acertou na «mouche», como poucas vezes tem acertado ao longo da sua liderança no PSD. Discreta, aparentemente segura, ainda é capaz de surpreender muita gente. Os primeiros resultados estão à vista.
Posto isto, parece-me que neste momento se coloca como nunca a questão do voto útil. Está visto que o PSD está a uma distância muito curta de vencer as eleições e de infligir uma pesada derrota a José Sócrates. E se votar é também uma questão estratégica, tanto como uma questão de consciência, é necessário que todos os votos dos eleitores em dúvida sejam canalizados para o PSD. É necessário que todos os que se querem ver livres da tralha socratina votem no PSD. É necessário que mesmo os que nunca votaram PSD votem, agora, PSD. Sejam comunistas, sejam bloquistas, sejam mais à Esquerda ou mais à Direita. Votar PSD é a única via possível para derrotar o PS e para ser o início do fim deste Governo e desta política. A «débacle» de José Sócrates começa já no Domingo.
Tudo isto, vindo de alguém muito à Esquerda do PSD ou do PS, parece estranho. Mas é mesmo assim que as coisas funcionam – o João Paulo , o nosso sindicalista, já o explicou há uns dias melhor do que ninguém. Não temeis que vos chamem incoerentes. Hoje, a guerra é com o PS. Do PSD, trataremos depois.
Quanto a mim… bem, o voto é secreto.

Isabel Saturnino – A geometria da vida*

Quando me interrogo sobre as “não decisões” que alguns tomam em nome dos “direitos” de outros, questiono-me sobre o que é na verdade um direito? E por paralelismo um “dever”.

Quando me falam no país onde vivo como o país dos normativos avançados, questiono-me se as pessoas que os operacionalizam, acompanharam as mentes criativas ( que admiro!) que os criaram.
Que percursos “divergentes”se desenharam entre as leis que criaram e os destinatários que as carregam?

Já que Agora, neste Presente que continua a ser Passado e parece querer contaminar o Futuro há crianças que vêem o seu futuro comprometido por decisões de homens que querendo ser Deuses, se afastam do seu destino de Homens Justos, que sendo homens como os outros são frágeis, influenciáveis, fruto de uma educação de um modelo, que não pode ser “ O Melhor” porque “O Melhor” não existe, o que existe é “O Possível”.

Assim, se nos fosse possível partirmos destes princípios, ou melhor destas interrogações poderíamos fazer convergir os caminhos e então diríamos….
Tudo correu bem, os homens e as leis entrelaçaram-se e foram felizes para sempre …. “E acabou a história da D. Vitória”

Aonde ficou a geometria da vida? Não ficou esquecida! Servi a entrada.

Aprendi a crescer entre triângulos e círculos. As casas, aprendi a desenha-las com um tecto. O tecto é o abrigo. As rodas rolam, caminham, imprimem um dinamismo.
As rodas enquadram-se na mesma realidade A Criança, a Família, a Rede de suporte familiar e institucional, a Cultura, a Educação, o Emprego.
Círculos contidos em círculos cada vez mais abrangentes, com um pequeno ser no meio, a nascer, a crescer. Chegou à creche, deixou a chucha, largou a sesta; foi para a escola, caiu-lhe o dente; foi para o liceu, cresceu a espinha, picou a barba, foi para outra escola ou para o trabalho, tornou-se adulto, se teve meios tirou a carta comprou o carro.

Quem esteve lá, quem o acompanhou, quem lhe deu carinho, o consolou, alimentou, o levou à escola, lhe ralhou e castigou? Quem lhe restituiu a esperança quando sofreu a primeira decepção?

Retomando o Triângulo. No vértice está uma criança, o ponto de equilíbrio é frágil! Tem um pezinho no bico, para que lado irá cair, quem a irá empurrar?
Em baixo estão duas famílias, num lado a família biológica, aquela mãe estrangeira, desenraizada do seu país, que tendo consciência da sua fragilidade, das descontinuidades possíveis no trato, decide caminhar até ao outro vértice e pedir ajuda a uma outra família.

Neste vértice, um núcleo de diversas pessoas acolhe-a, mima-a, ajuda-a a crescer.
Estas pessoas serão uma família comum portuguesa, provavelmente não tão distante da família que deu origem á mãe da menina. Provavelmente não foi o acaso que as aproximou!
Foram estes que lhe garantiram estabilidade, amor, cuidados

Um dia a mãe biológica partiu e a menina ficou. Um dia a mãe biológica quis levar a menina. Quem decidiu, segundo que parâmetros, quem ouviu as figuras para ela significativas. Não falo só da família de afecto, mas dos outros, dos filho do casal, da família alargada, dos outros que estão na escola, na vizinhança, no Centro de Saúde, numa teia alargada da rede que a sustentava.

Sei que havia outras questões a ponderar, sei que o futuro poderia não ser seguro, poderia ser também frágil, mas cabia “a quem de direito” equacionar essas probabilidades.

Agora pelo menos tenho uma certeza, o seu Presente é frágil, a sua construção é feita de hiatos, como será no futuro?
Acabo como comecei continuo cheia de dúvidas. Sinto-me naquele patamar a que alguns chamam “ dos indecisos”, e que eu prefiro apelidar “dos inquietos”

* Isabel Saturnino é assistente social.

Boas e más companhias no MPI: Um pedido de desculpas

Há alguns dias, escrevi aqui que era lamentável o aproveitamento político-partidário que estava a ser feito do Movimento pela Igualdade, que está a promover o livre acesso ao casamento pelos casais do mesmo sexo. Disse também que os promotores deste Movimento tinham conseguido colocar no núcleo inicial de subscritores cinco dos dez primeiros candidatos do PS às Europeias. Isto, por incrível coincidência!, em vésperas das Eleições.
Repito tudo o que então escrevi. Não é admissível, a sete dias de umas eleições, conseguir meter como núcleo subscritor de um Movimento metade dos candidatos da lista de um determinado Partido concorrente a essas eleições. O mesmo foi feito, de resto, na forma como se colocaram os três primeiros candidatos da lista do BE, ostracizando quase completamente o Partido Comunista.
Se queriam mesmo que essas pessoas fizessem parte do Movimento, faziam a apresentação pública depois das eleições. Não era por duas semanas que os «gays» iam deixar de se casar no futuro.
O que me faltou dizer nesse «post», digo-o hoje. O Paulo Jorge Vieira convidou-me a mim e a muita gente mais. E como é óbvio, não tem nada a ver com esta vergonha que se passou dentro de um Movimento onde há gente que quer a todo o custo, e percebe-se por quê, colar o PS à iniciativa. Guinar à Esquerda em vésperas de eleições, através das causas «fracturantes» que antes se rejeitaram, é uma estratégia inteligente.
Mas dizia eu que o que me faltou nesse «post» foi dissociar o Paulo Jorge Vieira de tudo o resto. O Paulo Jorge é puro e os seus objectivos são e sempre foram contribuir para um movimento com todas as suas forças. Não é político e não quer fazer política. É, apenas e só, o Paulo Jorge Vieira. Um amigo que, nesta questão, até não concorda nada comigo.
É por isso que lhe devo um pedido de desculpas. A ele e a mais ninguém.

O dia da reflexão no Aventar

É capaz de fazer sentido o dia da reflexão. Dobram-se as bandeiras, desmancham-se as tendas, dormem-se as horas perdidas. Lamentam-se as “gafes” e recordam-se os momentos de banhos de multidão.
Acalmam-se os ânimos.Dá tempo para almoçar em família e fazer um telefonema ao adversário.
É uma espécie de repouso do guerreiro. O político só vai despertar com os resultados, embora as sondagens há muito que o deixou perto da realidade. A probabilidade das surpresas é muito baixa. Talvez quem ande ali na zona ” do sobe e desce” (o João Paulo já deixou aí um texto muito bom).
Para os eleitores, o dia de reflexão é apenas um dia de menos barulho e com as televisões a reporem as telenovelas no horário habitual. E este ano até tem um jogo de futebol da selecção. Quanto ao voto, logo se vê. Ou já está pré-definido ou “o coração balança”. Uma última conversa em família e não se pensa mais nisso. E se a praia estiver dia sim, há menos gente e no restaurante nem é preciso esperar.
Os jornalistas vão deixar de fazer as perguntas de sempre, os comentários para abrir o jornal, e as notícias ao lado da bandeira partidária.
Os repórteres aqui do Aventar seguiram sagazmente os seus candidatos. Se “eles” não falavam das matérias com interesse falavamos nós. Eu passei a vida a dar porrada no PS e a chamar a atenção dos gays para as minhas opiniões. Mas a minha função era seguir o CDS! Falei deles quando os encontrei e tratei-os pelo nome Paulo e Nuno! Dá uma de “tu cá, tu lá” .
Devolvidos à redação, os repórteres Aventar, já marcaram o seu dia de reflexão em conjunto.
Dia 27 de Junho na Maia! OH! Fernando, atem-te pá!

A adopção gay

Creio que, na adopção, o mais importante de tudo é que os adoptantes sejam pessoas boas. Bem formadas, bem estruturadas afectivamente, com condições materiais suficientes para dar aos adoptados um bom nível de vida.
Ora, estas características podem ser encontradas, tal como no resto da sociedade, na comunidade gay. Há gente boa, gente interessada em proteger as crianças. Como tal, não parece que a orientação sexual seja elemento decisivo.
Dir-se-á que o ambiente de uma família gay, onde falta um dos sexos poderá, no mínimo, baralhar a orientação sexual da criança, ainda em formação. Nada que não possa ser explicado, acompanhado com calor e carinho.
O pior de tudo são os “armazéns” de crianças, vítimas da burocracia, do funcionário que entra “às 9 e sai às 5”, da irresponsabilidade e da voragem de muito tarado travestido de “pai de família”.
Sou pela adopção de crianças por casais gay, verificado, tal como para os casais hetero, aquele pressuposto maior que é o carácter das pessoas.
Aí está, um objectivo social e pessoal de efeitos muito mais importantes que certas reinvindicações cujo alcance não atinjo.

Requerimento ao Dr. Miguel Abrantes

Exmo. Senhor
Dr. Miguel Abrantes,

Sabendo eu da regra que V. Ex.ª impôs aos professores em Portugal – a regra de terem apenas uma actividade profissional, a de professores, em nome da escola a tempo inteiro, venho por este meio pedir autorização para aceitar o convite que me foi feito ontem para escrever um livro sobre as freguesias portuguesas.
Mais informo que tal convite, a ser aceite por mim depois da autorização de V. Ex.ª, não colidirá com a minha actividade profissional de professor e não porá em causa o projecto da escola a tempo inteiro da sacrossanta ministra da Educação, Dr.ª Maria de Lurdes Rodrigues.

Peço deferimento,

Cinfães, 4 de Junho de 2009

 

Ricardo Santos Pinto

E assim se “falseiam” resultados eleitorais…

“Quase um milhão de pessoas separa o número de cidadãos maiores de 18 anos e, portanto, com capacidade para votar, e o número de recenseados. O primeiro, fixado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), é de 8.642.681, enquanto o segundo sobe para 9.562.141.”

Via Público