O Porto e o erro de Elisa

O Porto e o erro de Elisa:

A sondagem do Jornal de Notícias (JN, RTP, DN e TSF) para a Câmara do Porto não deixa grande margem para dúvidas.

A vitória de Rui Rio é clara e esmagadora. Desta forma, Rio avança para um último mandato com uma clara maioria absoluta podendo, se esse for o seu desejo, preparar o caminho para o sucessor. Algo que costuma dar asneira, mas essa é outra conversa.
A candidata do Partido Socialista, Elisa Ferreira, cometeu um erro crasso e pelo qual está a pagar bem caro. O Porto e os Portuenses não gostam de ser segunda escolha. Já provaram no passado, com Fernando Gomes, que não perdoam este tipo de tácticas. Eu pensava que o PS do Porto tinha aprendido a lição mas verifico, ao assistir à repetição do erro, que não aprenderam nada. O que, sinceramente, lamento profundamente. O Porto precisa de uma alternativa forte que obrigue a pensar a cidade. Uma outra cidade.

Adaptando uma afirmação que ouvi recentemente a um padre, o Porto pode ser pensado de duas formas distintas: ou acreditamos num Porto grande ou preferimos um Porto pequeno. Tal como ele, eu prefiro a primeira hipótese.

Onde escreves os teus «posts»?

Poeta Img0080 Img0150
No dia em que completamos três meses de vida, lancei o desafio aos outros aventadores: onde escreves os teus «posts»?
Pois bem, durante a maior parte do ano, eu escrevi os meus «posts» no Café Poeta, em Cinfães, terrinha simpática onde estive a dar aulas durante este ano. Café à moda antiga, onde sobressaem dois painéis com fotografias que estiveram durante todo o ano à frente dos meus olhos: num, Florbela Espanca, Camões e Pessoa; no outro, Sophia, Bocage e outro de que não me lembro.
Apesar de ser sede do concelho, o Poeta era o único lugar da vila em que havia internet. Numa máquina que funcionava com moedinhas, podíamos ir metendo moedas de 1 euro (que davam para 45 minutos) e ficar a navegar até às 2 da manhã num confortável cadeirão de couro preto onde, em dias de alguma cerveja, cheguei a dormir umas belas sonecas. 2 da manhã ou mais, que o Vítor, o empregado, era gente boa e deixava-nos ficar mais tempo.
Tudo isto, claro, depois de jantar. Até à hora do jantar, tinha a internet da escola. Que agora não é a brincar, o que pensam? Agora, é a escola a tempo inteiro.
E tu, onde escreves os teus «posts»?

ATÉ QUE ENFIM!

UM JORNAL REGIONALISTA DO PORTO
.
Tardou mas vai chegar dentro de três dias.
No próximo dia 3 de Julho, o “GRANDE PORTO” sai para as bancas.
Feito no Porto e apostando na regionalização, é um semanário. Terá entre 40 e 64 páginas e todas serão a cores.
É de esperar que os defensores do regionalismo, em especial os do norte, ajudem este novo jornal a vingar, comprando-o.
Bem vindo, Grande Porto, desejo-te as maiores venturas.

.

Carlos Narciso

Apesar de ter seguido História, sempre fui um apaixonado por Jornalismo. E continuo a sê-lo, considerando os jornalistas dos profissionais mais sérios que andam por aí (embora não possa dizer o mesmo das suas chefias).
É por isso que tenho o enorme prazer de vos apresentar no terceiro mês de vida do Aventar, que hoje se completa, o novo elemento do nosso blogue: o jornalista Carlos Narciso. Trata-se simplesmente de um dos melhores repórteres que Portugal conheceu nos últimos anos, com obra feita em órgãos de comunicação como a SIC ou a TSF. Foi assessor do Ministro Augusto Santos Silva, no actual Governo, e é autor do blogue «Escrita em Dia».
Que seja feliz por aqui!

Pelo menos sabemos fazer manifestos

hand-signing-petition-lg

Há um dias foi um grupo de não sei quantos economistas a abordarem as grandes obras públicas. Há uns anitos houve um tal de “Compromisso Portugal”. Se a memória não me traí, já foram feitos mais uns documentos do género nos últimos anos. Há cerca de um mês foi lançado o movimento pelo casamento homossexual sob a forma de manifesto. Agora chegou um “Manifesto de 51 economistas e cientistas sociais”.

O manifesto, que abaixo se apresenta, visa, acima de tudo, a defesa do emprego. Ou, dito por outro prisma, “o combate ao desemprego tem de ser o objectivo central da política económica”. Lido e relido o documento, creio que o seu conteúdo é algo que a maioria da população defenderá sem reservas. Por isso, estranho que só 51 economistas e cientistas sociais o tenham assinado. Não há, em Portugal, mais economistas e cientistas sociais?

Este é, pois, mais um dos diversos manifestos que surgem em momentos politicamente delicados. Há para todos os gostos e fazem-se bem e depressa. Não há qualquer problema. Devem ser sempre feitos. Para isso, temos jeito. Por curiosidade gostava de saber qual foi o salto de produtividade da economia nacional, de manifesto para manifesto. Deve ser alto, não?

E, já agora, depois de o burilar, de o fazer subscrever e divulgar, que tal se fossemos todos procurar cumprir o teor do manifesto? Que tal se fossemos criar empregos?

Manifesto de 51 economistas e cientistas sociais

O debate deve ser centrado em prioridades: só com emprego se pode reconstruir a economia

Estamos a atravessar uma das mais severas crises económicas globais de sempre. Na sua origem está uma combinação letal de desigualdades, de especulação financeira, de mercados mal regulados e de escassa capacidade política. A contracção da procura é agora geral e o que parece racional para cada agente económico privado – como seja adiar investimentos porque o futuro é incerto, ou dificultar o acesso ao crédito, porque a confiança escasseia – tende a gerar um resultado global desastroso.

É por isso imprescindível definir claramente as prioridades. Em Portugal, como aliás por toda a Europa e por todo o mundo, o combate ao desemprego tem de ser o objectivo central da política económica. Uma taxa de desemprego de 10% é o sinal de uma economia falhada, que custa a Portugal cerca de 21 mil milhões de euros por ano – a capacidade de produção que é desperdiçada, mais a despesa em custos de protecção social. Em cada ano, perde-se assim mais do que o total das despesas previstas para todas as grandes obras públicas nos próximos quinze anos. O desemprego é o problema. Esquecer esta dimensão é obscurecer o essencial e subestimar gravemente os riscos de uma crise social dramática.

A crise global exige responsabilidade a todos os que intervêm na esfera pública. Assim, respondemos a esta ameaça de deflação e de depressão propondo um vigoroso estímulo contracíclico, coordenado à escala europeia e global, que só pode partir dos poderes públicos. Recusamos qualquer política de facilidade ou qualquer repetição dos erros anteriores. É necessária uma nova política económica e financeira.

Nesse sentido, para além da intervenção reguladora no sistema financeiro, a estratégia pública mais eficaz assenta numa política orçamental que assuma o papel positivo da despesa e sobretudo do investimento, única forma de garantir que a procura é dinamizada e que os impactos sociais desfavoráveis da crise são minimizados. Os recursos públicos devem ser prioritariamente canalizados para projectos com impactos favoráveis no emprego, no ambiente e no reforço da coesão territorial e social: reabilitação do parque habitacional, expansão da utilização de energias renováveis, modernização da rede eléctrica, projectos de investimento em infra-estruturas de transporte úteis, com destaque para a rede ferroviária, investimentos na protecção social que combatam a pobreza e que promovam a melhoria dos serviços públicos essenciais como saúde, justiça e educação.

Desta forma, os recursos públicos servirão não só para contrariar a quebra conjuntural da procura privada, mas também abrirão um caminho para o futuro: melhores infra-estruturas e capacidades humanas, um território mais coeso e competitivo, capaz de suportar iniciativas inovadoras na área da produção de bens transaccionáveis.

Dizemo-lo com clareza porque sabemos que as dúvidas, pertinentes ou não, acerca de alguns grandes projectos podem ser instrumentalizadas para defender que o investimento público nunca é mais do que um fardo incomportável que irá recair sobre as gerações vindouras. Trata-se naturalmente de uma opinião contestável e que reflecte uma escolha político-ideológica que ganharia em ser assumida como tal, em vez de se apresentar como uma sobranceira visão definitiva, destinada a impor à sociedade uma noção unilateral e pretensamente científica.

Ao contrário dos que pretendem limitar as opções, e em nome do direito ao debate e à expressão do contraditório, parece-nos claro que as economias não podem sair espontaneamente da crise sem causar devastação económica e sofrimento social evitáveis e um lastro negativo de destruição das capacidades humanas, por via do desemprego e da fragmentação social. Consideramos que é precisamente em nome das gerações vindouras que temos de exigir um esforço internacional para sair da crise e desenvolver uma política de pleno emprego. Uma economia e uma sociedade estagnadas não serão, certamente, fonte de oportunidades futuras.

A pretexto dos desequilíbrios externos da economia portuguesa, dizem-nos que devemos esperar que a retoma venha de fora através de um aumento da procura dirigida às exportações. Propõe-se assim uma atitude passiva que corre o risco de se generalizar entre os governos, prolongando o colapso em curso das relações económicas internacionais, e mantendo em todo o caso a posição periférica da economia portuguesa.

Ora, é preciso não esquecer que as exportações de uns são sempre importações de outros. Por isso, temos de pensar sobre os nossos problemas no quadro europeu e global onde nos inserimos. A competitividade futura da economia portuguesa depende também da adopção, pelo menos à escala europeia, de mecanismos de correcção dos desequilíbrios comerciais sistemáticos de que temos sido vítimas.

Julgamos que não é possível neste momento enfrentar os problemas da economia portuguesa sem dar prioridade à resposta às dinâmicas recessivas de destruição de emprego. Esta intervenção, que passa pelo investimento público económica e socialmente útil, tem de se inscrever num movimento mais vasto de mudança das estruturas económicas que geraram a actual crise. Para isso, é indispensável uma nova abordagem da restrição orçamental europeia que seja contracíclica e que promova a convergência regional.

O governo português deve então exigir uma resposta muito mais coordenada por parte da União Europeia e dar mostras de disponibilidade para participar no esforço colectivo. Isto vale tanto para as políticas destinadas a debelar a crise como para o esforço de regulação dos fluxos económicos que é imprescindível para que ela não se repita. Precisamos de mais Europa e menos passividade no combate à crise.

Por isso, como cidadãos de diversas sensibilidades, apelamos à opinião pública para que seja exigente na escolha de respostas a esta recessão, para evitar que o sofrimento social se prolongue.

Publiquem nos vossos vossos blogues. No link em baixo os subscritores

Manuel Brandão Alves, Economista, Professor Catedrático, ISEG;
Carlos Bastien, Economista, Professor Associado, ISEG;
Jorge Bateira, Economista, doutorando, Universidade de Manchester;
Manuel Branco, Economista, Professor Associado, Universidade de Évora;
João Castro Caldas, Engenheiro Agrónomo, Professor Catedrático, Departamento de Economia Agrária e Sociologia Rural do Instituto Superior de Agronomia;
José Castro Caldas, Economista, Investigador, Centro de Estudos Sociais;
Luis Francisco Carvalho, Economista, Professor Auxiliar, ISCTE-IUL;
João Pinto e Castro, Economista e Gestor;
Ana Narciso Costa, Economista, Professora Auxiliar, ISCTE-IUL;
Pedro Costa, Economista, Professor Auxiliar, ISCTE-IUL;
Artur Cristóvão, Professor Catedrático, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro;
Álvaro Domingues, Geógrafo, Professor Associado, Faculdade da Arquitectura da Universidade do Porto;
Paulo Areosa Feio, Geógrafo, Dirigente da Administração Pública;
Fátima Ferreiro, Professora Auxiliar, Departamento de Economia, ISCTE-IUL;
Carlos Figueiredo, Economista; Carlos Fortuna, Sociólogo, Professor Catedrático, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;
André Freire, Politólogo, Professor Auxiliar, ISCTE;
João Galamba, Economista, doutorando em filosofia, FCSH-UNL;
Jorge Gaspar, Geógrafo, Professor Catedrático, Universidade de Lisboa;
Isabel Carvalho Guerra, Socióloga, Professora Catedrática;
João Guerreiro, Economista, Professor Catedrático, Universidade do Algarve;
José Manuel Henriques, Economista, Professor Auxiliar, ISCTE-IUL;
Pedro Hespanha, Sociólogo, Professor Associado, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;
João Leão, Economista, Professor Auxiliar, ISCTE-IUL;
António Simões Lopes, Economista, Professor Catedrático, ISEG;
Margarida Chagas Lopes, Economista, Professora Auxiliar, ISEG;
Raul Lopes, Economista, Professor Associado, ISCTE-IUL;
Francisco Louçã, Economista, Professor Catedrático, ISEG;
Ricardo Paes Mamede, Economista, Professor Auxiliar, ISCTE-IUL;
Tiago Mata, Historiador e Economista, Universidade de Amesterdão;
Manuel Belo Moreira, Engenheiro Agrónomo, Professor Catedrático, Departamento de Economia Agrária e Sociologia Rural, Instituto Superior de Agronomia;
Mário Murteira, Economista, Professor Emérito, ISCTE- IUL;
Vitor Neves, Economista, Professor Auxiliar, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;
José Penedos, Gestor; Tiago Santos Pereira, Investigador, Centro de Estudos Sociais;
Adriano Pimpão, Economista, Professor Catedrático, Universidade do Algarve;
Alexandre Azevedo Pinto, Economista, Investigador, Faculdade de Economia da Universidade do Porto;
Margarida Proença, Economista, Professora Catedrática, Escola de Economia e Gestão, Universidade do Minho;
José Reis, Economista, Professor Catedrático, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;
João Rodrigues, Economista, doutorando, Universidade de Manchester;
José Manuel Rolo, Economista, Investigador, Instituto de Ciências Sociais;
António Romão, Economista, Professor Catedrático, ISEG-UTL;
Ana Cordeiro Santos, Economista, Investigadora, Centro de Estudos Sociais;
Boaventura de Sousa Santos, Sociólogo, Professor Catedrático, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;
Carlos Santos, Economista, Professor Auxiliar, Universidade Católica Portuguesa;
Pedro Nuno Santos, Economista;
Mário Rui Silva, Economista, Professor Associado, Faculdade de Economia do Porto;
Pedro Adão e Silva, Politólogo, ISCTE;
Nuno Teles, Economista, doutorando, School of Oriental and African Studies, Universidade de Londres;
João Tolda, Economista, Professor Auxiliar, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;
Jorge Vala, Psicólogo Social, Investigador;
Mário Vale, Geógrafo, Professor Associado, Universidade de Lisboa.

Afinal, qual é a diferença?

  

E JÁ AGORA, FARRAH FAWCETT TAMBÉM MORREU!

O ANJO DE CHARLIE QUE TODOS LEMBRAMOS
.
.
.

Foi um sexy-symbol desde os anos 70 até depois dos anos 90. Na série ANJOS DE CHARLIE, notabilizou-se (1976 e 1977), e a partir daí, depois de uma travessia do deserto, recebeu inúmeros prémios e galardões.
A sua morte apareceu esquecida, apagada pela do cantor rock.
Ambos morreram na passada quinta-feira.
Porque não passar também nas televisões de todo o mundo, a vida e obra de Farrah, do mesmo modo que se está a passar a de Jackson?
São ambos americanos e símbolos mundiais.
Mas a vida é assim, e até para se ser reconhecido na morte, é preciso ter sorte. De qualquer forma, em vida, teve o devido reconhecimento, apesar dos altos e baixos da sua carreira.
Só tinha 62 anos, e o cancro veio reclamar-lhe a vida.
Descansa em paz.

.

.

Jornalista detida nas Honduras

Adriana Sivore, jornalista da Telesure, acaba de ser detida nas Honduras pelos militares. Os embaixadores da Venezeuela, Cuba e Nicarágua foram raptados.
Deve ser esta a reposição da democracia que certos e certas Ayatholas da blogosfera portuguesa aplaudiram de forma entusiástica.
Será que estão em delírio?